sábado, 31 de julho de 2010

NÃO DEIXEM NADA POR DIZER, NÃO DEIXEM NADA POR FAZER....



conselho que só dá quem sente as garras e luta contra a morte.
Nós outros, como dizem os espanhois, continuamos a vidinha como se não tivéssemos ouvido, continuamos a viver como se não pudéssemos morrer agora, como só acontecesse daqui a 100 anos
nada mudamos,
mas quando a sentimos, objectivamento, por perto percebemos quanto deixámos por dizer por fazer, por sentir ou pensar, por gostar, quantos deixámos para trás, aos vivos, por falta de tempo ou por caminhos que se deixaram de cruzar, quanto deixámos por viver porque sim porque não, por medo ou por falta dele.
Então talvez tentemos, sempre com atraso imenso, recuperar os amores, as pessoas, o sentido da vida
deixamos sempre tanto por dizer, fazer e tanto tanto por viver.



Obrigado Saphou, pelas portas abertas

8 comentários:

saphou disse...

Obrigada Marta por tudo, tu é que me abres sempre as portas e os portões e o infinito de possibilidades. Obrigada pelo teu texto magnífico e mais oportuno que nunca.

marta disse...

Uaaau!
e eu ainda a emendar e tu já aí
risos
Não sei como te agradecer tudo o que tens feito por mim, palavra

100anos disse...

Tem toda a razão, Marta.
Vivemos a vida como se a morte não existisse, embora todos os dias tenhamos contacto com ela fazemos os possíveis e os impossíveis para a ignorar.
Temos horror à morte o que, sendo saudável até certo ponto, passa a ser doentio quando esse horror nos obriga a negar a evidência da sua inevitabilidade.
Há uns anos morreu um grande amigo meu, com 47 anos, um tipo brilhante, líder natural dos projectos em que se metia, aceite pelas pessoas naturalmente, com um pensamento extremamente bem estruturado e um discurso extremamente convincente – se alguém pode parecer imortal, esse alguém era o meu amigo João.
Quando fui confrontado com a sua morte caiu-me um raio em cima e comentei com um amigo comum, Luís, como estávamos mal preparados para lidar com essa realidade tão evidente e tão inevitável.
Por isso acho que tem toda a razão, Marta, pôs o dedo na ferida, um dedo certeiro numa grande ferida.

saphou disse...

100 anos, eu amo você!

100anos disse...

Também gosto imenso de todos vós, Saphou, por aquilo que aprendo e pela profundidade de alma que se pressente em gente tão especial.

privada disse...

ainda bem k v. nao pensam na morte, eu ando diariamente atormentado, cada dor, cada furo no dedo, cada noite em k nao durmo, tudo me leva a pensar, vou morrer, ai e ainda me faltava tanta coisa, porke falta sempre, todos os dias.
Depois passa mais uma semana, e penso esta dor no peito, é agora, é agora que vou morrer e falta tanta coisa.
E não faço grande coisa para alem de pensar nisso:-))))))))))) nunca acabo de fazer as coisas, são muitas, e depois nao faço e penso, k se lixe vou morrer, fogo mas devia ter feito akilo e mais aquilo, e mais aquilo e e e e e.
E nunca morro. Mas acho ke vou morrer mt breve :-)))))))))))))

Ainda bem ke nao pensam, é um tormento.

privada disse...

alem disso há um problema grave kd se pensa na morte, é como o caso de Portugal, é insustentavel, está morto, entao toca a gastar tudo ke pode amanha não existir. E pronto, depois um gajo nao morre, arrepende-se de ter pensado ke ia morrer, afinal nem era hora para saldar contas, mts historias havia ainda a contar e é uma especie de suicidio

jama disse...

O diagnóstico está feito. Façam agora o favor de nos dar um remédio que consigamos tomar e que tenha um efeito superior a algumas horas (ou, no máximo, a meia dúzia de dias).