Entro no carro, ligo o rádio e quem me aparece: Odete Santos. Uma criatura do fim do mundo. Começo a achar que a teoria da minha empregada tem fundamento. Entusiamada, Odete Santos conta como foi boa a sua infância no Sabugal, com a sua gata a apanhar cobras de água, enquanto ela lavava as roupas das bonecas no rio, com umas pedras, embora já na altura as melhores pedras lhe fossem sempre tiradas. Ainda não aprendi que o rádio é para estar desligado. Xiça! E hoje nem apareceu o porco-bola.