terça-feira, 6 de outubro de 2009

Já fui!

Chego à porta, entro em casa sem mais delongas e sem bater. Foi um fim de semana xxl produtivo. E eu onde é que andei? Por aí, somando, subtraindo, divindo e multiplicando o tempo em minutos que passam sem direito à prova dos nove. Não há raíz quadrada que vos acompanhe. Já fui!

Em Magas, o Presidente da Inguchétia não dorme em serviço, por isso, demitiu o Governo

Segundo o porta-voz da presidência, o Executivo estaria a falhar nas áreas socio-económicas e agro-industrial.
Iunus-Bek Evkurov, Presidente da Inguchétia, república do Cáucaso do Norte russo, demitiu o Governo por "trabalho insatisfatório" nos campos sócio-económico e agro-industrial, informou hoje Kaloi Akhilgov, porta-voz da Presidência.
"A decisão de destituir o Executivo foi tomada devido ao seu trabalho insatisfatório, em particular nos campos sócio-económico e no complexo agro-industrial", declarou.
O inguche Rachid Gaissanov foi substituído, no cargo de primeiro-ministro, pelo russo Alexei Vorobiov. Em 2009, Vorobiov foi nomeado por Evkurov secretário do Conselho de Segurança da Inguchétia.
No sítio oficial das autoridades inguches assinala-se que a corrupção foi uma das causas da demissão do Governo.
Boris Makarenko, dirigente da Fundação "Centro de Tecnologias Políticas", considera que a Inguchétia necessita de mudanças radicais e que o Presidente Evkurov "sabe o que fazer".
"Claro que a Inguchétia continua a ser um dos membros mais problemáticos da Federação da Rússia, na sociedade não há as bases elementares para a paz civil, o que é uma herança demasiadamente pesada da guerra na Tchetchénia e de uma direcção anterior extremamente ineficaz", declarou o politólogo à agência Ria-Novosti.
Segundo ele, as estruturas do poder na Inguchétia estão ocupadas por clãs, acrescentando que o Presidente Evkurov "foi vítima de um atentado quando decisiu mexer no ninho de vespas".
Nos últimos meses, a Inguchétia tem sido alvo de uma onda de atentados terroristas, atribuída tanto a acções da guerrilha islâmica separatista, como a actos de clãs locais na luta pelo poder.
Fonte: Jornal de Notícias on line

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Superstições? Saphou ensina

Pé direito - Devemos sair de casa e entrar em qualquer lugar, sempre com o pé direito, para evitar o azar.

Borboleta- Ver uma borboleta voar dá sorte para o dia.

Gato - Se tivermos um gato e formos mudar de casa, é bom passar manteiga em suas patinhas, para que ele não volte para a casa antiga.

Gato Preto- Na idade média, acreditava-se que os gatos eram bruxas transformadas em animais. Por isso a tradição diz que cruzar com gato preto é azar na certa. Os místicos, no entanto, têm outra versão. Quando um gato preto entra em casa é sinal de dinheiro chegando.

Sal grosso - Deixar um copo de vidro cheio de sal grosso no canto da sala, traz sorte.
Bolsa no chão - Não podemos deixar a bolsa apoiada no chão se não quisermos perder dinheiro.

Escada - Nunca devemos passar por debaixo de uma escada. É mal sinal na certa!

Vassoura - Para dispensar uma visita chata, é só deixar uma vassoura de cabeça para baixo atrás da porta. Crianças que montarem em vassouras serão infelizes. Mais uma: varrer a casa à noite expulsa a tranquilidade

Arco- íris - Quem passar por debaixo do arco-íris muda de sexo: o homem vira mulher, e a mulher vira homem.

Coceira - Sua mão esquerda está coçando? Então, prepare-se para receber um bom dinheiro extra. Se por acaso a mão que estiver coçando for a direita, tome cuidado: é provável que perca uma grande quantia. Coceira na sola do pé significa viagem ao exterior.

Estrela Cadente - Viu uma estrela cadente? Faça um pedido, porque, segundo a crença de muita gente, é garantia de que ele vai se realizar.

Elefante - Ter um elefante de enfeite, sobre um móvel qualquer, sempre com a tromba erguida mas de costas para a porta de entrada, evita a falta de dinheiro. Outra figura que garante carteira cheia é o Buda. Ele deve ficar em cima da geladeira, sobre um prato cheio de moedas.
Orelha Quente - Se sua orelha esquentar de repente, é porque alguém está falando mal de você. Nesses casos, vá dizendo o nome dos suspeitos até a orelha parar de arder. Para aumentar a eficiência do contra-ataque, morda o dedo mínimo da mão esquerda: o sujeito irá morder a própria língua.

Objetos Perdidos - A maneira mais eficiente de encontrar algo que desapareceu é dar três pulinhos para São Longuinho.

Espelho quebrado - Quebrou um espelho? A superstição prega que serão sete anos de má sorte.
Ficar se admirando num espelho quebrado é ainda pior. Significa quebrar a própria alma. Ninguém deve se olhar também num espelho à luz de velas. Não permita ainda que outra pessoa se olhe no espelho ao mesmo tempo que você.

Guarda-chuva - Dentro de casa, o guarda-chuva deve ficar sempre fechadinho. Segundo uma tradição, abri-lo dentro de casa traz infortúnios e problemas aos familiares.

Aranhas - Aranhas, grilos e lagartixas representam boa sorte para o lar. Matar uma aranha pode causar infelicidade no amor.

Brinde - Se o seu copo contiver algum tipo de bebida alcoólica, no brinde com ninguém cujo copo contenha bebida sem álcool. Vocês estarão se arriscando, nesse tintim, a ter seus desejos invertidos.

Velas, lâmpadas e cigarros - Três velas ou três lâmpadas acesas em um mesmo quarto podem ser prenúncio de morte. Acender três cigarros com um mesmo palito de fósforo também significa perigo. Trata-se de uma tradição de guerra. O primeiro cigarro aceso mostra o alvo ao inimigo, que mira no segundo e atira no terceiro.

Bons desejos - Na hora de acordar, abra os dois olhos ao mesmo tempo para ver tudo com clareza e não ser enganado por ninguém. Ao levantar, procure dar o primeiro passo com o pé direito para atrair boa sorte e felicidade. Faça um desejo ao cortar a primeira fatia de seu bolo de aniversário. Ponha um caroço de melancia na testa e, antes que ele caia, faça um desejo. Jogue uma moeda numa fonte. Só faça um desejo quando a água parar de se movimentar e você enxergar o seu reflexo. Os gregos atiravam moedas em seus poços para que estes nunca secassem. Faça um desejo ao usar um sapato novo pela primeira vez. Enquanto você estiver cruzando uma pequena ponte, prenda a respiração e faça um desejo.

Meias do avesso - Se você colocar a meia do avesso, não se preocupe: sinal de que uma boa notícia está para chegar.
Fonte: Guia dos Curiosos

O fim da Monarquia, por Vasco Pulido Valente

Os cem anos da república (que se comemoram a 5 de Outubro) são também os cem anos do fim da monarquia. Não admira que meia dúzia de nostálgicos tenham resolvido homenagear o último rei, D. Manuel II, com um documentário, que se chama, por estranho que pareça, D. Manuel, o Traído. Infelizmente, excepto pela intervenção de Rui Ramos (como sempre relevante e sóbria), a coisa não faz qualquer espécie de sentido. Começa logo por insinuar que o homem, infectado por uma actriz francesa, tinha sífilis (como em 1950 o príncipe Félix Youssoupof, o assassino de Rasputine, veladamente dissera que ele era gay e frequentava os círculos gay da aristocracia inglesa). Não se pode imaginar uma recomendação tão malévola para o único sobrevivente de uma dinastia real, numa obra que se pretende de "homenagem".
Posto isto, que não se percebe, vem uma interpretação fantasiosa da queda da monarquia, que D. Manuel não podia de maneira nenhuma evitar. A monarquia caiu por duas razões. Primeiro, porque os partidos "rotativos", o Regenerador e o Progressista, que não podiam sobreviver numa sociedade urbana (no fundo, Lisboa, e um pouco o Porto), se começaram a dividir no reinado de D. Carlos. Segundo, porque proprietários do Estado, ambos permitiam, a seu benefício, um regime geral de corrupção, ardentemente odiado pela classe média. E, terceiro, porque os republicanos, também no reinado de D. Carlos, conseguiram mobilizar o "bom povo" para a violência. A "ditadura" de João Franco foi já um recurso do desespero. E o regicídio um resultado previsível.
O medo da "aristocracia" levou D. Manuel, e sobretudo a mãe, a uma política de transigência, com que julgavam defender o regime. Essa política implicou desde o princípio que não se investigasse o crime do Terreiro do Paço, em que estava envolvido um partido monárquico; e em pouco tempo tornou as forças conservadoras num conjunto de bandos, que se guerreavam e eram insusceptíveis de se unir ou de cooperar. O exército assistia a isto com rancor e parte dele conspirava (muito teoricamente) por uma ditadura militar. D. Manuel ainda tentou restaurar, da pior maneira, o "rotativismo", com os Regeneradores de Teixeira de Sousa, que se proclamavam "liberais". Mas, para mal dele, o "bom povo" e a lumpen "inteligência" que o conduzia não queriam "liberalismo", queriam arrasar a monarquia (e a Igreja) ao tiro e à bomba. D. Manuel não trouxe a revolução por incompetência ou fraqueza. Falhada a linha "dura" do pai, só lhe restava a moderação - ou seja, o compromisso com o terror. E, naturalmente, o terror ganhou.
In: Público 27.09.09 (sobre o Documentário exibido no Canal História)
Nota: a República faz hoje 99 anos, VPV refere-se a 2010.

A PORTUGUESA

Hino da Carta

Hino da Maria da Fonte

Faço minhas as palavras de Vasco Pulido Valente acerca do desnorte do PSD

Parece que, por enquanto, Manuela Ferreira Leite não vai sair da presidência do PSD. Em vez disso, que seria com certeza imerecido vexame, sairá na "melhor altura" até ao fim do precário mandato, que recebeu o ano passado. Espera ainda uma espécie de compensação no próximo domingo. Quer pôr a casa em ordem. E, sobretudo, evitar a eventual eleição de Pedro Passos Coelho, que ela acha, ou dizem que ela acha, um "Sócrates de segunda". Os vários bandos do partido, que se preparam para uma nova guerra civil, não se opõem, desde que ela não exagere e marque rapidamente as "directas" para Janeiro ou Fevereiro de 2010. Mesmo Marcelo é contra uma defenestração imediata, que em princípio favorece o PS. Só um péssimo resultado no dia 12 apressará as coisas.
Há, neste momento, cinco candidatos à sucessão: Marcelo Rebelo de Sousa, Marques Mendes, Passos Coelho, Paulo Rangel e Aguiar Branco. E é esta a tragédia do PSD. Para começar, Marcelo e Marques Mendes já estiveram à frente do partido e não chegaram a parte alguma. Nem um, nem outro representam hoje para o PSD e o país (por muita inteligência e habilidade que tenham) a unidade e a reforma de que o partido precisa. Pelo contrário, trazem inevitavelmente consigo o peso morto e, a prazo, fatal de uma vida velha e velhas querelas. Passos Coelho (de resto, uma excelente pessoa) é, como diz com razão Ferreira Leite, uma nulidade enfatuada. Paulo Rangel, além de um grande entusiasmo e de uma retórica brumosa e um pouco arcaica, nunca mostrou qualquer qualidade política superior. E Aguiar Branco não existe.
Oproblema do PSD não mudou de 1995 para cá. O dr. Cavaco criou um deserto à sua volta. Entre um populismo provinciano, e às vezes grosso, e meia dúzia de técnicos na reforma ou muito bem arrumados nos "negócios", não deixou ninguém. Basta seguir os fantásticos sarilhos da "espionagem", para se ver o género de gente de quem ele gosta. Não admira que, depois do "cavaquismo", o PSD ficasse sem cabeça ou, se preferirem, com uma dezena de putativas cabeças, que mutuamente se anulavam. Os "sindicatos" de voto e as maiores câmaras (que "davam" empregos) começaram a mandar e, como era inevitável, estabeleceram uma absoluta confusão. Uma confusão que as "directas" (ganhe quem ganhar), a interferência directa ou indirecta de Belém e as relações com o Governo de Sócrates só podem aumentar.

(...)
In: Público.pt 4.10.09

domingo, 4 de outubro de 2009

JÁ NÃO AGUENTO ESTE AR DE TROVOADA,

a cabeça pesada, dores no corpo, está prestes a rebentar....reminiscências de vidas passadas, vingança dos meus reais antepassados. Hoje eu seria monarca da linhagem dos Saphous, Dona Saphou III, a Patarata. Porquê, acham que estão melhor com o Presidente deste rectângulo republicano ingovernável regicida e com apêndices?
Retiro-me para a suite do Palácio do Freixo, incógnita. Longe da populaça e dos tipos que insistem em marchar para coisa nenhuma lá na mouraria, no 5 de Outubro.

Olha-me estes! Já o Major não pode oferecer bilhetes para o concerto do Tony Carreira

sem que o venham chatear. Em Gondomar é o Major Valentim Loureiro que sabe. Se a população está toda apetrechada com os electrodomésticos de campanhas passadas e ainda não é a época da Feira Erótica de Gondomar, queriam que este santo oferecesse o quê? Bilhetes para o Boavista, já não alegram ninguém. Aliás, põem um tipo a chorar, mesmo não boavisteiro. Com o Gondomarense, todo o cuidado é pouco. O Major não pode dar alegrias ao povo sem ser criticado? É um puro acto benemérito. Mal intencionados! Gondomar! Gondomar!
E o desplante de acusar Tony Carreira, a estrela brilhante do firmamento musical, de plágio? Há cada uma! Tudo gente mal intencionada. Inveja, é o que é.

Isaltino comanda, pois claro! Isto é que é campanha, não são as tais das arruadas

Llora Argentina. Homenaje a Mercedes Sosa- La Negra (1935-2009)

Jane Monheit

sábado, 3 de outubro de 2009

What ?

De um momento para o outro, encontramos na rua jovens que tocam gaitas de foles que soam a motos serras. Uma rapariga de vestido rodado branco, com bolas cor-de-rosa, chamada Alice, que distribui mensagens e vende amores-perfeitos.
Um passo mais e uma loja com bolsas de plástico e móveis velhos dos nossos avós.

Os velhos verificam, com surpresa, que aqueles rapazes tocam mal e recebem palmas, os comerciantes percebem que têm que apoiar a iniciativa. Os arrumadores pensam noutra forma de ganhar a vida. As crianças entram noutra realidade, palhaços que sorriem, poemas que caem das árvores, pinturas no rosto. Os pais sentam-se, na rua, nos sofás, cadeiras, candeeiros, que servem a quem passa e fica a apreciar o desfile de estilos, num ambiente calmo.

Há um sino que toca e interrompe os espectáculos. Há Almeidas Garretts entre os transeuntes, Mona Lisas, gente que passa o dia a trocar de roupa e a tirar fotografias. Bandas e fanfarras que nos desafiam, com um novo som desafinado, solto de todos os instrumentos. Máscaras, palhaços, poesia, gente acenar da Torre dos Clérigos.
Muito som. Poucas palavras.
Incrivelmente, no fim da rua tudo se evapora não se vê mais ninguém, um gajo ate fica a pensar se foi verdade.
Se a Rua fosse tua o que fazias?

Trago-vos fotografias, lunáticos das 4 paredes!

The lunatic is in the hall
the lunatics are in the hall
the paper holds their folded faces to the floor
and every day the paper boy brings more

And if the dam breaks open many years too soon
and if there is no room upon the hill
and if your head explodes with dark forebodings too
I'll see you on the dark side of the moon
The lunatic is in my head
The lunatic is in my head
you raise the blade, you make the change
you rearrange me ' till I'm sane
you lock the door
and throw away the key
there's someone in my head but it's not me

Braaaassillll! Rio de Janeiro!!! Parabéns por receber os Jogos Olímpicos de 2016

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Uma brejeirice à Sexta-feira à noite: o que decidiria Arlindo do Rego?

Beja, 5 de Fevereiro 2009.

Eu, Maria José Pau, gostaria de saber da possibilidade de se abolir o sobrenome Pau do meu nome, já que a presença do Pau me tem deixado embaraçada em várias situações.
Desde já agradeço a atenção despendida.
Peço deferimento,
Maria José Pau.

Em resposta, recebeu a seguinte mensagem:
Cara Senhora Pau:

Sobre a sua solicitação da remoção do Pau, gostaríamos de lhe dizer que a nova legislação permite a remoção do Pau, mas o processo é complicado e moroso.
Se o Pau tiver sido adquirido após o casamento, a remoção é mais fácil, pois, afinal de contas, ninguém é obrigado a usar o Pau do cônjuge se não quiser. Se o Pau for do seu pai, torna-se mais difícil, pois o Pau a que nos referimos é de família e tem sido utilizado há várias gerações.
Se a senhora tiver irmãos ou irmãs, a remoção do Pau torná-la-ia diferente do resto da família.
Cortar o Pau do seu pai pode ser algo muito desagradável para ele. Outro senão está no facto do seu nome conter apenas nomes próprios, e poderá ficar esquisito, caso não haja nada para colocar no lugar do Pau. Isto sem mencionar que as pessoas estranharão muito ao saber que a senhora não possui mais o Pau do seu marido.
Uma opção viável seria a troca da ordem dos nomes. Se a senhora colocar o Pau na frente da Maria e atrás do José, o Pau pode ser escondido, pois poderia assinar o seu nome como 'Maria P. José'.
A nossa opinião é a de que o preconceito contra este nome já acabou há muito tempo e visto que a senhora já usou o Pau do seu marido por tanto tempo, não custa nada usá-lo um pouco mais.
Eu mesmo possuo Pau, sempre o usei e muito poucas vezes o Pau me causou embaraços.
Atenciosamente,
Bernardo Romeu Pau Grosso
Registo Civil de Beja

Antes de Lucy, Ardi; Before Lucy, Ardi


A história da humanidade voltou a recuar no tempo agora que os cientistas concluíram o estudo de Ardi, um hominídeo que viveu há 4.4 milhões de anos numa região que actualmente faz parte da Etiópia.
Com 1,20m e 50 quilos, esta fêmea vagueou pela floresta milhões de anos antes da famosa Lucy, nome de baptismo do esqueleto de um outro hominídeo descoberto em 1974, tido até agora como o mais remoto antepassado do Homem.Nova luz sobre a evolução
O estudo de Ardi lançou uma nova luz sobre a evolução do Homem, disse o antropólogo C. Owen Lovejoy da Universidade de Kent, EUA.
Ao contrário do que se pensava até agora o antepassado mais remoto do homem não será um grande símio semelhante a um chimpanzé. Com efeito, os cientistas garantem agora que o Homem e o chimpanzé terão seguido caminhos paralelos a partir de um antepassado comum.
"Ardi não é esse antepassado comum, mas nunca tínhamos chegado tão perto", afirmou Tim White, director do Centro de Investigação da Evolução Humana da Universidade da Califórnia em Berkeley, EUA.
White acredita que essa criatura a partir da qual Homem e macaco evoluíram, terá vivido há cerca de seis ou sete milhões de anos.
Mas Ardi tem muitos traços que actualmente não se encontram nos actuais macacos africanos, o que permite concluir que estes terão evoluído consideravelmente desde de que partilharam com o Homem o tal antepassado comum.Das árvores para o solo
O estudo de Ardi, que começou em 1994, ano em que foram descobertos os primeiros ossos, permitiu concluir que viveria na floresta e que poderia subir às árvores usando os membros superiores e inferiores, mas o desenvolvimento dos seus braços e pernas revelou que passariam pouco tempo empoleirados. No solo, eram capazes de caminhar sobre os membros inferiores.
Sob a designação científica Ardipithecus ramidus, que significa "símio do chão", foi esta descoberta cientificamente documentada em 11 artigos ontem publicados na revista "Science".
Para David Pilbeam curador do Museu de Arqueologia e Etnologia de Harvard, "esta é uma das descobertas mais importantes no estudo da evolução da Humanidade".

Bases do discurso político II

Percebeste?
Se não percebeste,
faz que percebeste
para que eu perceba
que tu percebeste.
Percebeste?

Saphou à Sexta-feira