terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Já não chegava o carjacking, agora temos o drink spiking a acompanhar

Minha Senhora, está farta da monotonia de ser dona de casa? O seu marido não lhe dá dinheiro, nem para os alfinetes? Não se sente amada? Quer entrar no mundo da aventura?
Somos uma empresa de e-learning na área da criminalidade pouco grave e temos a solução para si. Basta que tenha conhecimentos razoáveis sobre computadores na óptica do utilizador, conhecimentos mínimos sobre drogas ou bebidas que moem, mas não matam, um QI razoável, poucos escrúpulos e não se importe, caso a coisa corra mal, de "ir dentro" por uns meses ou andar com uma pulseira electrónica, que dá com qualquer toilete.
O crime que lhe propomos é chique, uma vez que se enquadra na "Sociedade da Informação", implicando o recurso à Internet, permitindo-lhe ir a salas de chat (nada chatas comparadas com passar a roupa a ferro) e no seu método inclui o recurso a modos de proceder e expressões estrangeiras: o drink spiking não se confunde com aquela coisa pirosa de drogar ou embebedar um tipo até ele não saber o que faz.
Uma sala de chat, um tipo de baixo QI, drink spiking, é diversão garantida e ainda pode ganhar uns trocos. Já para não mencionar o chique de num só crime recorrer a duas expressões inglesas. Já imaginou como as amigas se vão roer de inveja?

Não hesite, contacte-nos.

O JN exemplifica como é.

http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Policia/Interior.aspx?content_id=1134881

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Banco é Caixa

Grande Scolari, passei a ser fã dele. Assim é que é: sacar uma fortuna ao Cheslea sem fazer um corno, nem sequer saber falar inglês. Por favor Mister, escreve um livro para mim aprender?

Nada de especial

No sofá da sala, na semi-obscuridade de um dia cinzento, com chuva nas vidraças e ramos de árvores numa dança violenta imposta pelo uivar do vento, ela chora sem raiva, imóvel. As lágrimas caem uma após outra, silenciosas. Tanta humilhação, tanta mentira, logo no Outono da vida. Se ao menos fosse nova... Sabe que tem que agir, mas não sabe como. Está perdida num cruzamento de incógnitas...Qual será o rumo a tomar? Apenas as drogas lhe permitem permanecer numa falsa tranquilidade meditativa. É preciso saber o momento certo para agir. Ela tem consciência que não é este. Mas a espera tortura-a. Nem mesmo sabe por que espera, nem o que a espera. Sabe quem lhe mente, sabe quem a humilha. Sabe o efeito devastador que isso tem na sua mente e no seu corpo. Desejaria um milagre. Que a mentira fosse banida. Mas só a criança que há nela tem essa esperança ténue. Na solidão da sala, as lágrimas caem lentamente. A espera eterniza-se, talvez até ela morrer. Porque é que a mentira não pode ser banida? Porque é que foi educada no valor da verdade acima de tudo? Para cair neste lamaçal?

domingo, 8 de fevereiro de 2009

El Fad: Lua, que tens?

Reflexões

"Não vivemos como mortais, porque tratamos das coisas desta vida como se esta vida fosse eterna. Não vivemos como imortais, porque nos esquecemos tanto da vida eterna, como se não houvera tal vida (Padre António Vieira, Sermão de Quarta-Feira de Cinza).

Von Hagens: esculturas com cadáveres

Salvador Dalí


sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Ditado que passará a ser popular, por Saphou

"Ao banqueiro e ao capacho,
põe o governo a mão por baixo".

AICEP, ai, ai

Basílio Horta, presidente da AICEP - Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal- confessa que já não sabe o que há-de fazer para combater a crise. Demite-se? Não. Apela à solidariedade social. Vou pedir à vizinha um pacote de arroz. Mas se eu nem conheço a vizinha!? Nos tempos que correm, a coisa está mais para guerrilha, no caso, mais para o ricejacking.
Neste país quase ninguém sabe o que faz e ninguém se demite. Como bem aponta RPS, o país mantém-se na mesma.
Mas o nosso Primeiro sabe o que faz. Vítima da "campanha negra", que no Google é a campanha bem sucedida de Obama, mas que em Portugal é a campanha privada de Sócrates para se fazer de Calimero, e vítima das "forças ocultas" (que veio ao Porto exconjurar na Alfândega, a pretexto de uma conferência sobre economia social?), o homem está imparável na campanha de contra-informação e de descredibilização dos media que não são do Estado ou a favor do Estado. Na comunicação social estatal, ou dele aliada, é só "Sócrates & Friends". Para cúmulo, a investigação em curso vai ser alvo de uma investigação. É fácil decifrar a metalinguagem. Mas não estou para isso.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

CR7 faz anos

Cristiano, pá, é só para te dar os parabéns pelos teus vinte e quatro anos que hoje completas. Não fiques triste por seres apenas o oitavo jogador mais bem pago do mundo. Deixa lá, ele há coisas piores! O Stanley Ho, por exemplo, perdeu, em 2008, 89% da sua fortuna, passando do lugar nº 80 para o nº113 da lista da Forbes. Já só tem cerca de 800 milhões de euros. Isto é que grave! E não estou a brincar, ó Cristiano.

Questions

Porque é que agora na comunicação social é tudo qualquer coisa jacking? Porque é que os velhos termos jurídicos "roubo" e "sequestro" já não servem? Começaram pelo carjacking e agora passaram para o homejacking? Acabo de ouvir na Sic Notícias que um casal de idosos foi vítima de homejacking. O que aconteceu foi que lhes roubaram a casa, nem os sequestraram. O que se seguirá? Officejacking? Byciclejacking? Clothesjacking? Walletjacking? Mobilephonejacking? Bubblegumjacking?
Deturpado o termo, tudo pode ser qualquer coisa jacked. É mais chique.
.........
Notícia de última hora: adolescente, de 14 anos, vítima de gumjacking quando se dirigia da escola para casa. Segundo a vítima, ainda em estado de choque, dois indíviduos, de cerca de 15 anos, ter-lhe-ão apontado um canivete suíço e exigido Adams Fresh Mint. O adolescente balbuciou que não tinha e temeu pela vida. Por sorte, tinha duas Gorila no bolso, que o barbeiro lhe havia oferecido, e os gumjackers deram-se por satisfeitos.

Rafael Bordalo Pinheiro




Até a fábrica de Rafael Bordalo Pinheiro está em risco de ir para o caneco.

Como é que os restaurantes e cervejarias vão afastar clientela indesejada e sem recurso a actos patentes de discriminação, na falta dos enormes e horríveis sapos verdes? Como é que alguém vai voltar a comer salada sem as travessas em forma de couve? Como pregar partidas sem as canecas das Caldas e sem puxar a corda aos frades? Uma ralação!
Até estou com remorsos por nunca ter apreciado a louça em causa e, por isso, nunca ter comprado nada da fábrica de cerâmica das Caldas. Trata-se de cultura popular símbolo das Caldas da Rainha e tudo deveria ser feito para salvar a dita fábrica. Por exemplo, podiam fazer porcos-bola, tatus-bola, porcos-espinhos-bola e outros mealheiros com um toque de louça das Caldas . Ou bonecos Cristiano Ronaldo de puxar a corda. O que lhes falta é uma criativa qualificada como eu.

Ao menos conservem o museu, que vale mesmo a pena. Visitei-o há muitos anos e mantenho-o na memória. Fiquei impressionada porque até então, ignorante, achava que a obra de Rafael Bordalo Pinheiro se reduzia ao Zé Povinho e a louça que não aprecio.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Mães e filhos

A panelinha das forças ocultas

Com que então, estavam todos a planear encontrar-se na Alfândega do Porto, para conseguir ou afastar enguiços, amarrações e desamarrações, separações e divórcios, tratar da própria saúde e da saúde do próximo, da sorte no jogo, quiçá, obter trabalho altamente remunerado à frente e à custa dos outros, entre outras maquinações, e queriam deixar-me de fora? Tanto mais que o evento conta com a presença do Zézito que, segundo fontes bem informadas, vai percorrer todas as bancas, uma vez que todos os bruxos presentes têm certificado de qualidade emitido pelo IPQ.
Ingratos! Saphou está indignada.

http://aeiou.expresso.pt/esoterismo:_feira_dos_bruxos_na_alfandega_do_porto=f495691

Forbes Magazine: Top 25 bloggers

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

emotional food side effects


O fim do magalhães

Ou o magalhães se cuida, ou o negócio já era, uma vez que a Índia, daqui por seis meses, estará a produzir e comercializar o portátil mais barato do mundo, a sete euros e pouco. Como se chamará? Essa é a grande dúvida. Aceitam-se sugestões.
Ao ouvir a notícia, Sócgates terá dito: queguem-me linchag a mim e ao meu queguido menino.

http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?channelid=00000021-0000-0000-0000-000000000021&contentid=CF4C635C-549C-49A5-887F-E4BF70020CD8

A crise do mercado da boa vontade

Antigamente, telefonavam-me de uma ou duas instituições credíveis e meritórias (até prova em contrário) e eu aceitava fazer peque nas campanhas de Natal, Páscoa e Férias grandes, o telefone não para. nos donativos.
Acontece que as instituições de solidariedade social se multiplicaram como cogumelos, chegando agora a receber cerca de 10 telefonemas ou mais por semana, de instituições com o mais variado nome a pedir algo, sobretudo nas campanhas de Natal, Páscoa e Férias de Verão ou, ao longo de todo ano, para casos concretos pormenorizadamente descritos de forma a inspirar a pena e produzir o cifrão.
Normalmente, Saphou diz que não está. Explica que é a empregada e não sabe quando Saphou volta. Ou é Saphou filha e não sabe quando a mãe chega. Às vezes Saphou topa os números e não atende. Outras vezes, Saphou diz, pura e simplesmente, que não.
No outro dia telefonaram da "Casa da Sopa". Eu estava com paciência e expliquei que esta multiplicação de associações estava a dar cabo do mercado da boa vontade, porque já ninguém aguentava tantos telefonemas, quanto mais fazer doações para tanta instituição. Aconselhei a representante sonsa da instituição a promover reuniões com outras associações, a criarem uma federação, de modo que ao futuro donatário só aparecesse uma única entidade, um guichet único de pedidos. De outra forma, por mais nobre que fosse a causa, corriam o risco de levar imaginariamente com o telefone na fuça. Já ninguém aguentava os telefonemas, nem tinha vontade ou orçamento para dar.
A Senhora da "Casa da Sopa" fingiu não ter percebido nada. Naturalmente, levou sopa.
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P.S: esta graçola final, muito previsível, não deixa de ter a sua piada. Admito, todavia, que discordem, fundamentando.
Resta dizer que este post foi escrito com sacrifício pela consideração que Saphou tem por Jorge C..

Recado

Saphou manda dizer que hoje não escreve porque hoje está nhó nhó.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Statements

O trabalho arrasou-me mental e fisicamente. Vim a guiar com os faróis apagados, enquanto bocejava repetidamente. Quando dei pela asneira, liguei os máximos e encandeei o desgraçado que vinha na rua em que entrei violando o sentido proíbido. O que vale, ao contrário de outros que andam meia hora em contramão na auto-estrada, é que andei apenas cerca de 30 segundos numa rua pacata. Curiosamente, a rua onde habito. Comecei a pensar que estou a perder rapidamente as minhas faculdades mentais, tanto mais que descobri que tinha trazido comigo o comando de um projector e as chaves de uma sala. Tive que voltar ao ponto de partida para os devolver.
Hipocondríaca qb, cada vez mais me fui convencendo que estou mesmo com a idade mental de um ser de 100 anos mal conservado. Só uma doença neurológica, por certo, ou outra coisa igual ou mais grave justificam isto.
Esgotada, tentei abrir a porta do prédio com uma mão, enquanto na outra carregava toda a tralha de papeis, livros e laptop. Nenhuma das três possíveis chaves entrava. Ao fim de minutos que nunca mais terminavam, lá consegui abrir a porta em equilibrio instável. Cheguei finalmente a casa, atirei com tudo e alapei no sofá. A casa estava em silêncio, estavam todos no dentista. Quem bom. Só conseguia mexer os dedos, e mal. Nem pensar em caminhar mais um metro.
Conclui também que o trabalho, além de ser prejudicial à saúde, prejudica altamente a qualidade do blog. Qualquer blogger, sujeito a um regime de avaliação soft pelos pares, deveria receber ordenado condigno do Ministério da Cultura. Seria uma forma de destacamento para outro sector, ao serviço da cultura nacional. Os bloggers do privado deveriam ter mecenas.
Vivemos escravos da cultura, a teclar do amanhecer até à madrugada.
Já foi reconhecido que se evoluiu bastante na escrita graças à blogosfera. Estão à espera de quê?
Agora, parcialmente recuperada, vou atafulhar-me em emotional food para ganhar coragem de escrever o livro sem fim. Chocolate, preciso de muito chocolate negro.