quinta-feira, 23 de abril de 2009

A verdade é que Pepe

sofre de esquizofrenia, que ainda não foi objecto de diagnóstico. Mas eu, Saphou, já sei. Foi um caso de personalidade múltipla. O próprio não consegue explicar. Diz repetidamente que não era ele que estava ali a fazer aquelas coisas. Vão castigar o esquizofrénico para esconder a esquizofrenia? Foi uma situação de incapacidade acidental. ´
P.S. Pode também ter sido uma trip má ou o último recurso para fugir de jogar na selecção.
......
Castchigaram o minino. Dez jogos. E o minino sofre de esquizofrenia. Scolari não estava lá para defenderrr o minino. Coitadjinho do minino que não é assassino, nem quis matarrr ninguém durante o jogo, embora não pareça.

Hoje é o nosso dia, ó vice-deus, Blimunda & Co.

Funes, não entendeu que hoje é o dia de todos nós? Basta escrever umas merdas para termos direitos de autor. Qualquer blogger é autor. Logo, faça o que lhe apetecer e institua que hoje é o dia do bife com ovo a cavalo, ou o dia da feijoada à transmontana, ou mesmo da framboesa, e afinfe-lhe. Ou então é o dia de nada ou o dia dos tipos que não gostam dos dias de qualquer coisa. Estou-me nas tintas.
Para mim, é o dia do bolo de chocolate negro com chantilly à parte, quase sem açucar se faxavor. Pode ser salpicado por umas framboesas, morangos e amoras. E porque é o dia de tudo a que tenho direito, vou acompanhá-lo com um vinho maduro tinto reserva ao copo e não com um cházinho, nem com fracote vinho branco disfaçado de chá numa chávena. Hic!
Também me agrada que, cumulativamente, seja o dia de colocar Croutons Leimer no creme de cenoura, alho francês ou tomate, nas modalidades, Kräuter, Zwiebel/Knoblauch, Käse, Tomate, ou, simplesmente, ungewürzt. E, já agora, venha a tábua de queijos para finalizar o dia.
P.S. O estado de uma mulher pode ser avaliado pela quantidade de emotional food que ingere. Acho que hoje vou bater no fundo. Hic!

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Para assinalar o dia da Terra, the day after ou um exercício de pieguice

Ontem não fiz absolutamente nada. Mas pensei. Não por ser o dia da Terra, mas porque decidi não fazer nada. Mas valia ter participado numa qualquer campanha de reciclagem ou reciclar-me num SPA. Mas não. Estive a pensar. Fiquei melancólica.
Partindo da premissa que devemos fazer três coisas antes de morrer, a saber, ter um filho, escrever um livro e plantar uma árvore, ocorreu-me que ainda não estou em condições de empacotar.
Na verdade, livros já escrevi, mais do que um. É canja. E vendem-se.
Filhos já tive. Mais do que um. Quase morri, mas cumpri a segunda tarefa. Pelo menos, os tipos cresceram e estão quase a tornar-se adultos, segundo a lei. Medraram.
O problema está em plantar uma árvore.
Várias questões me assaltam.
O jardineiro do prédio, quando eu era administradora, plantou várias árvores que eu comprei e o condomínio não pagou. Escolhi o limoeiro, a laranjeira, a japoneira...indiquei-lhe onde as plantar. O homem cumpriu a tarefa. Reguei-as, cuidei delas, mas não resistiram ao vento norte à caca dos cães e gatos vadios. Uma a uma, morreram de pé. Posso considerar que estas árvores foram plantadas por mim através de representante? Mas não medraram. O medrar é relevante?
Mais tarde, trouxe um pequeno pinheiro mediterrânico, já plantado por algum jardineiro da casa de Serralves, para casa. Adoptei-o, dei-lhe um nome carinhoso, tornou-se o meu vegetal de estimação. Medrou e cresceu. Esteve dois anos na minha sala. Mudei-o de vaso várias vezes. Estava apaixonada. Escrevi-lhe poemas. Desenhei-o em várias perspectivas. Passei horas a pensar onde o plantar. Na Quinta do Lago, no Algarve, com vista para a Ria Formosa? No jardim do hotel? No jardim das casas onde passamos férias? Tomei a decisão fatal. Queria-o perto de mim. Não aprendi com a letra de Sting: if you love somebody, set him free (set him free está correcto e não set it free, porque era o meu pet) Plantei-o, ou melhor, mudei-o, do vaso, para o jardim do prédio. Protegi-o do vento norte, reguei-o meses a fio. Estava a medrar. Um dia negro, no entanto, o novo administrador decidiu limpar o jardim e, quando cheguei a casa do trabalho, o jardineiro carniceiro tinha decepado a pequena árvore. Nunca mais foi encontrado, no meio de uma montanha de erva e outras plantas. Dei um grito de angústia, quase bati no administrador. O certo, é que a árvore não medrou. E terá, tecnicamente, sido plantada por mim? O medrar era importante?
É certo que passei a compreender as pessoas que choram e deprimem quando lhes morre o gato ou o periquito, o cágado, o rato, o peixe ou o crocodilo de estimação. Pelas pessoas a quem morre o cão já tinha o mais profundo respeito. Compreendi um aluno que estava descontrolado no exame porque, mais do que não saber a matéria, tinha o nó na garganta de lhe ter morrido o gato naquele dia. Agradeci não ter colocado casos práticos com gatos que morrem atropelados ou de morte natural, naquele exame, como é hábito meu.
Durante anos não quis árvores. Eram apenas fonte de desgosto. Este Natal, todavia, trouxe uma caixinha de sementes da Casa de Serralves, com sementes de Sapin de Noël junto com uma pastilha de terra e um vaso minúsculo. Todos tiveram direito a um Sapin destes cá em casa, mas só o meu medrou. Coloquei a pastilha de terra no vaso, juntei água, a pastilha transformou-se em terra, coloquei as sementes e uma resultou num Sapin de Noël que tem agora cerca de cinco centímetros de altura. Ainda está na sala, que funciona como estufa. Será que já plantei uma árvore? Já posso bater a bota? E se o Sapin não medra? E ser fancês não é impedimento?
Espero ter alguma resposta para estas questões existenciais. Agora tenho que ir a correr para o trabalho. É que esta merda de post, embora com data de ontem, foi escrito às 13h e 27m de hoje. E hoje pego às duas na fábrica de botões da "Senhora Rocha, Unipessoal, Lda.", que está pior do que a Quimonda e não tem o Putin interessado em abotoar-se nela.

Uma nova regra da democracia socialista portuguesa

Ontem, fez-se história. José Sócgates instituiu uma nova regra democrática, que escapou a todos os comentadores:
Em democracia, cada um deve pedalar a sua própria bicicleta e nenhum cidadão deve pedalar a bicicleta alheia.
E eu que até gosto de pedalar a bicicleta do meu vizinho, que tem dois lugares. Não tenho nada contra o facto de o Primeiro Ministro não gostar de pedalar a bicicleta do Presidente da República, ou de este não pedalar a daquele. Não sabia, sequer, que tinham bicicletas e gostavam de ciclismo. Até pode ser que a bicicleta de Cavaco Silva seja uma granny's bike e Pinto de Sousa prefira uma mountain bike, porque é dado ao BTT. Mas isso é lá entre eles. Não me parece que algo decorrente de um simples gosto privado ou de uma animosidadesinha deva levar à criação de uma regra geral para o cidadão pedalante.
O Primeiro Ministro, com os seus apoios de sempre, que já não são "porreiro pá", mas "deixe-me dizer-lhe uma coisa" ou "oiça", seguidos do nome do interlocutor, acrescentou que a expressão é conhecida de todos, e até pediu perdão por a repetir na formulação positiva (cada um deve pedalar a sua própria bicicleta) e negativa (nenhum cidadão deve pedalar a bicicleta alheia).
Mais uma vez, o "Engenheiro" demonstrou o cabal domínio do inglês, neste caso na tradução de expressões idiomáticas comuns numa certa época nos EUA (everybody pulls his weight), demonstrando ser um liberal ultra conservador, ao nível de Archie Bunker. Quem diria? O socialista! Desta, nem Archie Bunker estaria à espera.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Suspeito

que Vital Moreira, pelo tom de voz baixo e arrastado, pela pronúnxia e pelo ar ensonado depois das 22h, tenha estudado num seminário. O tom de voz usual dos deputados causa-lhe, por certo, enxaquecas. Os tipos gritam demais. Então, quando guincha a Ilda Figueiredo, vestida de alface, há que tomar de imediato um Tramal. Mas é interessante, do ponto de vista psicológico, ver o Professor Doutor colocar o pupilo Rangel na linha, dizendo, inclusive, "que o julgava um jurista com algum mérito", que "é muito apressado a apreciar os factos", que julgava que ele "conhecia algo da história da ética republicana", entre outras. O homem domina Rangel, mesmo falando baixinho e não dizendo nada de jeito. Fala da cátedra coimbrã. Não interessa o conteúdo. O público delira. O académico consegue descontrolar Paulo Rangel, que demonstra um inesperado inconsciente temor reverencial e não domina o discurso como tão habilmente faz frente ao "Engenheiro" e como lhe é habitual. Força Paulo! Mas não. Tal como o camaleão, Vital Moreira está sempre parado e preparado para enrolar aquela presa. A irmã da Amélia desespera e pede que o público não aplauda. Isto hoje está com piada. Apenas Miguel Portas, que se está nas tintas para as cátedras coimbrãs, dá luta e ultrapassa o pseudo seminarista. Trata-o por tu, acusa-o de demagógico e manda-o ler o Tratado de Lisboa. Atinge o auge quando afirma: "Vai ler o Tratado, pá!". Isto, mesmo com a dor de cabeça provocada pelos guinchos de Ilda Figueiredo ao lado. Vital Moreira sabe que com este não tem hipótese: cala-se, recolhe ao canto. O importante, de quaqluer forma, era atingir o pupilo. Nuno Melo tem a sua graça e não teme, manda umas bocas com sotaque do noarte. Vá lá Paulo Rangel, mostre o seu valor. Tome um tónico. Marimbe-se para o peso da Universidade de Coimbra. Não tem nada a temer. E não lhe fica bem recorrer ao expediente fácil de que Vital Moreira usa a técnica estalinista. Nem os expedientes fáceis lhe são habituais. Até agora, lamento, mas Paulo Rangel 0 - Vital Moreira 1. O próprio Rangel reconhece que Vital Moreira é especilista na guerrilha das palavras. O complexo universitário é tramado. O Professor Doutor passou o tempo todo a puxar as orelhas ao licenciado, e este não conseguiu evitar.

Naturalmente

que uma conferência contra o racismo tem que dar sinais de racismo. Qual é o espanto? Senão para que era precisa a conferência? Arranjem um TOMTOM ONE, que é como quem diz, orientem-se!

Uma sogra exemplar

Estranhamente
preocupado, ele ofereceu-se para colocar uma tomada num candeeiro, com receio que a sogra caísse, uma vez que o electricista fizera uma ligação directa dos fios à ficha, estando assim o candeeiro permanentemente ligado e o fio a cerca de três centímetros de altura do chão.
Não se electrocutou, como seria de esperar, mas cortou-se em profundidade no polegar com o canivete suíço que o filho lhe oferecera.
Ela, genuinamente agradecida, ofereceu-lhe um prato de amendoins.

domingo, 19 de abril de 2009

Rui Santos

entende que a Liga deve castigar exemplarmente Paulo Bento (futuro Papa Paulo Bento I, segundo o vice-deus), por ter pronunciado três vezes a palavra "c três pontinhos", citando o conhecido comentador do caracol, quando estava indignado com o roubo de igreja de que fora vítima. Com c..., ocorre-me, por exemplo, cara, copo, colo, cama, casa, calo, capa, cana, cabo, cota, cubo. Não, Paulo Bento também não chamou cócó ao seu árbitro de paixão.
A palavra que Paulo Bento pronunciou, e por certo será obstáculo a que chegue ao cume papal, com muita pena do primo vice-deus, tem, no mínimo, c seis pontinhos e não é "chatice". Para efeitos eclesiásticos, parece-me grave. No futebol, faz parte do dicionário mais elementar. Só escandaliza Rui Santos, o padroeiro da Santa Ignorância. Quiçá não.Talvez a UEFA também se escandalizasse, como padroeira da Santa Conveniência.
O que é que Rui Santos dirá quando é sacaneado? É que só deve atirar pedras quem não tem telhados de vidro.
......
Chego do trabalho. Ligo a televisão. Quem vejo? O insuportável Silvio Cerván. Já nem Dias Ferreira, cada vez mais irrascível, o aguenta... e Guilherme Aguiar protege-se via video conferência. Apanho Cerván a afirmar que "a lesão de Lucho fez muita falta ao FCP"; que as pessoas só "ligam ao pormenor e esquecem a floresta". Poupem-me.
Já agora, amigo Guilherme Aguiar, amigos, amigos, pronúncia à parte. Diz-se "KIKÉ" não "KUIKÉ" Flores. Já que se escreve QUIQUE, a ser coerente, o meu amigo terá que dizer "KUIKUÉ".
"O Dia Seguinte" está pelas ruas da amargura. Mais de metade do programa é a discutir manguitos! Com a terrível agravante do Sílvio Cerván, que fala, guincha e ri-se. Se ao menos permanecesse calado...
Desisto deste programa. Está a transformar-se nos marretas do futebol, mas sem qualquer piada.
.........
Ao menos, no "Prolongamento" Pôncio Monteiro faz-me rir. Apesar do Doutor dos fígados e do traidor Seara, prefiro ficar por aqui.

Humor ao Domingo à noite: Allo, Allo

Domingos?

Paciência!

Ofereçam-me o que mais preciso

A senhora tem 76 anos e vê mal, para além de não conduzir há, pelo menos, trés décadas. Foi à Caixa Geral de Depósitos pedir à menina do balcão para a ajudar a fazer umas pequenas operações bancárias. A seguir, a menina ofereceu-lhe um "TOMTOM ONE".
Ela chegou a casa com aquilo e perguntou: o que é isto?
Nada mais, nada menos, que o novo, el nuevo, GPS, España-Portugal. Ficou na mesma, sem demonstrar qualquer emoção ou compreensão pelo aparelho. Mas as vantagens são notáveis.
A partir de agora, quando andar a pé, orienta-se! O problema é que para ler a coisa demora mais do que a chegar à padaria, a cerca de cinquenta metros de casa, à igreja, ao lado da padaria, e à farmácia, ao lado da igreja e da padaria. O supermercado é sempre a descer para a esquerda, passando pelo pomar, a cerca de uns cem metros de casa, e o médico sempre em frente, na mesma rua da morada, a cerca de duzentos metros.
No entanto, pode sempre indicar ao chauffeur de táxi qual o melhor caminho quando se deslocar à baixa, ou ao piloto do avião onde deve aterrar. Os tipos da Caixa Geral de Depósitos estão muito à frente na área da geriatria.

sábado, 18 de abril de 2009

The Reds

hehehe!

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Claras Manhãs

Hoje comunicou-me que já tem o jardim e a horta suficientemente regados. Um alívio. Não tenho que continuar a árdua tarefa de lavar o carro diariamente. É de esperar que o tempo comece a melhorar gradualmente, dada a relação causa efeito. Não esperem milagres, porque foi muita lavagem seguida. A melhoria será gradual.

Ou eu estou tola,

ou é o tipo da revista da imprensa, da RTP N, Rui qualquer coisa, ao dizer, comentando o "Sol", que "se é branco e está no frigorífico, é leite. E é isso que o Sol está a dizer, que é leite". Homessa! Se é branco e está no frigorífico, é leite?

Ao ver Manuela Ferreira Leite,

a discursar em Castelo Branco sobre o atoleiro socialista em que estamos, fiquei a pensar que é urgente que mude de cabeleiriro. O cabelo estava visivelmente a tresandar de laca a mais e baço. O cabeleireiro, por certo, é socialista. E se o champô for Rene Furterer, mude imediatamente e processe-o. O produto em causa deixa o cabelo num estado miserável. É um caso de "ganha fama e deita-te na cama". Mude para Kérastase, extra-volume. Fala a experiência de vida.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Saphou, a futeboleira

Obama pressiona a FIFA para que o mundial de futebol (soccer) de 2018 seja nos EUA. Laurentino Dias (aquele que em tempos exerceu advocacia durante anos sem ser advogado e por isso foi premiado com bilhete para o governo) a enfrentar Obama pela campanha da organização tem a sua piada. Só se Espanha tiver argumentos. Que nuestros hermanos nos valham. E não podemos esquecer a candidatura inglesa...
Eu, que sou confessadamente adepta do Pedroguense, os tubarões do futebol da distrital, estou muito preocupada com estas pressões. O meu ídolo pessoal é o ponta de lança do clube e a barbatana de tubarão que sempre faz com a mão quando marca golo.
Outro tipo que me fascina é Ulisses Morais a dissertar sobre a crise: "se podemos comparar a inflação com uma erecção, então podemos dizer que a deflação é a falta dela. Preocupa-me". Nenhum economista explicaria melhor o fenómeno. O homem é sabedor.
Já Quim, um poço de cultura, da deflação acha que: "é positivo".
A greve de fome do presidente do União Ericeirense, Mano Silva, preocupa-me. É um bom homem, a água e açucar, e só até segunda-feira. Empenhou bens pessoais e está desesperado. Álguem devia dar-lhe Prozac e depressa. Ou então uma marretada e alimentá-lo a soro, já que não lhe dão dinheiro. Não se pode é deixar morrer um homem bom por causa da merda da promiscuidade entre o futebol e as autarquias.
Se estamos nisto, a culpa é do Testas, do Sporting Clube de Pombal. E fujam do Luisão a cantar sem aparelho.
Por último, o conselho da semana, hoje para Quique Flores. Seguindo a doutrina de Mozer, digo-lhe para preparar as malas, uma vez que o Orelhas apareceu em público a dizer que confiava em usted a 100%. Diz a experiência que quando isso acontece o treinador está de saída. Não se preocupe, ainda pode ter uma carreira como modelo da Fátima Lopes.
(Fonte de inspiração: "Mais Futebol "TVI24)

Onde é que já se viu,

temos um Presidente da República que não sabe explicar à mulher o que é um ciclotrão, mesmo depois de ter obtido explicações na Universidade de Coimbra.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Conversas da treta, antes, durante e após, ou de como aturar adolescentes

- , está vermelho! Diz ela quando vamos para o restaurante.
-Vermelho é para andar mais depressa, respondo. E ouço:
-Famous last words.
......
No restaurante ele está animado, ataca para todos os lados. Vira-se para a irmã, que furou as orelhas, e acusa-a de blasfémia por ter "furado a obra do Senhor".
-Qual Senhor? pergunto.
-Não és cristã?
-Sou.
-Esse Senhor.
Ela entra na conversa.
-Tu também fazes a barba e o bigode. Então também cortas a obra do Senhor.
-Mas os pelos nasceram para ser cortados, defende-se ele.
-Sim, apoio-a. E pode haver outros Senhores. Por exemplo,os Sihks não fazem a barba, nem o bigode, nem cortam o cabelo. Obedecem a outro Senhor, mas não tocam na sua obra.
-SIC? Só conheço os canais 3, mulher, radical, notícias...
-É loira. Ó burra, os do turbante! Diz ele.
-Defendo-a. Há tipos com turbante que não são Sihks.
`...
Começa a atirar-me pedacinhos de pão.
-Pára, ainda me acertas nos olhos.
Ela incita-o:
-Ten points for the eyes.
Deixo de a defender.
-Há bocado, ao ver-te de longe sem óculos, parecias-me a Vanessa Fernandes. Ataco onde mais lhe dói: na extrema vaidade.
-Credo! Ela é mesmo feia, assim uma mistura entre um cavalo e um homem. Assusta-se com a hipótese de qualquer semelhança.
-E não sabe falar, mas agora tem hipótese, com as novas oportunidades, diz ele. E acrescenta:
-Devias ver, o Sebesta viu-a ao vivo e assustou-se, haaaaaa, até andou para trás, ela é mais feia do que na televisão.
-E a quantidade de palavrões que ela disse naquela reportagem? Adiantou ela.
Entro no campo.
-Porque é que os portugueses famosos no estrangeiro, excepto o Special One, ou não sabem construir uma frase ou são cães?
-Cães? diz ele.
-Sim o BO!
-Quem é que dá um nome desses a um cão?
-Os Obama, respondo.
- O cão é americano.
-Naturalizado. É um cão de água português.
-Oferecido por Kennedy. Acrescento.
-O morto?
-Claro, respondo-lhe, todos sabem que os mortos andam para aí a oferecer cães.
-O Senador, ó ignorante!
-Sabes que o que estás a comer antes estava vivo?
Pronto. Estragou-me o jantar. Atacou certeiro. Parei de comer a carne assada.
......
A caminho de casa:
-, you're odd, diz ele.
-Sou hot? Faço-me de parva.
- É odd e surda. Irrita-se. Não podes comer bolachas na casa de banho. É nojento deixar lá pedacinhos.
Inspiro-me.
-Tu sempre disseste que não te importavas de viver numa casa de banho. Devias ver a casa de banho de uma das casas onde vivi. Em Penafiel. Era maior do que a nossa sala de jantar. Tinha duas enormes janelas. Uma virada para o jardim, outra virada para a parte lateral da Igreja. Nessa casa de banho é que gostarias de viver.
O nível de bolha da conversa começa a cair abruptamente.
-Desculpa o palavrão mas, então, cagavas com vista.
-Estás desculpado, e disseste algo poético, lembrou-me "Um quarto com vista sobre a cidade"...um livro que em tempos li , um filme que em tempos vi.
-Poético? O que é que isso tem a ver?
-Nada. Associei. Agora estou a associar sinónimos do palavrão. Arrear o calhau, mandar um fax, ir ao milheiral, ir à horta...Porque é que os portugueses têm tantas formas para dizer o mesmo?
Ele acrescenta com um sorriso de água no bico: - Desculpa-me esta, de gosto duvidoso, mas na escola também dizemos: afogar o preto ou, se for muito, afogar África. Ultimamente está muito na moda ir afogar o Obama.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Milagre: o deputado Amélia acaba de falar

sobre as alterações à lei do pluralismo. Eu garanto que vi e ouvi (telejornal 22 RTP1). Estava com um casaco aveludado azul escuro. Pensei que Amélia só levantava a mão. Como me equivoquei. Perdoa amigo Amélia. Afinal, és deputado por mérito. Tu até tens a capacidade da fala!
....
BO, o cão de água de raça portuguesa, foi apresentado aos americanos. O cão, confessadamente o único amigo de Obama ("I finally got a friend"), é o nº1 português. Todavia, tem um contra, gosta muito de tomates, o que pode colocar em risco a horta de Michelle. Foi Obama que o disse, preocupado. Tem também uma fraqueza, para espanto dos donos, ainda não sabe nadar. Tipicamente português: o cão de água não sabe nadar.
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BO e CR7 são estrelas, o resto é inveja.