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quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Oh les lumières

“Enfim, os franceses proclamaram-se todos iguais nos seus direitos, e também nas suas vestes, e a cambiante no tecido ou a diversidade nos trajes deixou de ser distintivo das condições sociais.

Como então reconhecer-se no seio desta igualdade? Por que traço exterior distinguir a classe de cada indivíduo?
A partir dali, estava reservado à gravata um propósito novo: ela nasceu para a vida pública, conquistou importância social; foi chamada a ressuscitar os matizes integralmente apagados do vestir, converteu-se no sinal pelo qual se distinguiria o homem digno deste nome do homem sem educação.

Porém, teria mil vezes mais prazer em ser o glutão dos glutões do que de não ter nenhum traço distintivo em termos gastronómicos; nada é mais penoso do que ser igual a todos os demais.

Um escritor absurdo, mas excessivamente absurdo, alcança mais mérito aos meus olhos do que um escritor medíocre, do que um autor como qualquer um pode ser. O absurdo em excesso é o génio da asneira. Em gastronomia, dá-se o mesmo com a glutonaria.”


Ohhhhhhhh très bien Monsieur Balzac! Très bien! Clap Clap clap
Bonjour SEC XXI
In Do Vestir e do Comer