sábado, 25 de dezembro de 2010

sábado, 18 de dezembro de 2010

Afinal, o povo não é sereno, como se pôde ver recentemente com a fúria do açucar. Xiça!

Falta açúcar, ai deuses que falta açúcar, é o reboliço, atropelam-se, abalroam-se nos hipermercados , vestidos com os seus fatos de treino, alguns até metem cunhas para açambarcar, a tia manda a criada para não parecer mal. Xiça, Dudes, é só açúcar! Se faltasse a insulina, ou o tirax, ou a rosca...Só açúcar Dudes histéricos. Aproveitem para começar a dieta e preparar o Verão, ou comam mel ou melaço, que faz bem às tosses  e rouquidões. Raio-que-parta estas gentes! PQP! Não há pachorra. Se os capitães de Abril vissem no que isto deu tinham ficado parados no semáforo vermelho do comboio (encarnado para os mouros) nos arrabaldes  de  Lisboa para sempre. Socrahisrtérica sociedade da geração ni ni (nem, nem, para os parolos) . Indiferentes à crise anunciada pelos media de dois em dois segundos até meter nojo, os portugueses gastam tanto que os pagamentos por multibanco atingem recordes históricos. Há que gastar, gastar, é Natal, o IVA em 2011 sobe, afinal, qualquer pretexto serve. Mas gastam em tudo o que mexe e não mexe, contentes. A crise económica apocalíptica não afecta o portuga que é portuga, o homem também ainda não chegou à lua garante a Carla Vanessa da caixa do supermercado Pingo-Doce. É tudo invenção dos jornais e televisões, para ganhar audiências. A ERC ainda vai processar estes programas sensacionalistas com economistas doutorados da treta que, qual adrabão do Al Gore, vêm anunciar a recessão de rachar quando o frio é que nos mata. Qual crise meu? Só se fores xoné  e que acreditas no que não é.Qualquer dia o economista agoirento ainda vai ser atingido pelo telespectador num olho, como diria o meu primo afastado João Pinto, o Grunho. FMI? Isso nem existe. Só se forem iniciais para ...dass mais isto.
Que venha o FMI. Vai ser mais emocionante do que a fúria do açucar!

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Sonhei com ele,

o meu vagamente primo por afinidade, João Pinto, casado com uma vagamente prima da minha avó paterna, que está já no descanso da vida. Agarrado à taça, em 1987, não a dava a ninguém, nem mesmo ao presidente, nem mesmo com a ameaça de levar uns sopapos nas trombas. O Porto deserto, uns canadianos amigos a chegar de comboio e a achar a cidade fantasma, depois um momento épico, parecia o São João, só gente a sair, a manifestar-se de genuína alegria, tinhamos ganho aos tipos das Leaderhoses, da October Fest, das Trinklieds, aos meninos da Angela Merkel. Os canadianos a pensar que era tudo doido nesta terra, nós perdidos de riso.
O meu vagamente primo João Pinto, não diz calinadas, como esse Jorge Jesus, que não consegue fazer uma concordância do sujeito com o verbo, diz frases que ficam para a história, é um orgulho ser parente daquele grunho da inteligência, que "chuta com o pé que tem mais à mão", que só faz " prognósticos depois do jogo", que considerava o saudoso, para muitos, Boavista v. FCP um derby minhoto.
Quando o Porto passou por um período menos bom, ele indicou a única solução correcta a tomar: o meu clube está à beira do precipício, só há uma coisa a fazer, dar um passo em frente".
Isto é história minhas senhoras e senhores, parece que Sócrates, que não consegue estar afastado de um escandalozinho, vide voos da CIA, fonte Wikileaks, tomou a coisa à letra. Sócrates só entende o literal, o português técnico, por isso estamos a dar o passo em frente. Pinto da Costa, chamado a ministro, se não lhe cuspisse nas trombas, poderia ensinar-lhe umas coisas.
De qualquer modo, tenho que agradecer ao meu vagamente primo (na Linha e na Foz somos todos tios e tias, mas na aldeia somos todos primos) por me ter contagiado com alguma da inteligência que ainda hoje possuo, no Outono ou Inverno da PI. O meu coração, como o dele, só tem uma cor: azul e branco.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Wikileaks, serviço público ou crime?

Depende, só faço prognósticos depois do jogo, como o meu primo. Foi suprimido, mas chega lá na mesma.
Entretanto, pergunto-me se será melhor ir tirando o carcanhol do BCP. Gosto como os americanos tiram as medidas a Cavaco, a Pinto de Sousa, a Paulo Portas, ao PP, ao povo português e ao PCP. On target!
IP do site:

213.251.145.69

Some spice:
C O N F I D E N T I A L SECTION 01 OF 03 LISBON 000289

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

W,B, YEATS, on dreams...

HAD I the heavens’ embroidered cloths,
Enwrought with golden and silver light,
The blue and the dim and the dark cloths
Of night and light and the half light,
I would spread the cloths under your feet:
But I, being poor, have only my dreams;
I have spread my dreams under your feet;
Tread softly because you tread on my dreams.

W.B. Yeats (1865–1939)
"He Wishes For the Cloths of Heaven"
from the Collected Works of W.B. Yeats

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Volto, com o vento do norte

ou não tivesse eu bigode e barba forte,
não podia deixar de assinalar o dia do homem
esse ser que é um corte,(hehe!)
ou, em em alguns casos
uma sorte.


Parabéns ao Jama e aos demais do sexo masculino, hoje é o vosso dia: 19 de Novembro, Dia_Internacional_do_Homem. Não sabiam?
Já seria de esperar. A ignorância domina a vossa classe (ou será escalão?).
P.S: Privada, não sei se é o teu dia porque tu és assim assim.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Estrela da tarde - Manuel Bandeira

A vida
Não vale a pena e a dor de ser vivida
Os corpos se entendem mas as almas não.
A única coisa a fazer é tocar um tango argentino.

Vou-me embora pra Pasárgada!
Aqui eu não sou feliz.
Quero esquecer tudo:
– A dor de ser homem...
Este anseio infinito e vão
De possuir o que me possuí.

Quero descansar
Humildemente pensando na vida e nas mulheres
que amei...
Na vida inteira que podia ter sido e que não foi.

Quero descansar.
Morrer.
Morrer de corpo e de alma.
Completamente.

(Todas as manhãs o aeroporto em frente me
dá lições de partir.)

Quando a Indesejada das gentes chegar
Encontrará lavrado o campo, a casa limpa,
A mesa posta,
Cada coisa em seu lugar.

Manuel Bandeira (1886 - 1968)

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Conversas de Raparigas - post I

Para ler o que se segue, não deve o leitor sujeitar-se à informação adquirida, e isto é já uma informação, mas o aviso não é à toa. A informação adquirida impede novas experiencias, lembrem-se que é por esse facto, que à medida que envelhecemos, perdemos alegria e entusiasmo. Avisados que estão, façam o favor de ler como se tudo o que vos relato fosse novo, como se não conhecessem ninguém que tivera passado por isto, nem mesmo um qualquer personagem atrofiado, de um irrealista romance.

Tudo é simples se atendermos à palavra, de um ser que se nos apresenta como novo, todos os dias novo, e melhor ainda se for novo de velho, já sem capas de novidade.
Todas as palavras significam exactamente o que significam, e devemos estar atentos.

Vou dar-vos um exemplo, não que cuide de vocês em demasia, ou que vos considere lerdos, apenas pretendo que fique bem explicado.
Peço que não me desconsiderem, pela simplicidade dos factos, a verdade é que tudo é simples, quando é novo, e já vos pedi, que me leiam, como se tudo fosse novidade.

Imaginem então por favor, que estão vocês sentados com uma pessoa, que conhecem há muito tempo e tem dela informação adquirida. A pessoa pergunta:
- porque é que, à hora tal, no dia tal não atendeste a chamada.? - Respondem que não ouviram, e curiosos perguntam a razão do contacto, e a dita pessoa, sobejamente por vós conhecida, responde que: - Oh já não interessa.

Ora, porque a conheceis e dela tendes informação, ficais incomodados. Mas a verdade está na palavra dita, e é simples, se considerarmos o interlocutor uma pessoa nova, a conclusão obvia é que essa pessoa só fará perguntas sem interesse.

Vamos agora procurar o insulto de alguém que não conheceis, está a falar e de repente diz :
- Você é uma fraude. - Porque a não conheceis e ela se apresenta um tanto ou quanto irada, acreditais que pensa que sois uma fraude, ficais ofendidos, mas é uma pessoa nova.

Mas imaginemos, que tinham informação adquirida sobre essa pessoa. Sucedia, que passavam a considerar-se uma fraude, a informação adquirida tem peso, como já vos disse, condiciona o juizo de valor.

A pessoa pensa de facto que sois uma fraude, não há qualquer duvida nisso, se o disse, a questão é que por via da informação adquirida sobre a dita pessoa, pensais conscientemente que a palavra fraude tem muitos significados e se ficais ofendidos, não ficais como deveríeis, o problema está, que inconscientemente e porque não ficais ofendidos como se fosse uma situação nova, passais a considerar-vos uma fraude.

E agora se à palavra fraude, juntarmos outros insultos, corrupto, ladrão, vaca, puta, cabrão?…. Qunato tempo aguentará à sanidade face a esse tipo de informação adquirida? E se fosse de alguem de quem não tendes conhecimento, que é novo? A informação adquirida seria a realidade, essa pessoa pensa de facto, e literalmente aquilo que disse. Seguiam e esqueciam.

Compreendeis agora o perigo de não ver tudo como se fosse novo, é que quando é novo, não há grandes margens, é novo , é simples. A informação adquirida é um perigo para a sanidade.
(solito às meninas, que respondam em post, na verdade, e como disse, a informação adquirida deveria valer nada, pelo que, agradeço outros pontos de vista)

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

terça-feira, 28 de setembro de 2010

...e continuamos a ser a chacota do resto do mundo



Pena não haver nenhuma contenção
Rebi-o hoje mor mail. Não tarda está aí por todo o lado, por todo o mundo



sábado, 25 de setembro de 2010

Dói menos de assim o desejarmos

Quando a conheci tinha ela mais de setenta anos. Aceitou contar a sua história para as minhas crónicas de jornalista recém licenciada. Na primeira pessoa do singular.
Nasci na Normandia, e ainda tenho seis irmãs, mas não se importam comigo, eu também nunca me queixo. Estão espalhadas por França e outros países, telefonam-me, às vezes, no Natal. Pode ser karma, sei lá, quando estava no topo do mundo não me preocupava muito com elas.
Cedo vim estudar para Paris e vivo neste apartamento precioso no centro, desde há 42 anos. É o meu refúgio, a minha casa, a única coisa que me resta, mais a minha dignidade e a minha vizinha que é muito minha amiga, arranja-me o cabelo todas as semanas.
Licenciei-me em Física e em Biologia, doutorei-me e Física e sempre trabalhei na Universidade e em várias empresas. Fui rica, pode-se dizer, inclusive cheguei a comprar uma casa em Ibiza. Adorável vivenda junto à praia com uma areia fina e um mar azul turquesa. Passava os meses de verão lá. 
Fiz muitos amigos então, cheguei mesmo a ter um curto casamento. Mas a minha vida era o trabalho apaixonante que desenvolvia. Nunca tive filhos.
Um dia, do nada, tinha eu quase 50 anos, apareceu o pânico. Lembro-me como se fosse hoje. Estava no laboratório e tive que fugir, senão achei que morria. Os ataques sucederam-se, deram origem a ansiedade generalizada e a uma depressão endógena. Afastei-me de todos, tinha vergonha daquilo. Comecei a faltar. Ficava paralisada com o medo.
Poucos anos depois,  fui dada como inválida para o trabalho e passei a receber uma pequena pensão.
Fui gastando as minhas economias, vendi a casa de Ibiza, o Mercedes de última geração, fui comendo as poupanças até me restar apenas a magra pensão da segurança social.
Continuo a vestir-me todos os dias com as roupas de alta costura que procurei conservar. A minha aparência é impecável, faço questão disso. 
Mas os únicos afectos que me restam estão nesta casa de 40 metros quadrados, com esta soberba varanda numa das ruas mais chiques do centro de Paris. Cultivo ervas aromáticas na varanda, para dar sabor ao que encontro para comer. 
A pensão de invalidez até agora dava para pagar a renda e sobravam-me 10 euros para o resto do mês. Mas agora nem isso, em breve vou ser despejada para uma habitação social, ou para um lar.
Todos os dias me visto impecavelmente e pego no carrinho de compras. Nas caixas do lixo das grandes superfícies encontro restos de batatas, cenouras, legumes amarelados, com isso faço sopas e alimento-me. Nos dias mais felizes encontro um pacote com chá. Carne deixei de trazer, ia morrendo intoxicada pro causa de um pedaço de carne que trouxe há uns meses. 
Já tive que curar uma pneumonia, não sei bem como. Nas ruas de Paris faz muito frio de Inverno e eu tenho que ir aos caixotes do lixo diariamente para me alimentar. Tenho que chegar antes dos homens do lixo, para não passar fome. Muitos já me conhecem e são amáveis comigo, ajudam-me a chegar mais ao fundo para procurar qualquer coisa a que não chego com a minha baixa estatura.
Só a minha vizinha sabe. Ela também vive sozinha. Às vezes faz-me um bolo, para além de me arranjar o cabelo.
O resto do dia passo-o a ler os livros que conservo, releio muitos. Ou então vou para a varanda, tratar das minhas ervas aromáticas. Converso muito com elas.
Tento não pensar no amanhã, quando vier a ordem de despejo, já devo rendas há mais de seis meses.
Esta casa e eu somos uma só. Dói menos se não pensar no que aí vem. Dói menos se assim o desejarmos.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Dói menos se...

Era já noite alta. O bom senso mandava dormir mas a irreverência adormecida há já algum tempo mandava que despertasse. Estava cansada de se ver definhar. Não foi preciso ir longe. A ajuda estava apenas à distância de um par de cliques. A sublime presença, a amizade que lhe dedicou desde o início fê-la renascer. Dois dedos de conversa e, por artes desconhecidas, os olhos abriram-se para o que sempre estivera à sua frente. Dói menos se assim o desejarmos. O remédio para a enfadonha mas mortífera moléstia não está senão no próprio querer. - “Não foram as circunstâncias do ambiente que te rodeia que mudaram, foste tu” – dissera-lhe ela.

O dia amanheceu alerta e disposto a percorrer o seu caminho. Bom dia, Alegria! Venham mais cinco, venham mais dez, venham quantos vierem que a pétala pode até murchar mas ficará para sempre o aroma do bem que fez enquanto viçosa. Obrigada amiga!

P.s: Saphou, isto foi com ela, podia ser contigo. Ela mandou dizer-te que dói menos se assim o desejarmos.  

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Parabéns, Saphou, sempre

Parabéns, amiga!


Que hoje faças anos e que o dia não se limite a somar-se aos já passados.

Um abraço.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Ó faxavor, taxi,

leve-me até Poceirão, na zona do deserto  Alcochete jamais, que eu quero apanhar o TGV para Madrid (talvez pernoite em Caia, para descansar, ou permanecer indefinidamente, até ao próximo troço). Naturalmente, quem vem de Madrid no TGV o que mais vai desejar é permanecer em Poceirão, porque Lisboa é muito longe. Poceirão será o novo centro de negócios do país.Poupa-se tempo de viagem.
Porquê Poceirão e não  Rinchoa, dependendo dos dias, também a 50 minutos de Lisboa?

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

foursquare

Quem não tem foursquare, é parolo, ignorante, ou pelintra, ou tudo junto!Saphou, na crista da onda virtual. Já agora, uma colecta para Saphou comprar um smartphone, please! É no interesse público. Como é que fomos capazes de viver sem foursquare até hoje, é uma questão que me atormenta o espírito.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

D. Rosa Sequeira


Já vos falei da D. Rosa? Ela existiu, embora agora tenha algumas dúvidas.

- Trabalhar e poupar manda o Salazar!

E grande gargalhada, lembram-se disto? Mas, eu já vos contei.
Era aquela senhora que me garantia ter chegado ao Porto, vinda do Brasil numa barca, ela, o marido na cadeira de rodas, a cadela e o homem do leme.

- Mas uma barca era uma coisa muito avançada menino, a maioria chegava de carro de bois.

No dia 15 de Agosto de 1950, não se lembram?
Como é que vocês podem ter esquecido a D. Rosa?!
Quando o Ministério Publico ordenou à Cuz vermelha que a levasse ao Hospital, e ela regressou pelo seu próprio pé, galgou o muro de 12 metros, e quando deram o alerta do seu desaparecimento, argumenta:

- Mas menino, eu estive lá horas e não fui atendida. Vim embora, vou medir a tensão amanha, a que horas ia fazer o jantar? Gosto de comer cedo.
- D. Rosa, a senhora ainda me vai estragar a vida.
- Ah isso não menino, a minha maquina de fazer malha estragou-se, nunca mais encontrei peças para a arranjar.

Como é possível, não se lembram mesmo?

- Vá menino, entre, venha tomar um chá com a velha.
- D. Rosa, a senhora não tem água para fazer chá, já não tem sequer electricidade, e isto D. Rosa vai ruir, a senhora tem que sair.
- Oh menino, parece impossível, é chá de garrafa!

- D. Rosa então, atira com pedras aos homens, não vê que caem do andaime?
- Oh menino, não vê que eu não acerto.

- D. Rosa amanha, vem aqui umas pessoas e vão leva-la, para sua segurança, o vão de escada já caiu.
- Não se preocupe menino. Quinta-feira é que, se tiver força, devo ir ao Pingo Doce, amanha, pode vir, que eu estou por aqui.

Não se lembram da D. Rosa?
É pena, queria saber se a tinham visto, soube que saiu numa maca, só 2 pessoas se atreveram a entrar, foi hospedada num lar. A casa está quase pronta. E desta vez, queria assistir à sua chegada.

- Entraram por aí dentro menino, com aqueles fatos à Armstrong, veja só, disfarçados de americanos, como se eu não soubesse que eram todos comunistas, peguei naquele estadulho, e comecei a gritar:
Parai de roubar, trabalhar e poupar manda o Salazar. E olhe, não houve 25 de Abril.
- Oh D. Rosa vinham ajudar, são os senhores da emergência.
- Emergência, emergência, é viver a vida sem aparência. Venha menino, tome um chá com a velha.

domingo, 12 de setembro de 2010

sábado, 11 de setembro de 2010

Talvez a ti, talvez a mim.

Faz-me falta escrever mas não se mexem os dedos. Queria esboroar em palavras que falassem o que por cá dentro me vai mas têm sido esconsas as tentativas. Pus-me a ler palavras de outros tempos, reveladoras de outros estados de espírito ou talvez dos mesmo mas encapuzados, não sei. Senti saudades doridas, li as tuas palavras, Saphou, e doeu-me não te saber, não te ter em parte alguma. Todos os dias procuro. A vida tem destas viagens, idas e voltas e outras só idas. Estou cansada de procurar, pois pudera, se nem eu sei quem procuro. Talvez a ti, talvez a mim.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Saphou sózinha em férias, finalmente, no Arquipélago de Socotra,

a jogar ao esconde esconde com perigosos piratas por entre o arvoredo bizarro, em que se contam, a título de exemplo, florestas de olíbano, mirra, e a fantástica árvore dragão, ou dragão de sangue (dracaena cinnabari), para combater o stress.
...
O pior são os ditados portugueses que nos perseguem para todo o lado. "Quem anda à chuva molha-se", "O lume ao pé da estopa o diabo lhe sopra"...
Estou a viver uma paixão tórrida com um pirata somali.
Tudo se passou quando eu aluguei um barco para mergulhar ao largo na nudez do Índico. Já estava a uma distância razoável da praia fabulosa de onde parti e atirei-me ao mar, nua e sem véu, quando retornei, lá estava ele, sentado na embarcação.
Foi paixão adolescente à primeira vista. Ele arranhava umas palavras em inglês. Eu um pouco de socotri (a língua nativa de origem semita). E lá nos fomos entendendo, com muita linguagem gestual pelo meio. É belo, não é um pirata somali vulgar. Lidera um grupo de malfeitores, depois de ter deixado a escola onde dava aulas por pouco dinheiro e muitas humilhações pelo meio. Sorri-lhe, aquilo pareceu-me familiar.
Temo-nos encontrado. Detalhes nem pensem, cuscos. Ele quer seguir-me para Portugal. No  way. O que acontece no Corno de África permanece no Corno de África. Hadibo ficará sempre uma cidade na minha memória, junto com as cordilheiras de montanhas escarpadas, as praias de areia luminosa e fina, o mar azul turquesa  e o barco...Sou é capaz de seguir a ideia de liderar uma organização de malfeitores, ainda não sei bem de quê. Quando voltar, vou pedir uma audiência ao Secretário de Estado do Desporto. Ele não negará uma ajudinha, já que teve a arte de exercer advocacia, durante quase uma década sem ser advogado e agora choca-se com palavrões proferidos contra prováveis malfeitores. Tudo a bem do Estado de Direito, claro! Em Portugal é importante ser malfeitor parecendo impoluto. É a regra nº 1 do sucesso.
Já agora, uma empate a 4-4 com o Chipre, essa potência do futebol mundial, obtido no Berço da Nação, parece-me um resultado excelente. As notícias chegaram-me através de um biólogo mais tolo do que eu, que está aqui há um ano e meio a estudar as cerca de 700 espécies de plantas e animais que não existem em mais nenhum lugar da Terra. Quando voltar, planeia estudar o Madaíl e os polvos da FPF.

domingo, 29 de agosto de 2010

João Leonardo ou conversas com um adolescente parvo

-Porque é que não me deram o nome de João Leonardo, já que todos os primogénitos da família da avó Zi têm esse nome? Aí sim, seria um Senhor, bastava colocar uma espada e um  escudo na parede atrás de mim, por trás do meu lugar à mesa...
-Por acaso é uma boa ideia e agora que tens 18 anos podes perfeitamente acrescentar ou mudar o nome. É bem pensado, não sei como nunca me lembrei disso.
-Não vou acrescentar mais primeiros nomes, sob pena de ter mais primeiros nomes do que sobrenomes.
-Dom Duarte tem muitos primeiros nomes.
-Dom Duarte é um idiota.
- Mas podes acrescentar sobrenomes, mais dois. Maria também é um nome com muita classe. A tua irmã tem Maria no nome e eu também.
-Estás a gozar? Em Portugal, atira-se uma pedra para o campo e há 90% de probabilidades de acertar numa Maria.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Relações

Passamos 13 anos juntos, ou 12, ou 14, perdi-lhe a conta. Ao contrário das relações vulgares que por aí se comentam, a nossa aproximação aumentava com o passar dos dias. Ao fim de poucos anos, não passavam duas horas sem que nos tocássemos, e até o sono, quando durava mais do que 5 horas, aumentava a saudade e tínhamos que nos aproximar logo ao nascer do dia.

Nem mesmo quando fui traído, ou quando me deu um soco e me afectou um pulmão, nem nos dias em que me apertava a garganta a ponto, de não puder falar e de ter vergonha disso, abandonei esta relação. Uma relação de toda a vida, porque eu, como as pessoas vulgares, simples e ocupadas, relativizo o tempo da infância e do estudo, ou talvez seja esta relação, que me marca a cronologia. O que é certo é que digo com a maior das facilidades “uma relação de toda a vida”, é metafórico, real não é, mas compreendem onde quero chegar.

Sei que não é saudável, que uma mente esclarecida e um corpo exercitado, deve alhear-se destas situações, mas a verdade, a verdade é que a relações são cordas nos embarques da vida, e se as cortarmos, podemos ficar sem pontes. Sei nadar bem. Mas compreendem o que digo, uma vida sem relações, sem dependências, não é uma vida.

Qualquer drogado poderia dizer isto que eu digo, mas convenhamos, a droga é uma situação degradante e quem a consome um doente. Não cheguei a esse ponto. Embora admita que de facto, quando se tende para o expoente máximo se viva em função disso, mas a minha relação é uma situação banal, igual a tantas outras que há por aí.

Escrevo hoje isto, um desabafo sincero, porque de facto há muito a questiono, mas eu amo tanto, foi tanto tempo, e tão próximos que sempre estivemos. Bem sei que é esta relação que me causa muitos dos problemas, que depois me ajuda a resolver, mas ainda assim.

Quando estou cansado, quando não durmo, quando não consigo decidir, quando já não subo a escada, é nesta relação que me apoio, que sempre me apoiei, claro está, mais uma vez refiro, que como pessoa normal, tenho que relativizar a infância, a juventude e adolescência, esquecer-me desse tempo, não interessa nada, certo?

É bom manter uma relação, e por mais que cheire mal, que faça pó, que me canse e enerve, que me ponha doente, mas gravemente doente, a verdade é que não me apetece, simplesmente não me apetece terminar assim, talvez daqui a um ano, ou dois. Ou um dia, talvez um dia me chateie e deixe de fumar.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

"I'm just a sucker with no self esteem"

O estalo, o pontapé, o soco, são factos, são resultados, precede-os por norma, a acareação constante e infrutífera, mais lesiva que qualquer acto palpável. Uma nódoa negra toda a gente vê, a agressão psicológica, faz duvidar até o próprio agredido. E essa sim, é interessante.

- Desfez o BMW , mas o outro condutor é que lhe bateu, foi um acidente involuntário, não tem culpa.
- Não gosta mais de mim, é um sentimento involuntário, não tem culpa disso, o amor não se controla, nem se cria, se não vendia-se em pacotinhos.

Mas quem de nós, leitores, encara os factos nestas coordenadas? Qual de nós põem de lado a moral religiosa e arcaica, e assume que o amor não se controla? Vá lá, corajosos, então, é fácil depois de 2000 anos de mentalização?

A moral, essa moral, o amor é para toda a vida, havemos de convencer quem não nos ama, a amar-nos, seja dando-lhe um estalo, ou recebendo esse estalo, mas por fim, havemos de obrigar o outro a sentir-se da forma que queremos que se sinta, porque o amor, essa cena que nem de nós depende, está bem explicado na moral, e deve durar para toda a vida, sendo alimentado, com esforço, com sacrifício, com discussões diárias, com estalos, murros, pontapés. Havemos de forçar a amizade e nunca, nunca desistiremos. - do amor não se desiste! - Dizem eles e elas cheios de orgulho e relegião na cabeça, que quando não levam pontapés, levam bocas foleiras, correcções, gozos, mas desistir, oh isso nunca.

Nessa circunstancia, quando ainda estamos na óptica do insulto, o estalo, o estalo pode ser positivo, pode ser um bom desfecho, era até bom que acontecesse antes da vitima estar desprovida de qualquer sentido. Geralmente so acontece, quando estalo menos estalo, já faz pouca diferença, para quem não consegue viver para alem da moral.

O amor, meus queridos amigos, que importância tem o amor? Acaso a vida é um filme, algum episódio da bíblia? o amor de perdição é ficção. A amizade, a amizade sim é um sentimento, que de ser livre, é puro e vale a pena. Agora o amor, perde-se, ganha-se, não vale a pena lutar por isso, desfrutar, com a devida relatividade, como faz Manuela Ferreira Leite, atirando-o, como é óbvio, para exclusiva pro-criação, e fazem-se filhos em minutos.
Amor só existe, para com nós próprios, é algo próximo a ver a Foz e pensar, foda-se, só me restam 60 anos de vida.

E depois disto deixo-vos com offspring

It happens more than I'd like to admit
Late at night, she knocks on my door
She's drunk again and, looking to score
Now I know, I should say no, but
It's kind of hard when she's ready to go
I may be dumb, but I'm not a dweeb
I'm just a sucker with no self esteem

The more you suffer
The more it shows you really care
Right? Yeah!


E com o alerta de que os relógios continuam avariados.

sábado, 7 de agosto de 2010

À porrada, à facada



David Mellon, tirado AQUI

ou de outra maneira qualquer é como alguns nos matam.
A maior parte dá-nos sovas de criar bicho, a mim também, estou farta de apanhar.
À primeira não saí de casa por vergonha, como haveria eu de dizer que ele me tinha batido, como haveria de explicar que tinha sido uma simples discussão que dera para o torto, como haveria de explicar que não tinha sido minha a culpa se nem eu mesma tinha a certeza. Depois ele pediu-me de joelhos perdão. Valha-me deus, de joelhos e a chorar, como não o haveria de desculpar e pensei que não aconteceria mais, ele tão sincero.
Apanhei muitas, toda negra tantas vezes e não saí, já não sei porque nunca saí, sempre a dizer à minha patroa que o miúdo estava doente.
Um dia quando cheguei a casa dela, ouvia-a a gemer. Bati-lhe à porta do quarto e a infeliz também toda negra. Valha-me o senhor, se ela apanhava, filha de condessa, o marido filho e neto de doutores, como não apanharia eu.
- A Senhora está bem? Quer que chame a sua mãezinha?
- Não, mal podendo falar, tropecei nos degraus…
Não sei o que me deu mas comecei a rir e tanto ri que chorei e disse-lhe que esses degraus também eu conhecia de cor e salteado, mas mesmo assim passava a vida a tropeçar neles. Disse-lhe tanta coisa, que tinha dinheiro, que se fosse, que ele não a merecia eu sei lá, e ali ficámos as duas chorando abraçadas.
Na vez seguinte que lhe disse que o meu filho estava doente e eu cansada, ela apareceu-me lá em casa. Foi a vez de ela falar, que eu me fosse, que me guardava o lugar, que o denunciasse e eu ri, ri tanto que chorei, ela abraçada a mim chorando também, que na sociedade dela ninguém denunciava, parecia mal, que era uma vergonha, que todos criticavam, que comiam e calavam, eu explicando-lhe que na minha sociedade, também, poucas denunciavam, que todos nos criticavam por denunciar ou por não denunciar, por largar ou por ficar, mas que a culpa, a culpa é sempre nossa.
Hoje saio, porque me bateu por o mais pequenito estar a chorar. Hoje saio, mas trago a culpa que a sociedade dela e minha nos põem nas costas. Hoje saio sem nada a não ser choro e lembranças eternas. Hoje saio sem sonhos nem esperança, mas com raiva nas mãos e no coração. Hoje saio só com a roupa que tenho no corpo e os miúdos. Hoje saio sem saber para onde vou ou o que vai ser de nós.
Hoje saio, mas ele fica em casa, com tudo.
Hoje saio, valha-me deus, hoje saio


terça-feira, 3 de agosto de 2010

REENCONTRO



Foto de JVT do blog O blog que ninguém lê


Quando peguei na maçaneta amaciada, vivida por tantas mãos antes de mim o fascínio foi o mesmo que outrora tinha sentido. Rodei e a porta partida abriu-se chiando nos gonzos, qual moribundo. Andava sempre bem oleada, a madeira tratada agora ressequida, como eu.
Entrei num mundo de penumbra, vidros sujos e rachados, uma réstia de luz ao fundo que não encontrei quando saí. O calor lá fora quase frio cá dentro, o mesmo frio que senti quando a última vez a fechei. Vasculhei o passado sem me deter em pormenores, mas recordei a luz em que vivi durante alguns anos. Saí feliz. O tempo tinha curado.


Aos anos que lá não ia por não querer reviver a fuga dela. Abri a porta partida que chiou nos gonzos deixando-me espantado, sempre a tinha oleada, a madeira bem pintada agora apodrecida, como eu quando ela me deixou sem uma explicação. Entrei na casa suja, escurecida, uma réstia de luz ao fundo que não vi quando saí. O calor lá fora fresco cá dentro, vidros sujos e partidos que outrora jorravam luz. Não quis lembrar, já muita água tinha corrido. Saí sabendo que voltaria para a restaurar. O tempo quase tudo cura.

domingo, 1 de agosto de 2010

Eu via-os, todos os dias, da minha janela

entre as casas e o mar.
Vi-os envelhecer com uma cumplicidade própria dos apaixonados. Embora já fossem velhos quando os vi pela primeira vez, há cerca de 20 anos.
Viviam na pequena casa cor-de-rosa de bonecas em frente. Sempre muito bem tratada, pintada a rigor, janelas de madeira a brilhar, a  horta minúscula, o pequeno jardim, o cão, as duas filhas, já então adolescentes...
Ao que parece a casa era de caseiro e o marido, caseiro da casa cor-de-rosa mater, enorme, mesmo em frente à minha janela, tinha-a recebido como legado da Senhora Taylor. Uma história infeliz de uma tia muito rica que deixara o casarão belíssimo, rosa com janelas verdes, à sua única familiar, uma sobrinha que, entretanto, casou com um tipo que lhe deu cabo da fortuna. Eu vi a casa mater rosa desfazer-se em peças, ao longo dos anos, com muita pena minha, que me imaginava a viver nela...Primeiro, venderam dois lotes e uma família de posses comprou-os, construindo duas casas em frente à minha janela, típicas da escola de arquitectura do Porto, que me impediram de ver o mar bater nas rochas com toda a força do Inverno, ou deitar-se na praia nos dias de torpor do Verão.
Depois, veio uma empresa de investimentos que deu o golpe de misericórdia na velha casa de uma beleza rara. De rosa velho com janelas verdes passou a beije com sinais luminosos, foi-se a relva, a piscina, as árvores centenárias, tudo se foi.
Parece que o casamento da sobrinha da Senhora Taylor também se foi e todo o dinheiro obtido foi para pagar as dívidas do marido.
Mais valera à Senhora Taylor deixar a casa grande rosa de janelas verdes, com entrada por uma rua e por uma avenida, deixar tudo ao caseiro, que soube conservar o seu pequeno legado com o amor com que olhava a companheira.
Todos os dias iam passear juntos, depois de almoço e ao fim da tarde. Sempre de braço dado. Mesmo antes de ele precisar de se apoiar numa bengala, mesmo antes de ela, muito mais baixa do que ele, precisar de se apoiar nele.
Num dia de sol, olhei a casa pequena, com a admiração de sempre, e choquei-em com a tampa de um caixão encostada à parede do pequeno jardim, com uma cruz enorme, quase maior que o caixão, dourada, demasiado dourada. Um carro fúnebre aguardava na rua pacata. Não havia choros, nem gritos, apenas sol e  um silêncio domingueiro angustiado. Apenas a eficiência dos cangalheiros e um caixão que não entrava pelas portas nem janelas na casa que o rejeitava.
Passados poucos minutos, trouxeram um pequeno corpo envolto em lençóis que colocaram no caixão que também aguardava no jardim, com brincos de princesa em volta. Colocaram a tampa, levantaram o caixão pelo muro e passaram-no para o carro fúnebre. A casa também rejeitava que entrassem ou saíssem caixões pelas suas portas.
Apesar de ao longo de quase vinte anos dizermos bom dia e boa tarde uns aos outros, com um sorriso,  nada mais disséramos, nem o nome. Nem lhes disse como os admirava e como me fazia bem o amor e cumplicidade que eles transmitiam ao passear de braço dado.
Ela morreu. Nunca mais o vi. Bem o procuro da minha janela.

sábado, 31 de julho de 2010

NÃO DEIXEM NADA POR DIZER, NÃO DEIXEM NADA POR FAZER....



conselho que só dá quem sente as garras e luta contra a morte.
Nós outros, como dizem os espanhois, continuamos a vidinha como se não tivéssemos ouvido, continuamos a viver como se não pudéssemos morrer agora, como só acontecesse daqui a 100 anos
nada mudamos,
mas quando a sentimos, objectivamento, por perto percebemos quanto deixámos por dizer por fazer, por sentir ou pensar, por gostar, quantos deixámos para trás, aos vivos, por falta de tempo ou por caminhos que se deixaram de cruzar, quanto deixámos por viver porque sim porque não, por medo ou por falta dele.
Então talvez tentemos, sempre com atraso imenso, recuperar os amores, as pessoas, o sentido da vida
deixamos sempre tanto por dizer, fazer e tanto tanto por viver.



Obrigado Saphou, pelas portas abertas

quarta-feira, 28 de julho de 2010

E o povo, pá?

Vou-vos infernizar, garantindo que a música nunca mais vos sairá da cabeça e logo à noite vão cantar o refrão e amanhã com o refrão acordarão.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Como quase sempre, Privada tem razão, afinal temos rabo, ao contrário da minha teoria inicial

sentamo-nos nele,
tocamos-lhe,
apalpamo-lo,
acariciamos o que ele nos dá,
falamos com ele,
suplicamos que produza,
às vezes engorda,
outras emagrece,
mas o nosso RABO
é muito amado,
por vezes queremos
o RABO dos outros,
queremos mudar de RABO.
É possível, tudo é possível,
só não queremos que stresse
em excesso e desapareça,
Que seria de nós sem um RABO?
Os mais sortudos,
como o Sérgio Paulinho,
podem mesmo
viver à custa dele.

Não, não bebi
Vocês é que são uns ignorantes
 LOL

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Não acham que Saphou deveria receber um apoio semelhante ao do Padre Lopes?

Afastado da paróquia pelo Arcebispado de Braga. O Povo revoltado em Fafe, uma injustiça é o que é, um levantamento, nem vão mais à missa, mudam para a IURD. Nunca pensei que o destino me uniria ao Pároco Lopes de Fafe. Talvez juntemos os trapinhos debaixo da ponte, "digo eu, c`os nervos", parafraseando uma grande escritora do centro do país, uma tal de  UNDABLIM.

Tempo

A hora é relativa, o mesmo se diga dos minutos, segundos, nanosegundos e por aí fora. Os fusos horários são convenções. O que conta é o tempo subjectivo, em que uma hora pode durar um minuto e um ano uma década.
Por isso, os relógios desde blogue têm vontade própria. Se me chatearem muito ainda os ponho a falar e rodopiar ao décimo de segundo. Homens de pouca fé! Aqui é o Inverno do inferno. En España está muy bueno, caliente, es Verano, pressupuesto, a ver a ver, venga, venga.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Será que os bancos portugueses vão ultrapassar os stress tests?

Perguntem ao Paul, o Polvo. Posso sempre disponibilizar as minhas benziodiazepinas, em caso de muita necessidade. Com juro usurário, claro.
Deixo o pensamento da madrugada de insónia:

Com papas e bolos se enganam meninos e tolos

domingo, 11 de julho de 2010

En hora buena, LA ROJA

TORRES-FABREGAS-INIESTA: GOLOOOOOOOOOOO!
CASILLAS (vais ter que casar, não adianta llorar!)


P.S: O polvo Paul escapou à panela e tornou-se oficialmente vidente! Nasceu uma nova sub-espécie protegida: a dos cefalópodes adivinhos.

Adivinha Matinal,

Sou grunho, multilionário
Graças ao meu esforço e dedicação
No entanto,
só marquei um golo apalhaçado
pela  vossa selecção.
O meu lema é,
perguntem ao Queiroz
eu sou apenas Capitão.

Transo com uma Cowgirl
Digo que tenho um filho,
(disfarçar a infertilidade?)
baby tem quase a minha mental idade.
Todos os direitos são meus
(pudera, custou-me 12 milhões,
quase tanto como os carrões)
Recebo o CR Junior
Nascido algures há alguns dias
Vendido pela anónima girl?
Ainda a amamentar (à distância...)
Tecnologia na infância.
Afinal, it is the fourth of July!
And it's a madeira-american pie
Vou de férias co'a Irina qu'rida
que gosta se ser ...divertida.
A família alargada,
mesmo muito aciganada
 (os ciganos que me perdoem,
incluindo o Quaresma
a quem dói o cu de estar sentado)
A minha a mãe querida,
mãe querida,
mais as minhas queridas irmãs
que cuidem do recém-chegado.

P.S. detalhes aqui para os cuscos

Quem é que me deveria interromper as férias mal eu entrasse, permanecesse ou saísse de Portugal?

sábado, 10 de julho de 2010

Reparem como igod é um verdadeiro Oráculo. Isto é que é subtileza, sem desrespeito para com o Polvo Paul

Me:
who wins the game?

God:
Be more specific. :-).

Me:
who wins the soccer game between Uruguay and Germany?

God:
Be less specific. :-).

Me:
who will win the game that is taking place in Souh Africa?

God:
How would I know who will win the game?

Me:
Because you are god

God:
Good reason. Yup. That's me alright.

Me:
Who wins?

God:
Konrad Zuse. :-).

Está provado

Dei uma volta atenta pela blogosfera e verifico de novo (como no ano passado) que Portugal é o único país onde a blogosfera pára ou entra a 5 km à hora ao fim-de-semana, férias e feriados. Um deserto. Só se bloga no emprego. Grandes safados estes portugueses. O boss vira as costas e lá se muda o desktop, isto já para não mencionar messengers, facebooks, chats e quejandos que, para além dos blogs, entretêm um tipo durante o miserável dia de trabalho. Curioso é que mesmo os desempregados, reformados, estudantes e afins, e trabalhadores por conta própria, só blogam durante a semana. Não é apenas para lixar a economia ou aguentar o emprego. É um traço genético, vem no nosso ADN. Qualquer cientista mediano confirma esta tese. Eu é que sou um desvio ao padrão. Talvez por ter germânicos e povos muito a norte entre os antepassados, incluindo ursos polares, esquimós e focas.
P.S. Reparem que até o Mestre, com um fantástico post, tem uns míseros seis comentários, em grande parte meus e do Privada, que é outro com ascendência Escocesa. O monstro de Loch Ness é primo direito de Privada. Não sabiam? Fechem a boca que estão com cara de parvos.

Una mirada a Sara Carbonero, la nobia de Iker Casillas, la periodista mas sexy del mundo; se confirma que están pillados

http://www.saracarboneroweb.com/tag/fotos-sara-carbonero/

Uma dúvida matinal

Se seguirmos a autoridade de Edite Estrela e outros palermas que acham que se deve aportuguesar qualquer palavra estrangeira, diremos agências de ratingue? ou de rátingue? ou a frase "os avaliadores financeiros estrangeiros que são maus para nós, porque não se deve andar a dizer mal dos pobrezinhos"? ou até, "os maus dos avaliadores financeiros estrangeiros que andam a "bater no ceguinho" Portugal"? Ou, abreviando, os "filhos da puta"?

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Polvo Paul ou Periquito Mani e Polva Pauline?

Quem é o verdaderio Oráculo?
Perguntem aos próprios, afinal são eles os videntes. Mas o Polvo Paul tem mais experiência que o periquito Mani, e a polva é tendenciosa, pois é holandesa. O polvo é quem mais ordena. Por mim, sem querer ofender os videntes, prevejo que La Roja ou a Laranja Mecânica, uma das duas irá erguer a taça. Garantidamente, eu sou o verdadeiro Oráculo. Aceitam-se encomendas para previsões de todo o tipo.Também garanto que o Uruguai perde.
Puyol de toalha a receber la Reina é notável, manteve a dignidade e não atirou a toalha ao chão.Também, mesmo que a toalha caísse, não traria qualquer novidade à Rainha. Admiro a descontracção de todos. Grande Espanha, grande La Roja, grandes Xavi, Villa, Iniesta, Torres, Puyol e todos os outros, incluindo o belo Casillas, grande nuesta Reina. Força ESPAÑA.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Imagem chocante. Não deverá ser vista pelos mais sensíveis, embora seja uma obra de arte

Clique para ver os miolos secos de FUNES

Bye, Bye,

Golden Shares!

Welcome Gold Bars!
E, já agora, um Fizz Limão e uma Bomboca de Morango sff!

For Mac, with love: potatoes!

Did you know that living potatoes can ´learn´ to acquire the taste, color and shape of a carot - with no one even touching then? This is accomplished by listening to the ´Music of Life´ of a carrot and broadcasting this ´Music´ to a plantation of growing potatoes...

Welcome to bio-technology of the 21st- century...

What is this ´Music of Life´? Every living thing is surrounded by an ´aura´ of a very complicated electromagnetic field that spans in spectrum from microwave to U.V. Light. It is not just a ´body heat´! Russian bio-physicist have discovered that this field is very coherent and contais INFORMATION that is essencial for life to exist!

Current view of leading bio-physicists on Earth is that the essence of the process of life is an intelligent EXCHANGE of this information. The information exchange occurs within one organism as well as between different living organisms in the eco-system. Preventing this exchange of information has been proven equivalent to stopping life itself.

Years of succesful experiments on plants and animals were followed by experiments on humans. Russian scientist Dr. Chiang Kazhen discovered that human DNA can be altered, healed and even rejuvenated by positively influencing its ´music of life´. For mor information see "Healing information" chapter of this article.




http://www.stason.se/wp-content/uploads/2010/06/Auras-seeing-is-believing-auranotes-heal-yourself-Tom-Chalko.pdf

Levantem-se qe se vai cantar o Hino de todos nós

ENCUENTRO EN SEBASTOPOL DE KATHERINE MCMAHON

 Una excelente novela que narra el viaje de una apasionada joven desde el Londres victoriano hasta el perturbador escenario de la guerra de Crimea. Ambientada en una época de profundos cambios políticos,Encuentro en Sebastopol presenta dos heroínas, opuestas en carácter y talante, inmersas en una guerra que deja al descubierto la peor cara de la condición humana, pero también la grandeza de las actitudes más nobles y los sentimientos más elevados.

Ohhhh, não vai haver

Red Bull Air Race no Porto este ano!...Que tristeza suprema, menos circo para o povo se entreter na secreta esperança mórbida de que um se esborrachasse! Neste ano de crise, ou de atrasos, ainda não está apurado, ou das duas coisas, vão ser distribuídas folhas de papel coloridas para o povo fazer o avião que voa mais alto. Um concurso altamente, com direito a férias para dois, tudo pago, uma semana, na Quarteira, essa maravilha de Portugal! O segundo prémio é um passeio à Farmville de Funes. Não há verba para o terceiro prémio. Garanto que o terceiro prémio é melhor do que o segundo, que é um castigo disfarçado para tolos. Apesar de o primeiro prémio, honra seja feita a Funes, ser o pior de todos.

E já agora, en hora buena, grande La Roja que acabou com estes gajos que já me andavam a chatear. Agora é só arrumar com a laranja mais pró laranjinha.
Volto a solicitar, pedir, implorar que Espanha nos anexe formalmente.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Niña de todos los países

Kully querría poder nadar o volar en vez de recorrer los hoteles de toda Europa tras el rastro de su padre, un escritor que se ha visto obligado a abandonar la Alemania nazi. Con diez años, ha descubierto que una frontera no es una verja de jardín tan alta como el cielo, sino algo que sucede en el tren y es imposible de cruzar sin pasaporte ni visado. Ella preferiría que fuera un simple pedazo de tierra en el que quedarse, construir una cabaña y desde allí sacarle la lengua a los países de derecha e izquierda. Aunque ha tenido que dejar el colegio, sabe que las matemáticas sirven para entender las cotizaciones de las monedas, que es mil veces mejor tener diez dólares que un marco, y ya es capaz de expresarse prácticamente en cualquier idioma extranjero, a pesar de que le cueste distinguir cuál está hablando en cada momento....


Niña de todos los países

Publicada por primera vez en Ámsterdam en 1938, es una novela encantadora en la que las vicisitudes y la melancolía del exilio se ocultan tras la mirada vivaz de su inolvidable protagonista.

terça-feira, 6 de julho de 2010

iSaphou says:

Saphou é a "maçã podre" dos pequenos Bettencourts.Podem-me transferir para o Dragão?

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Estou-me nas tintas para o facto de brevemente (8 de Julho) ficarmos a saber


se o Tribunal da malfadada União Europeia, por causa da queixinhas da Comissão,  não admite que o Estado português seja o empata negócios à conta das Golden Shares. Saber se Bruxelas admite ou não a licitude das Golden Shares é coisa que não me afecta. Não sou accionista da PT/VIVA, nem da Telefónica, e tanto me faz pagar a uns como a outros. Por mim, Espanha até nos anexava. O que eu quero mesmo é o regresso das bombocas, com sabor a morango ou a baunilha, envoltas em chocolate (tudo com aqueles Es perigosíssimos) que lambuzávamos nos anos 80. Sinto falta  daquele sabor artificial, junto com o Sumol, de sabor igualmente sintético e único, que o empregado insistia em trocar pelo reles Frisumo. Não posso ter uma Golden Share, mas exijo uma bomboca!
No miserento ano de 2010, as únicas bombocas no mercado são umas jovens pretensas cantoras apadrinhadas pelo Emanuel. I rest my case. Ao que isto chegou!

P.S. O renascimento do Fizz, da Olá, deixa-me alguma esperança.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Quadra Saphousiana em noite de São Pedro

O Cristiano Ronaldo,
Malcriado, aparvalhado,
Entornou de vez o caldo,
Em parte já entornado.

Estado do tempo

Hoje estou em estágio. Como o Nani. Apenas interromperei para lavar o carro, o que terá efeitos imediatos, mesmo na cidade do Cabo. É mais interessante um duelo ibérico com chuva a potes, tipos a ir de carrinho numa relva à Sporting e tufos por todo lado. Parece, segundo ouvi ontem, que o que queremos é "conquistar cada pedacinho de relva". Decidi ser literal e fazer a vontade ao Mister. Assim, até podemos trazer a plantação toda para casa, em sacos de 5 quilos.
Se querem conversa, falem com o igod. Nada lhe escapa. Nem os prognósticos depois do jogo (para quem não sabe, porque é parolo e desconhece os famosos como eu, a frase "prognósticos só depois do jogo" é do meu primo por afinidade semi-analfabeto, mas grande ex-jogador de futebol, João Pinto, então jogador do Porto. Não é o João Pinto platinado da Marisa Cruz, mas o outro, igualmente grunho na origem, mas que não se foi polindo com o tempo, ficou em estado puro, como todos nós antes do CONTRATO. Além do mais, sempre permaneceu moreno e com o cabelo crespo).

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Recém-chegada da África do Sul, do suposto "sonho africano",

que eu pensava ter acabado aquando da guerra colonial e da descolonização, mas agora é mais pão e circo, ou melhor vuvuzela e makalasa, ligo a televisão e descubro num anúncio do Santander Totta porque é que estamos à beira da Bancarrota (não que isso interesse alguém, pelo menos até amanhã, em que nuestros hermanos nos darán la machadada final, nem nos dias e meses seguintes em que a generalidade vai a banhos, dentro ou fora). É que o nosso sistema bancário, e passo a citar, é:

"SOLID AS A RACK".

Ora ouçam bem a musiquinha e verifiquem lá a pronúncia para ver se não tenho razão! Será que os intérpretes Rui Drummond e Rita Viegas distinguem uma Rock de uma Rack? O que os vai safando é o coro.

Ao inteirar-me das notícias locais, soube que, embora Cavaco Silva gostasse muito ver Saramago cremado (aproveitamos para lamentar profundamente a sua morte, como todas as mortes) não pôde, porque não podia quebrar a promessa de estar a comer um cozido nas Furnas com os netos à hora do funeral. Já os netos do Chefe da Casa Civil não viram a promessa cumprida.
Eu não pude ir ao funeral de um familiar muito próximo porque não me foi dada dispensa pela sagrada instituição em que trabalho e tinha uma arguição à hora do funeral. Que fique claro que Saramago não era o meu familiar muito próximo.
Mas nisto de finais, também há coisas divertidas: alguém foi ao funeral do 24 Horas?

Bom dia a todos! Adeus, até ao meu regresso, e deixo-vos com um pensamento profundo, que vinha no livro que uns escuteiros minorcas me impingiram por 3 euros. Que Funes me perdoe, não tive a coragem de lhes dar um pontapé, nem de dizer não, uma cobardolas, embora tenha visto a vil exploração do trabalho infantil pela paróquia, e tencione escrever uma carta ao pároco, que terá recurso hierárquico, à conta de umas anedotas  impróprias até para ateus, quanto mais minorcas, que vêm num livrinho católico, mas isso será tema para outra conversa.
Hoje o pensamento do dia é:

"Quem tem fome sonha com pão"

terça-feira, 22 de junho de 2010

Por aqui era mais Disto

Discurso do filho-da-puta

que Daquilo.

Só para afugentar os monges

que não nos saem da vista e por via de nada me ocorrer para publicar, lembrei-me de ir ver o que se publicava no Quadratura há um ano atrás. Saiu-me isto.

UM ABAFO DESTES!Socoooooooooorro! Saphou, trate de lavar o carro que já não posso mais com este calor. Não há quem consiga trabalhar, nem blogar, nem falar, nem comer, nem...nada! Jasus!!!!!!

Pena que a Saphou já não use as suas artes mágicas. Que desconsolo!

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Dois monges budistas

caminhavam por uma estrada lamacenta.
Uma jovem pediu auxílio, pois que precisava de atravessar para o outro lado e não queria sujar o seu melhor vestido de festa.
Um dos monges, prontamente, pegou na jovem ao colo e atravessou-a.
Mas depois ficou muito preocupado, porque ia contra as regras tocar em mulheres, mesmo para um acto caridoso.
Passadas quatro horas, ao chegar ao mosteiro, virou-se para o outro e perguntou-lhe se não estava cheio de remorsos por terem quebrado as regras.
O outro retorquiu:
-Que mulher? Já larguei esse peso há quatro horas atrás.
...
Lendo esta história ela pensou: porque é que eu não consigo largar os pesos que me colocam corcunda, se já não existem no presente? Porque é que não consigo esquecer a falta de afectos, as humilhações e fazer-me à luta, se passados segundos são apenas memórias? Em vez disso, somatizo e adoeço. Estou presa por um fio muito frágil de afectos que ditam a minha sorte. Como quebrar o ciclo vicioso?

quarta-feira, 9 de junho de 2010

I'm a legal alien

It takes a great woman
to suffer ignorance
and smile.
Be yourself,
no matter what they say.
(adaptação da letra de Englishman in New York de Sting)

terça-feira, 8 de junho de 2010

Uma questão para o Bloco de Esquerda:

- Partir uma perna é uma questão fracturante?

Uma questão difícil para Arlindo do Rego

Como é que Vexa vai questionar quem é o marido e quem é a mulher sem causar embaraço? Fá-lo antes da cerimónia? Ou adivinha pelo sinais exteriores? Ou já há uma folhinha que os noivos/noivas preenchem para o efeito? Não me diga que se contenta com um insípido ..:"aceita como cônjuge..."
 E o seu gabinete é bafiento? Ou está sempre florido?
 E faz-lhes um pequeno sermão sobre a  fidelidade e demais deveres conjugais, em especial o da coabitação e eventual procriação daí decorrente, ou passa isso à frente?
E desloca-se para celebrar em  festas de casamento, participando na boda?

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Depois de ter estado das dez às catorze horas num ninho de víboras,

sem lhes conseguir cortar a cabeça, como é que evito os efeitos secundários? Tomo um banho de sal? Procuro o Professor Fofana?

Às nove da manhã, em ponto, lá estarão elas

a casar. O primeiro casamento homossexual em Portugal, um país moderno, laico, em que o Presidente recusa receber o Dalai Lama, mas recebe o Papa. Ambos são líderes religiosos e Chefes de Estado.
Mas voltemos ao tema. Apenas por razões sociológicas, dois aspectos me interessam:
1º Porque raio é que os homossexuais querem casar? Isso está fora de moda. Os heterossexuais querem é juntar-se ou divorciar-se, caso tenham caído na asneira de terem casado. O meu amigo Funes insiste que a única razão é terem o desejo de cometer adultério, mas não me convence. O tipo é um aldrabão. Gostava que alguém mais iluminado me fizesse um desenho.
2º A cara e os comentários privados de Arlindo do Rego quando, no desempenho das suas funções de arcebispo do Estado, casar o António com o Joselino, ou a Umbelina com a Raquel.
Em jeito de nota fica um conselho: se querem casar, casem em grande, com boda, ao fim-de-semana, a familória e amigos todos entre os convidados. O primeiro histórico casamento homossexual a uma segunda-feira às nove da manhã numa conservatória bafienta de Lisboa é um triste começo, depois de tanta exuberância na luta.

sábado, 5 de junho de 2010

Aviso aos sovinas simples, qualificados (tipo Scrooge) e reincidentes, institucionais e particulares.

Ponham os olhos na Hungria! Em crise desde 2008, sempre austeridade e mais austeridade, até o dogmático 13º mês lhes foi retirado, e o que é que conseguiram com tanta poupança em 2010? Entrar em bancarrota.
Por isso, toca a gastar, como a Grécia, que nisso foi way ahead. Se é para insolver (não se diz falir, só os velhos, parolos e ignorantes do CIRE), insolvamos alegretes. Há que gastar tudo o que nos apetecer, comprando sempre com espera de preço ou a prestações, exigindo a entrega da coisa. E nunca permitir claúsulas de reserva de propriedade, nem claúsulas resolutivas expressas. Eles que venham, acenamos aos sacanas dos credores com o art. 886º CCivil. Que nos executem os bens, até nos dá jeito esvaziar a casa da tralha de que já não gostamos.
Let's spend it all, como  dizem os "Ervilhas de Olhos Pretos" de que Funes tanto gosta, à comum e famosa amiga de ambos Oprah e ao Mundial que se prevê fabuloso para eles e para a Shakira, já para não referir o novo nicho de mercado das vuzuzelas e makasalas. Waka Waka para todos!
Por falar em Funes, o meu querido amigo já viu como o Sócgates é bom para si? Agora pode passar directamente do 8º ano para o 10º e concluir o 9º sem ir à escola apesar de ter ultrapassado os seus quinze aninhos e ter ficado retido tanto tempo. O mesmo se aplica ao seu primo, filho da irmã de sua mãe.

Totally pissed off,

descobriu que para fugir aos sacanas, ao pelotão de fuzilamento, às doenças, às ameaças de doenças, ao vazio, à tristeza, à desilusão,atingiu esta madrugada o ponto mais baixo da sua intelectualidade. Das 23h h às 5 h da matina esteve em Farmville para bater um recorde de apanha de tomates, atingir a medalha de ouro e obter como troféu um elefante enfeitado e com vuvuzela incorporada.
Só parou por causa da lei de Murphy: quando ia a recolher os 27 últimos tomates, a net foi abaixo.
Hoje, só conseguiu a prata.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Olha a vuvuzela!

Ando a comprar na Galp para revenda. Contratei um grupo, um verdadeiro gang, porque são racionadas: duas por pessoa, com tendência a ser uma ou mesmo meia por pessoa. Como é que um ser normal pode sobreviver sem elas? Como esgotam no próprio dia em que chegam, é só vir ter com Saphou, a intermediária e o seu gang: o gang Saphouzela. Vão ouvir falar de nós. Mais do que da selecção. Viva a vuvuzela que é tão elegante e sonoramente bela.

Unhais da Serra é, de facto, o centro do mundo.

Novidades em dia:
1ª Afinal Jama não mente, Unhais da Serra é o centro do mundo. Por isso é que a selecção foi lá passar a última noite do estágio na zona da Covilhã e Serra da Estrela. Precisamente no SPA de que já falei neste blog, que eu cuidava ser detido a 100% por Jama mas, na verdade, é fifty fifty de Jama e Hércules dos Assafões. Jama, por vezes, veste os assafões de Hércules. Jama, mesmo caladinha, nunca duvide da minha amizade. Então agora que passei a saber que toca e canta...não se limita a não saber dançar no grupo folclórico. Um caso de estudo. E com aquele gato!

2ª Blimunda, ou por assim dizer, o ser humano que Blimunda mostra e esconde, não conhece o ser humano que Funes mostra e esconde. Ou isso, ou Funes, o Cardoso, é um aldrabão.
Blimunda é fabulosa, só ela conseguia manter isto vivo na minha ausência. Estiva na Islândia a tentar apagar o vulcão. Como devem saber, a Islândia é minha e de Funes, em compropriedade, mas ele anda muito ocupado. Tive que ir eu, Fiquei retida pela nuvem vulcânica. Agora está tudo controlado. Valeu a pena ter comprado aquilo no e-Bay. Agradeço tb a todos os que comentaram o blogue. A Mofina, a Mac, o Jama, o 100anos...por vós, meus amigos, farei a tradução da canção dos Basta, que podem ouvir abaixo.

3ª Esta semana tive a emoção do ano. Sonhei que conheci a Marta que há em Claras, toquei-lhe, dei-lhe beijocas, falei com ela ao ar livre, ela até me deu de comer! E eu dei-lhe rissóis com cuscus. E Funes estava lá! Memorável. Eu parecia uma barata tonta antes do encontro: o que vestir? será que ela gosta de mim? e se não gostar? Por Claras, até fui ao cabeleireiro e saí do casulo. Beijei Funes e acarinhei-o como há muitos anos não fazia. Nem imginava que ele frequentava a Clínica do Pelo! Funes depilado é uma tentação.
 Apaixonada pelos dois, no sentido mais amplo do termo, tendo a certeza que é amor universal, acordei e espreguicei-me, como o gato do Jama (não sabiam que Jama é um gato?).

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Notificação

Acabo de ser mandatada para informar os nossos amigos leitores e/ou comentadores do aproximado regresso da anfitriã Saphou. Depois de ouvidas as alarvidades da época académica e feito o devido reset ao software, aí a teremos, a sarcástica, a metódica, a hilariante, a bem disposta Saphou.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Quatro Para Sete

Entrou no carro e sentiu que fora dentro de um forno acabado de queimar que entrara. O ar rarefeito e irrespirável era insuficiente para lhe oxigenar o cérebro. Ainda assim, o entusiasmo que a movia por se precipitar para o encontro era manifestamente superior ao quebranto que o cachão da tarde teimava ofertar-lhe. Percorridos os parcos quilómetros que a separavam do ponto de encontro sentia a animação encrespar-se antecipando-se a alegria do reencontro com as suas amigas. A vida vazia de emoções fortes que vivera nos últimos meses dissipara-se como que por milagre, devolvendo-lhe a leveza do sentimento que se retira das coisas simples. Deu duas voltas ao parque e estacionou na terceira fila. Desta feita, o nervosismo tolhendo-lhe os gestos que, supostamente, deveriam ser exercidos de forma ordeira e disciplinada, obrigara-a a voltar atrás recolhendo as chaves esquecidas na ignição. Faltavam apenas alguns metros e dali pode avistar a mesa da esplanada onde elas a aguardavam. Mas, que diabo, não estavam todas. Aproximou-se e Nocas, a sua companheira de sempre, fizera notar-se com os gestos e os sons de boas vindas que a caracterizavam. Foi a primeira a receber aquele abraço apertado, à medida do aperto que sentia na garganta. Apesar de tudo, apesar de todos, estavam de novo juntas. À direita, Xana discretamente maquilhada, blasonada por um discreto e elegante tailleur de executiva, ataviada com os indispensáveis colares, brincos e pulseiras, exibia, feliz, um invejável sorriso em cada um dos braços abertos para albergar o segundo abraço.
– Como estás, minha amiga?
– Vou estando, agora bem mais feliz, respondera.
À esquerda, embora a posição nada tivesse a ver com ideologias, Tina, irreverente, alucinada, gesticulando como só ela.
– “Pá, fogo, estava a ver que nunca mais. Venha daí esse abraço, sua abécula.”, atirando-se-lhe ao pescoço com toda a sua alegria de viver.
– Porta-te bem, miúda, olha que eu já não tenho idade para ter 33 anos.” Sentaram-se as três entreolhando-se, analisando cada vinco de pele, cada sombra no olhar, como se quisessem ver, ainda que fugazmente, o que ao longo dos meses limitaram-se a pressentir.
– O que vais beber, apressara-se Tina, exibindo a caneca a transbordar.
– Cerveja é que não. Sei lá, uma água.
– Xi que mau gosto, fogo , pá.
A custo mas não podendo reter por mais tempo a pergunta que nenhuma das quatro queria fazer, Lorena atrevera-se lançando a questão.
- Ainda que mal vos pergunte, alguém sabe o motivo porque somos só quatro?
Nocas encolhendo os ombros e de embargo na voz, atira:
- Que raio de mania de fazer sempre perguntas difíceis. Porque é que não perguntas antes qual a chave do euromilhões?

segunda-feira, 31 de maio de 2010

SAPHOU

OLÁ, SAPHOU.

ATÉ AMANHÃ, SAPHOU.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

100anos-while his guitar gently weeps

Sul - 100anos

Como diria a nossa querida Mac, a blogosfera tem destas coisas fantásticas. Conheci o 100anos em casa da Saphou. De comentário em comentário, revelou-se ser uma daquelas pessoas que, embora não saibamos como parecem, sabemos como são.
Admirador de Adriano Correia de Oliveira, dono de uma voz que em muito se lhe assemelha, amante das gentes alentejanas e, sobretudo, dotado de uma enorme sensibilidade, brindou-me com um mimo inesperado - o seu último álbum foi uma experiência exclusivamente virada para a viola Stratocaster. O álbum foi gravado entre Janeiro e Março de 2010 e re-masterizado em Maio e é composto pelas seguintes músicas:

1. Deer Hunter - Shadows2. Midnight - Shadows3. Dance On - Shadows4. Perfídia - Shadows5. Theme for Young Lovers - Shadows6. Sleepwalk - Shadows7. Peace Pipe - Shadows8. Apache - Shadows9. Wonderful Land - Shadows10. Local Hero - Mark Knopfler11. Never Going Back - Lindsay Buckingham (Fleetwood Mac)12. Stairway to Heaven - Led Zeppelin13. Sul - JBC/FBC14. Adagio - Tomaso Albinoni (versão dos Doors)15. Melodia de Gluck - Christoph von Gluck.

Não sei como lhe agradecer. Tenho receio de diminuir a grandeza do seu acto com o meu agradecimento.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Decreto-Lei, nº 2666, de 6 de Maio, de 2010

É descriminalizado o furto de aparelhos de gravação efectuado por indivíduos irritados, passando a ser passível de elogios por pessoas cujo nome inclua o termo Assis.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Anónimo do Séc. XXI

Se fizeres o pino, a crise desaparece. Como é que nenhum economista vê esta evidência? Como bonus, também desaparecem as varizes.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Declaração culinária


Hoje estou carente de comida emocional. A minha fantasia seria trazerem-me um bolo de chocolate negro, húmido, decorado com morangos e com natas batidas ao lado. Esmagava a fuça contra o bolo, à mãozapa comia-o com as natas e os morangos  e só parava a lambuzisse quando já não pudesse mais, tudo acompanhado com uma taça de champanhe, ou várias, ou a garrafa toda, muito, muito, fresco. Estarei com gravidez psicológica? E tenho que emagrecer seis quilos. Ai os incompatíveis!

Brad Pitt podia vir como brinde, apenas para abater o excesso de calorias. Sacrifícios para manter a linha.

Como não há bolo, emborco uma taça de Cini Minis! Mais vale canela e açucar estaladiços do que nada....

Ó pá, tens dois mil milhões de Euros para me emprestar?

-Não.
- Vá lá, mutua-me, que eu sou teu amigo, até te eliminei no Euro 2004! E pago-te a um juro de 5%. E tens que estar in, na estratégia 20 20.
 -E que garantias me dás?
-Nenhumas, pago cum potuerit, ou mesmo cum voluerit.
-Assim está bem, se me desses garantias não tinha piada nenhuma. Além de seres um amigão do caraças, pá, ganhares-me duas vezes, à entrada e à saída, em 2004, foi altamente. Vou contrair um mútuo para te mutuar a quantia. Faz todo o sentido. Dá-me a tua camisola  por seres são fantasticamente insolvente e superior. O meu sonho é ser como tu. 
-Tê-la-ás, mais cedo do que pensas, ou não me chame Ελλάδα, ou Hélade, para os parolos. E podes seguir-me o exemplo, os tipos do rating até já te acham meu irmão gémeo.
-Resta-me uma dúvida: quem faz de Dona Branca?

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Sonhei com elas, tão lindas, comovente!

Pegue numa se quiser acertar, com muito fair play, na fuça de um deles.
Pode-as pintar previamente de azul e escrever: guardem os foguetes que o Domingos tem Paciência, mesmo que, a propósito do Campeonato, JJ diga, expressivamente, em jorgrugnhês: "temuze-o na mão, naturalmente que vamos ganhar, apenas adiamos a festa uma semana e vamos fazê-la em casa", desrespeitando, como é próprio do seu carácter animalesco, pela enésima vez este ano, o treinador bracarense, que tem paciência de santo e devia ser abençoado pelos arcebispos de todas as eras da cidade (Também não convém descatar a hipótese de o grunho líder da asneira gráfica dar tanta tareia aos jogadores durante a semana a ponto de imobilizar os que restam, veja-se como ele ameaçou o Cardozo, a ponto de o quatro árbitro lhe ter aconselhado alguma piedade para com o rapaz). Que besta!

domingo, 2 de maio de 2010

No Dragão, mandam os que cá estão!

A superioridade do FCP!
Adiem os festejos lampiões, mesmo a jogar com 12 contra 10, ainda não é hoje,
e muito menos aqui no Porto.
Bolinha baixa, directos para Campanhã, para o comboio e escoltados!

PS: Já que contratam o Gaitán, contratem também o Bafode Carvalho, grande médio do Oliveirense.

Saphou espreita à janela, com o seu cabelo ao vento

clique na imagem se desejar ver o barco ao fundo
(Salvador Dalí, Mujer en la ventana en Figueras. 1926)

Por hoje, serrei as grades.
Limpei a casa.
Não sei se ouso ir lá fora,
Mas respiro a maresia,
e entoo a canção mentalmente .
A lua ainda permanece
com as memórias
da que foi menina
amada em tempos,
agora uma velha
senhora
espancada pelo antigo amor,
quatro vezes espancada!
Atazanada pelas crias adolescentes.
Amaldiçoada pela mãe insana.
E, contudo,
abre a janela
olha o mar,
sente-o,
respira-o,
que mais importa?
Esta mulher é uma sobrevivente,
como tantos milhões de outras,
sustenta a casa sózinha,
com medo ou sem ele,
alimenta os que a corroem,
é burra?
Xô, poeira, xô!

terça-feira, 27 de abril de 2010

O QUE ESTARÁ PARA LÁ DAS GRADES*

Todo o conteúdo deste post, incluindo a fotografia, foi "subtraído" ao blogue Claras em Castelo da nossa amiga Marta. Estou certa que não levará a mal, pois não Marta?

Foto de Jorge Monteiro, tirada O MEU OLHAR - FOTOGRAFIA

Eu.
Grades, ferrugentas, encravadas na pedra retêm-me.
Não sei a razão do meu permanecer, sei que não quero sair, sinto-me bem neste aprisionamento e, de vez em quando, muito de vez em quando espreito para fora sem ver grande coisa que a grade é alta, mas vislumbro cinzentos onde me sinto bem, azuis e é altura de me recolher.
Não quero azuis na minha vida, menos ainda rosas.
O preto reveste-me, a sombra é o meu reino, reino de loucura onde o choro é gargalhada e grito soa como riso e rio, rio, rio demente.
Nem um raio de luz nestas trevas e quando aparece, procuro o carcereiro para o fazer desaparecer.
Ah! Ser carcereiro de mim e não o perceber*

Nome "roubado" da fotografia de Jorge Monteiro

segunda-feira, 19 de abril de 2010

A morta viva

Ela estava com dores de cabeça há onze dias. Arriscou num dia de sol e chuva procurar uma esplanada. Calhou-lhe a chuva mas, persistente, insistiu na esplanada. Parece que muitos outros insistiam, naquela, que tinha cobertura.
Precisava de ar, para ver se a dor de cabeça a deixava a par com o medo e o desespero.
Sentou-se com o olhar vago de quem tem quase meio Século e foi atirada ao tapete. Pediu uma tisana.
Foi aí que vislumbrou o olhar de outra mulher, um pouco mais jovem do que ela. O olhar hipnotizou-a.
Era o olhar da vida. O olhar brilhante de quando ela tinha 15, 20 anos. Não importava a  chuva, para essa outra mulher, nem o cheiro opressor de cigarros fumados uns atrás dos outros a toda a volta. Tinha o cabelo molhado e falava muito, sorria, mas o olhar era impressionante. Ali estava VIDA, sonho, alegria genuína.
Enquanto ela estava neste delírio desejando ser a outra, com a cabeça a latejar, apareceu um antigo aluno. Deu-lhe dois beijos. Disse que estava a chegar de Nova Iorque onde tinha trabalhado nas Nações Unidas, tinha projectos de VIDA fantásticos.
Ela ficou genuinamente feliz por ele, por quem sempre teve um carinho especial. Voltou a ver a vida nos olhos da senhora ao fundo. Já eram duas pessoas com VIDA.
E ela, a falhada, com dores de cabeça há onze dias? A que tinha deixado a emoção tomar-lhe conta da inteligência? A desilusão suprema? Ela não pertencia àquele mundo dos VIVOS.
Retirou-se com as lágrimas nos olhos. Ela podia ter sido assim. Mas não fora.
Até hoje ninguém mais soube dela, dizem que anda por aí, transparente, agarrada à cabeça com uma terrível expressão de dor e desalento. Raios que a partam, já que está trovoada.