Mr. Gilmore, já aqui e aqui mencionado. Foi sucesso imediato, não apenas pelo seu Ngati Mafunde, mas especialmente por ter decorado a sala com meia dúzia de baboon spiders, das cerca de 400 da sua colecção privada. A propósito, também nenhum candidato as menciona na campanha eleitoral. Funes, não se esqueça delas, a Constituição proíbe actos discriminatórios. São mais emocionantes que o palermoide do peneireiro, já que fazem menos barulho nas aulas e são venenosas, causando a sua mordedura dores lancinantes. quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Hello Malawi! Chegou o professor de biologia,
Mr. Gilmore, já aqui e aqui mencionado. Foi sucesso imediato, não apenas pelo seu Ngati Mafunde, mas especialmente por ter decorado a sala com meia dúzia de baboon spiders, das cerca de 400 da sua colecção privada. A propósito, também nenhum candidato as menciona na campanha eleitoral. Funes, não se esqueça delas, a Constituição proíbe actos discriminatórios. São mais emocionantes que o palermoide do peneireiro, já que fazem menos barulho nas aulas e são venenosas, causando a sua mordedura dores lancinantes.
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baboon spiders
Dúvida existêncial ao estilo Revista Maria
Hoje vi a mesma freira três vezes. Cruzou-se comigo nos corredores labirinticos do meu local de trabalho. Estava paramentada de freira e não à civil, com o hábito até aos pés e cabeça coberta, nada de uma coisita a tapar parte do cabelo e saia até ao joelho. Há muito que não me deparava com uma freira tão aparentemente freira. Devo temer? É que dizem que dá sorte ver um anão, mas dá azar ver uma freira e esta era das poderosas, seguindo o brocardo "Kleider machen Leute".
P.S. Vestia de castanho e não de cinzento e não olhou para mim, não sei se tem relevância para a resposta.
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Freiras
Os velhos
Diziam coisas como “ Viver é sofrer, meu filho” cantavam-nas em fado. Claro que lhes era difícil pronunciar Schopenhauer. Mesmo quando condenavam as condutas marcadas pela sexualidade, não revelavam de onde lhes vinha esse saber. E a nova geração, sedenta de marcas, mais inculta que os velhos do interior, ria, estigmatizava e hoje engole em seco, por reconhecer que pessoas que nunca foram à escola, pessoas que viveram do campo e da natureza, sabiam as bases das principais correntes de filosofia, que eles ignoram e desprezam.
É tarde, não para os velhos, para a geração Socrática, pouco humilde, pouco culta, pouco matemática, comprometida ate aos últimos dias da sua vida na tarefa de moldar os filhos até ao negro das unhas. A geração que não vive se não em função disso, a geração que considera que a sua experiencia é suficiente para evitar as experiencia dos seus descendentes.
É tarde, não para os velhos, para a geração Socrática, pouco humilde, pouco culta, pouco matemática, comprometida ate aos últimos dias da sua vida na tarefa de moldar os filhos até ao negro das unhas. A geração que não vive se não em função disso, a geração que considera que a sua experiencia é suficiente para evitar as experiencia dos seus descendentes.
A geração que, embora inculta, reles e ambiciosa, deixa nos filhos todo o saber do egoísmo do ser e daí, da centralização do mundo na vontade do homem enquanto ser único, vai nascer o acordo que elevará a filosofia a ciência, e a base fundamental para a progressão da humanidade.
Conversa às 7.00 da matina
Ela, Miss Vanity insegura, 100% matemática, 100% investigadora, 96% intolerante (segundo os testes do idiota que faz de psicólogo da escola, mas nisto acertou), passou um fim de semana prolongado em casa de uma amiga enfiada longas horas num jacuzzi exterior.
O produto, com extracto de pinho, para misturar na água e fazer bolhinhas cheirosas, dizia na bula colocar uma gota. A amiga despejou o frasco. Sendo de pinho, só podia dar asneira e sem direito a autógrafos ou almoços com empresários de Leiria.
O cabelo, suprema imagem de marca, anda todo gorduroso, agarrado a cabeça.
Grita, desespera-se, RESOLVAM-ME O PROBLEMA!
O produto, com extracto de pinho, para misturar na água e fazer bolhinhas cheirosas, dizia na bula colocar uma gota. A amiga despejou o frasco. Sendo de pinho, só podia dar asneira e sem direito a autógrafos ou almoços com empresários de Leiria.
O cabelo, suprema imagem de marca, anda todo gorduroso, agarrado a cabeça.
Grita, desespera-se, RESOLVAM-ME O PROBLEMA!
-Usa um shampoo com a mesma base para lavar petroleiros, aconselho. Usa Linic. Deu cabo de um olho ao teu pai. Deve ser forte.
Ficou combinado. Hoje às 7 horas, estava eu em Bora Bora, ouço uma voz estridente.
-CONINUA MAL. Toca com a mão no meu cabelo. NÃO RESULTOU.
-CONINUA MAL. Toca com a mão no meu cabelo. NÃO RESULTOU.
Toco no cabelo com os olhos ainda fechados. Acordou-me por causa desta merda.
-Está óptimo, muito melhor do que ontem, cheio de volume.
-Está óptimo, muito melhor do que ontem, cheio de volume.
-NÃO ESTÁ, grita outra vez. Parece um ninho de ratos.
Passados alguns minutos, o despromovido diz :
-Os ratos não fazem ninhos.
Passados alguns minutos, o despromovido diz :
-Os ratos não fazem ninhos.
-Demoraste.
-Estive a pensar.
O outro tipo cá de casa acrescenta:
-Despacha-te cabeça de bróculo.
-VOCÊS NÃO SABEM O QUE ISTO FAZ À MINHA AUTO-ESTIMA. JÁ ME CHEGAVA TER A TESTA EM OBRAS.
Tento uma explicação científica:
-Se tivessses bezuntado o cabelo com creme Barral gordo, também ia demorar um tempo a sair.
- INSENSÍVEL. Não tens compaixão.
-Se tivessses bezuntado o cabelo com creme Barral gordo, também ia demorar um tempo a sair.
- INSENSÍVEL. Não tens compaixão.
- Que bom se as aulas dela começassem às 6 da manhã. Não tinhamos que a aturar, diz o despromovido, agora um Troll.
Não tenho compaixão, eu, que tive que a gramar desde as 7 h a dar conselhos. Para a próxima sigo o exemplo deles.
Vou dormir, Xiça. Hoje estou no turno da tarde/noite. Bora Bora recuperar duas horas de sono.
Não tenho compaixão, eu, que tive que a gramar desde as 7 h a dar conselhos. Para a próxima sigo o exemplo deles.
Vou dormir, Xiça. Hoje estou no turno da tarde/noite. Bora Bora recuperar duas horas de sono.
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conversas
terça-feira, 15 de setembro de 2009
USA OPEN: Del Potro, que juego!
A Saphouzinha previu, basta olhar uns posts abaixo. Aceito o cargo de tennis player manager (só dos do top 30)
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Del Potro
No tempo da outra senhora
Soares Júnior já seria um pimpolho feio e gordo com tendência para o disparate, o que, com o decorrer dos anos, desembocou no estado de obesidade gágá atípica em que se encontra?
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Disparates
Não és de esquerda és chunga, não és Benfiquista estás fora dos 6 milhões
Tudo começou com o pequeno Portugal a passear de BMX pelas antigas ciclovias de terra batida. O cruzamento indicava um atalho à esquerda para a estrada nacional, nova, asfaltada. O menino Portugal hesitou - tanta modernidade? – num relâmpago de coragem, fechou os olhos e virou para a esquerda, quando os abriu, um Fiat avançava lentamente na sua direcção, parecia querer trucida-lo. Portugal confiou, era lógico que o tipo do Fiat ia parar antes de mandar Portugal pelo ar. O Fiat não parou, atirou-o umas dezenas de metros para trás, em direcção à direita e de novo à terra batida. Como se isso não bastasse, o tipo do Fiat correu atrás dele, agarrou-o, meteu-o numa ambulância. Internaram-no no Hospital.
A partir daí, os Fiat´s perceberam que podiam apanhar ciclistas nas curvas, derrubar bicicletas e depois levar os tipos para o Hospital. Hoje, ser de esquerda já não é só uma questão de moda, de ter um Fiat, hoje é uma questão de integração, de poder... és bicicleta levas com o Fiat, nem que o Fiat seja o teu.
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pois...
Como todos os papalvos como eu, fãs dos Gato Fedorento,
hoje tenho um nano micro pequeno ou médio problema: não me apetece ir trabalhar da parte de tarde. Sugestões?
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Saphou stress pós-férias
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Jogo
Comprei o VIDA III, é idêntico ao VIDA II, só que, desta vez, o meu personagem começa por sentar-se no bloco e dizer:
- Como é possível só me faltarem 2 partes iguais a esta que terminei? 60 anos não chegam. Houve algum bónus de tempo que perdi? Tenho que encontrar resposta, procurar o Mago.
Lanço o boneco contra as escadas, as janelas, carrego nas teclas, mas não faz nada. Limita-se a andar, para andar tem que escrever muitas coisas na internet. De alguma forma, tem que conversar o mais possível, porque de um desses chat´s vai sair a resposta, e depois é correr rápido, porque o desafio inclui um limite de tempo. Também tem que ler mas, basicamente, consegue ler o que leu nos níveis I e II. Há poucos livros verdadeiramente novos.
Na internet tem encontrado pessoas parecidas, que pensam coisas semelhantes, são amigos, mas também não sabem onde encontrar o Mago. Entretanto, surgem personagens do nível I e II, mas nenhum deles dá dicas, dizem apenas: – Corre encontra o Mago - e sorriem como se estivesse próximo da meta.
Já me estou a passar, não pode ser que, depois de tanta emoção, o Vida parte III se reduza a caminhar, tem que haver alguma coisa. Se calhar é tipo o Super Mário, temos que deixar o boneco cair no buraco. E há uns buraquitos onde já perdi parte da energia, a experimentar. Se atiro o boneco num buraco onde não há plataforma e perco a vida toda?
Devia trazer um manual com dicas para ultrapassar níveis, já me estou a encher, qualquer dia compro aquele do Karaoke.
- Como é possível só me faltarem 2 partes iguais a esta que terminei? 60 anos não chegam. Houve algum bónus de tempo que perdi? Tenho que encontrar resposta, procurar o Mago.
Lanço o boneco contra as escadas, as janelas, carrego nas teclas, mas não faz nada. Limita-se a andar, para andar tem que escrever muitas coisas na internet. De alguma forma, tem que conversar o mais possível, porque de um desses chat´s vai sair a resposta, e depois é correr rápido, porque o desafio inclui um limite de tempo. Também tem que ler mas, basicamente, consegue ler o que leu nos níveis I e II. Há poucos livros verdadeiramente novos.
Na internet tem encontrado pessoas parecidas, que pensam coisas semelhantes, são amigos, mas também não sabem onde encontrar o Mago. Entretanto, surgem personagens do nível I e II, mas nenhum deles dá dicas, dizem apenas: – Corre encontra o Mago - e sorriem como se estivesse próximo da meta.
Já me estou a passar, não pode ser que, depois de tanta emoção, o Vida parte III se reduza a caminhar, tem que haver alguma coisa. Se calhar é tipo o Super Mário, temos que deixar o boneco cair no buraco. E há uns buraquitos onde já perdi parte da energia, a experimentar. Se atiro o boneco num buraco onde não há plataforma e perco a vida toda?
Devia trazer um manual com dicas para ultrapassar níveis, já me estou a encher, qualquer dia compro aquele do Karaoke.
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don´t stop,
playstation
O tempo em que festejamos os anos do Privada
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu era feliz e ninguém estava morto.
Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos,
E a alegria de todos, e a minha, estava certa com uma religião qualquer.
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma,
De ser inteligente para entre a família,
E de não ter as esperanças que os outros tinham por mim.
Quando vim a ter esperanças, já não sabia ter esperanças.
Quando vim a olhar para a vida, perdera o sentido da vida.
Sim, o que fui de suposto a mim-mesmo,
O que fui de coração e parentesco.
O que fui de serões de meia-província,
O que fui de amarem-me e eu ser menino,
O que fui — ai, meu Deus!, o que só hoje sei que fui...
A que distância!...Nem o acho...
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!
O que eu sou hoje é como a humidade no corredor do fim da casa,
Pondo grelado nas paredes...
O que eu sou hoje e a casa dos que me amaram treme através das minhas lágrimas,
O que eu sou hoje é terem vendido a casa,
É terem morrido todos,
É estar eu sobrevivente a mim-mesmo como um fósforo frio...
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...
Que, meu amor, como uma pessoa, esse tempo!
Desejo físico da alma de se encontrar ali outra vez,
Por uma viagem metafísica e carnal,
Com uma dualidade de eu para mim...
Comer o passado como pão de fome, sem tempo de manteiga nos dentes!
Vejo tudo outra vez com uma nitidez que me cega para o que há aqui...
A mesa posta com mais lugares, com melhores desenhos na loiça, com mais copos,
O aparador com muitas coisas — doces, frutas o resto na sombra debaixo do alçado,
As tias velhas, os primos diferentes, e tudo era por minha causa,
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...
Pára, meu coração!Não penses! Deixa o pensar na cabeça!
Ó meu Deus, meu Deus, meu Deus!
Hoje já não faço anos. Duro. Somam-se-me dias.
Serei velho quando o for. Mais nada.
Raiva de não ter trazido o passado roubado na algibeira!...
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!...
"Aniversário" , Fernando Pessoa
Eu era feliz e ninguém estava morto.
Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos,
E a alegria de todos, e a minha, estava certa com uma religião qualquer.
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma,
De ser inteligente para entre a família,
E de não ter as esperanças que os outros tinham por mim.
Quando vim a ter esperanças, já não sabia ter esperanças.
Quando vim a olhar para a vida, perdera o sentido da vida.
Sim, o que fui de suposto a mim-mesmo,
O que fui de coração e parentesco.
O que fui de serões de meia-província,
O que fui de amarem-me e eu ser menino,
O que fui — ai, meu Deus!, o que só hoje sei que fui...
A que distância!...Nem o acho...
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!
O que eu sou hoje é como a humidade no corredor do fim da casa,
Pondo grelado nas paredes...
O que eu sou hoje e a casa dos que me amaram treme através das minhas lágrimas,
O que eu sou hoje é terem vendido a casa,
É terem morrido todos,
É estar eu sobrevivente a mim-mesmo como um fósforo frio...
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...
Que, meu amor, como uma pessoa, esse tempo!
Desejo físico da alma de se encontrar ali outra vez,
Por uma viagem metafísica e carnal,
Com uma dualidade de eu para mim...
Comer o passado como pão de fome, sem tempo de manteiga nos dentes!
Vejo tudo outra vez com uma nitidez que me cega para o que há aqui...
A mesa posta com mais lugares, com melhores desenhos na loiça, com mais copos,
O aparador com muitas coisas — doces, frutas o resto na sombra debaixo do alçado,
As tias velhas, os primos diferentes, e tudo era por minha causa,
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...
Pára, meu coração!Não penses! Deixa o pensar na cabeça!
Ó meu Deus, meu Deus, meu Deus!
Hoje já não faço anos. Duro. Somam-se-me dias.
Serei velho quando o for. Mais nada.
Raiva de não ter trazido o passado roubado na algibeira!...
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!...
"Aniversário" , Fernando Pessoa
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Dedicado ao Privada - Aniversário
domingo, 13 de setembro de 2009
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Juan Martín del Potro