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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Rafael Bordalo Pinheiro




Até a fábrica de Rafael Bordalo Pinheiro está em risco de ir para o caneco.

Como é que os restaurantes e cervejarias vão afastar clientela indesejada e sem recurso a actos patentes de discriminação, na falta dos enormes e horríveis sapos verdes? Como é que alguém vai voltar a comer salada sem as travessas em forma de couve? Como pregar partidas sem as canecas das Caldas e sem puxar a corda aos frades? Uma ralação!
Até estou com remorsos por nunca ter apreciado a louça em causa e, por isso, nunca ter comprado nada da fábrica de cerâmica das Caldas. Trata-se de cultura popular símbolo das Caldas da Rainha e tudo deveria ser feito para salvar a dita fábrica. Por exemplo, podiam fazer porcos-bola, tatus-bola, porcos-espinhos-bola e outros mealheiros com um toque de louça das Caldas . Ou bonecos Cristiano Ronaldo de puxar a corda. O que lhes falta é uma criativa qualificada como eu.

Ao menos conservem o museu, que vale mesmo a pena. Visitei-o há muitos anos e mantenho-o na memória. Fiquei impressionada porque até então, ignorante, achava que a obra de Rafael Bordalo Pinheiro se reduzia ao Zé Povinho e a louça que não aprecio.