domingo, 27 de fevereiro de 2011

Pensamento do dia

Por mais que se regue uma pereira, nunca dará maçãs.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Hoje acordei com uma questão que me incomoda

Porque é que na Casa de Serralves, no almoço buffet do terraço, só os administradores e amigos têm direito a mesa com toalha branca e guardanapos de pano à bela maneira antiga e guarda-sol a condizer, não vão as moleirinhas aquecer demais.
O comum dos mortais, que ainda por cima paga, senta-se numa mesa que pode ou não abanar, consoante a sorte, e tem apenas direito a um individual rasca, mais um guardanapo de papel que, com sorte, não voa. Quanto ao guarda-sol, só se não estiverem todos ocupados, e como são um bem muito escasso, em regra estão. Na Casa de Serralves estão-se nas tintas para a moleirinha do comum dos mortais. 
Quanto ao almoço em si, recomenda-se.
Isto é um acto discriminatório de ostentação próprio de um país subdesenvolvido em bicos de pés. Se queriam dar aos administradores um tratamento de favor, deviam fazê-lo disfarçadamente, como é próprio de uma democracia civilizada.
Onde eu trabalho, almoço na cantina, se quiser comer, ou de pé num dos bares, respeitando a fila interminável, e se for ao restaurante, não há tratamentos de favor. É certo que não sou administradora, mas os administradores misturam-se connosco, aquilo a que os não parolos chamam mingle.
Acho que vou apedrejar os administradores da Casa de Serralves. O problema é que o Funes é amigo de um deles...Mas o apedrejamento esta muy de moda e eles estão a pedi-las. Apedrejá-los ou não, eis a questão. Como é que posso continuar a viver com este dilema?

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Agora é que o Expresso vai vender...

O Expresso 2000 começa com o Wikileaks Portugal. Foram investigados 722 telegramas. Uma notícia por semana. No Expresso não haverá crise, apenas uma corrida às bancas. Medida inteligente, nem que a notícia seja a de que Sócrates Pinto de Sousa não lava as mãos depois de ir à casa de banho. Marketing no seu melhor.
É melhor levantar-se de madrugada, reservar já no quiosque do Senhor Zé Silva, ou assinar o Expresso on line, se não for info-excluído e for preguiçoso. Em qualquer caso, é cusco. Se aguentar a cusquice,  poderá sempre esperar pelo disse que disse dos noticiários, ir ao blog do Funes, ao facebook, ao twitter, ou fazer um downlad pirata.
Este post está uma merda, mas é serviço público.
Eu sou a favor do download pirata. Dava-me jeito ir uns meses para a cadeia (até 3 anos), com tudo pago e nada para fazer. Naturalmente, teria uma cela só para mim,  fully equiped e escreveria um best seller. A cadeia seria soft, tipo Santa Cruz do Bispo, e até teria o meu terreno para cultivar, bem de que não disponho.
Os outros crimes não me atraem. Por algum motivo sobrevivi até à era da sociedade da informação, em que, curiosamente, anda tudo à pedrada, como no tempo dos Flingstones, e há países civilizados que extraditam  o Wikileaker para a Suécia.

Agora que o Outono vai começar

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Muammar Abu Minyar al-Kahdafi: once terrorist, always terrorist, let's hope he leaves without a bath of fire and blood. Insane with power in a non organized country.نحن نقف الى جانب شعب ليبيا

Terrorist and insane, compares himself to the Queen of England and blames Al Quaeda for what is happening.  Let's hope the bloodshed doesn't increase dramaticaly. Let's hope he doesn't act like the roman emperor Nero. The regime must fall. Now its Libya's people time. But in Libya the desert also extends to the opposition, non organized, pulverized, distant... Let's hope a new Somalia doesn't emerge...Libya has no organized State. Desert and several tribes, distant from one another. From emptiness of power there is a strong possibility to emerge chaos.
نحن نقف الى جانب شعب ليبيا

Vladislav Erko - Владислав Ерко

Hoje sinto-me assim: efeito da beta-endorfina?
Vladislav Erko - Владислав Epko

Insónias

Ela estava com insónias e resolveu sair para apanhar ar. A noite estava convidativa, calma e fresca. O marido ressonava na cama ao lado. Saiu e foi até um bar na praia. 
O bar estava atulhado dos miúdos da geração ni ni, não havia, sequer, lugar  para se sentar. Esperou um pouco e aproximou-se do mar. Foi então que, vinda do nada, a sétima onda a contar da primeira, atingiu uns seis metros, galgou a praia, arrastando montanhas de areia, e encharcou todos os que estavam distraidamente relaxados com a música, a conversa e a bebida.
Passado o susto inicial, o reboliço atingiu o bar e ela verificou que estava toda ensopada, numa mistura de água salgada, areia, pequenos calhaus rolantes e, a enfeitar-lhe o cabelo, uma alga gigante. Desatou a rir, por descompressão, pela figura que estava a fazer, ou pelas duas coisas. Foi quando ele, como que saído do mar, olhou para ela com um ar divertido e cúmplice, também alagado e coberto de algas. O riso dela contagiou-o e, enrolados em toalhas que o Batata distribuía, foram para um lugar mais aquecido continuar a conversa. Já não se lembra bem do nome do hotel, mas é um hotel de charme que abriu recentemente do outro lado da ponte, já na zona de Marrocos. Aproveitaram e fizeram a viagem no autocarro eléctrico que a Toyota está a experimentar que, noite das surpresas, também se recusou durante algum tempo a andar, por excesso de peso. Felizmente, eles não tiveram que sair, mas foi mais um motivo de riso e cumplicidade, quando viram que o Presidente da Câmara e a Comitiva que acompanhava o Primeiro Ministro Sócrates Pinto de Sousa, mais o próprio, foram convidados a sair, para dar um exemplo de boa vontade e simpatia perante o povo, contente, que não queria abandonar a experiência. Também o peso das consciências dos membros do Governo podia ser um factor decisivo a causar a imobilidade do veículo. Mas isso ninguém disse.
Ele só se ria, porque não entendia nada do que se estava a passar. Nem mesmo a língua, que lhe soava a russo.
Depois de devidamente arranjados na casa de banho do hotel, os empregados já não os olhavam mais de lado, como se fossem pedintes. A eles, também, tudo ficava bem. A conversa continuou animada, sempre em inglês, e ele foi-lhe contando pormenores da sua estadia em Portugal, onde vinha promover a marca de Michael Kors, pormenores da sua carreira de modelo, que o tinha salvo de uma vida devassa, e por aí fora. Ela ouvia embevecida e ele, curiosamente, achava-a o máximo.
Mais bebida, mais conversa, e acabaram numa noite em que várias ondas atingiram a suite de luxo do tal hotel de charme. De madrugada, quase dia, ela decidiu chamar um táxi e deixá-lo dormir. Apenas lhe escreveu um bilhete que não é para partilhar com cuscos. Ele não deu pela sua saída. Um clássico. Ela nunca lhe chegou a dizer onde vivia. É certo que cometera adultério, mas por uma boa causa: a sua. Afinal, é ínfima a probabilidade de dar de caras com  Tyson Beckford num bar do Porto, e ainda por cima sentirem aquela cumplicidade única.
Entrou de fininho em casa, tomou um duche e foi dormir. Quando acordou, a altas horas da manhã já tarde, não tinha a certeza se tinha sido tudo sonho. 
Mas a verdade é que na rua não se falava noutra coisa e ela constatou com os próprios olhos que havia montículos de areia por toda a estrada, o bar estava parcialmente destruído e, na zona da Anémona, nem os carros podiam passar. A filha, ao chegar da escola, contou-lhe que a melhor amiga escorregou na areia ao chegar a casa, precisamente nos edifícios de pedra junto ao mar.
Também a imprensa local, os noticiários, bem como a net (e como diz o outro, se está na net é verdade)  davam nota do fenómeno que havia atingido a zona. E que fenómeno!

Nota: se esta insónia tivesse ocorrido com Funes, ele ter-se-ia encontrado na praia com o Dr. Bucéfalo e teriam ido para a sumputosa casa deste. Mdme Funes teria descoberto tudo e dado uma tareia ao marido que, por ambos os motivos, ficaria em Estado de Graça.

E você, também condenaria Kevin Carter?

 A  fotografia correu o mundo e ganhou o prestigiado prémio Pulitzer: a menina do sul do Sudão, desesperada com fome, com um abutre à espera.... Muitos condenaram Kevin Carter como abutre, por  não alimentar a criança. Ele suicidou-se aos 33 anos. A menina sobreviveu até adulta.
E você? O que faria? Também condenaria o fotógrafo pela opção tomada?

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Poderá ser um dos retratos de Funes em pequenino?

Hoje,

É mais disto, que daquilo.O cara de fuinha mesmo a pedi-las ganhou ao boneco da Michelin.
Helás!

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Vigiar a Costa para quê? Até somos um país do Interior da Europa! Não desperdiçamos como a Suíça, que tem uma dezena de barcos patrulha por causa de uns lagozecos, vulgo a "Marinha suíça"

Os radares foram avariando e o sistema LAOS foi para o caraças. Só sobraram dois radares fixos, no Algarve, e três móveis, ao sabor do vento, das marés e dos humores. Os radares do sistema LAOS avariaram e foi considerado economicamente desinteressante repará-los. A seguir aos radares, foram embora os polícias que, sem radares, não estavam  a fazer nada nos postos de vigia, um desperdício de recursos. Afinal, somos um país com uma costa de tamanho ridículo, pelo que basta ser vigiada por 50 binóculos, enquanto não forem para o estaleiro. Com o sistema LAOS inoperacional e o sistema SIVICC a  entrar em funcionamento lá para as calendas, traficante amigo, é hora, o governo está contigo! Cuidado é com o Algarve, do Ancão até Sagres.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Olhem directamente para mim,

Não se sentem já transformados em pedra?
Medusa, por Caravaggio

Farta!

Grito,
Mordo
As palavras.
Arranco
Os cabelos.
Parto
A louça,
Bato com
As portas.
Arranho
As mãos
De apertar
Os punhos.
Tanta é
A Raiva
Que acorda.
Um vulcão
Entrou em
Erupção.
Toda tremo
Por dentro,
A implosão
Gerou
A explosão,
Toda tremo
À superfície.
Não fossem
Estas dores,
Saía pela noite
A mais de
200 Km
Por hora,
Até cair
Num abismo,
Para sair
Deste,
Ou bater
Numa parede,
Para me libertar
Destas,
Com os seus
Olhos
Ouvidos
E bocas
Mesquinhas
Assustadoras
Mortíferas.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

تهاني مصر / Congratulations Egypt!


 
Egypt, accept my love, hope and admiration, and don't forget the student that posted a comment on facebook, that created a chain reaction of millions....Now is time to celebrate, but democacy will take its time...don't let it dye before it is born in the difficult path towards its achievement: democracy, the best of all bad political systems.

Uma rosa para Mofina

As palavras estorvam, deixo-te uma rosa, para que saibas que estou contigo e com JG em pensamento e emoção.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

The Promise

“Love comes when manipulation stops; when you think more about the other person than about his or her reactions to you. When you dare to reveal yourself fully. When you dare to be vulnerable.” Joyce Brothers





Haikus para Funes/Haikus for Funes

Nariz entupido
Sobre Cavaco
Melhor calado


Without flowing wine
How to enjoy
Presidential Beauty?

Coincidência criativa

Acordo com um olho desfocado. Chateia-me ter o olho desfocado.
O mundo, porém, não parece compreender isso. Indiferentes ao meu olho desfocado, os telejornais continuam a debitar reportagens sobre multidões à calhoada no Egipto e sobre uns ventos que sopram a trezentos à hora na Austrália. Como se essas notícias fossem mais importantes do que o meu olho desfocado! Como se o devessem ser!
Ninguém quer saber do meu olho desfocado. É porque dormiste demais, com o olho na travesseira.
Incomoda-me que ninguém queira saber do meu olho desfocado.
Como podem não querer saber? Como podem ficar indiferentes ao meu olho desfocado? Como podem não sofrer comigo o que eu sofro com o meu olho desfocado? Como podem continuar a viver felizes, sabendo que tenho o olho desfocado?
Hoje, os blogs vão encher-se de posts sobre as merdas que o Google coloca na sua página inicial em cada dia. Há gente que pensa que não temos acesso à página inicial do Google.
Acordo com o olho desfocado. Chateia-me ter o olho desfocado. 
E não há info-excluídos neste país. Todos se deviam centrar no meu olho desfocado. Se têm de entregar a declaração de IRS pela net, mesmo que nunca tenham visto um computador, ainda que desfocado, deviam centrar-se na tristeza que sinto com o meu olho desfocado. 

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Superbowl Halftime Great Show : Black Eyed Peas

aconselha-se full screen

O que se está a passar no Egipto e no mundo árabe, em geral, é fascinante

Tantas tiranias a cair como um dominó, umas de forma violenta, outras de forma negociada, e por razões complexas, umas comuns, outras específicas do país. Mubarak está a agir de forma muito inteligente mas, no seu leito de morte, já não poderá dizer a Gamal:
-Achas  gostam de mim filho e que sentirão a minha falta?
-Por si até pedras comem, meu pai.
-Se eles por mim comem pedras, nacionaliza as pedreiras meu filho.


sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Vamos a um debatezinho?





Sei que o fim de semana não é muito bom para estas coisas, mas lá calha.
Tirado do blog Hello Sailors, fotografia incluída, vejam este vídeo, sobre uma tribo no Amazonas que era desconhecida até então. Ver aqui.

A doce laranja amarga deixou um comentário e penso que é um bom começo para saber o que pensam.

Isto levanta uma quantidade de questões, que não sei bem aflorar aqui.
Deixá-los como estão, evidentemente.
Levar-lhes a "civilização" para terem opção de escolha?
Os filhos o que prefeririam?

Vou resumir uma história passada em Moçambique no tempo do colonialismo, que ouvi uma vez contar:

Na aldeia não havia água. As mulheres tinham de percorrer cerca de 15 quilómetros para a ir buscar e outros tantos para voltar.
Então os portugueses, podiam ter sido quaisquer outros, resolveram fazer um poço na aldeia e assim poupar as coitadas das mulheres.
O chefe da aldeia (sei que não são estes os termos correctos) não queria nem ouvir falar do maldito do poço.
Dizia ele, que só traria problemas à comunidade. As mulheres nada teriam de fazer durante todo o dia, irriam começar as brigas por terem de se ocupar com qualquer coisa.
O poço foi feito.
Fez-se bem? Fez-se mal?

É esta a dualidade da nossa "civilização"





A Poison Tree, by William Blake

I was angry with my friend:
I told my wrath, my wrath did end.
I was angry with my foe:
I told it not, my wrath did grow.

And I watered it in fears,
Night and morning with my tears;
And I sunned it with smiles,
And with soft deceitful wiles.


And it grew both day and night,
Till it bore an apple bright.
And my foe beheld it shine.
And he knew that it was mine,


And into my garden stole
When the night had veiled the pole;
In the morning glad I see
My foe outstretched beneath the tree.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

É uma emergência, abre e vai até ao fim

Questão filosófica do dia: Liedsen, pois claro

Porque é que uma administração de gestão, liderada por um cotonete, vendeu o levezinho Liedsen pelo preço de uma lufada de ar? Mais parece uma doação mista.
No nosso momento Oprah,  oferecemos conjunto de marca a quem acertar na resposta. Este é hoje o caso mais misterioso de Portugal, por isso não se abalancem sem rede, a questão é de grau de dificuldade cinco, numa escala de um a cinco. E o outfit é Prada, mais caro que o passe do levezinho.