quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Dos sapos. Esta imaginação só pode dever-se à erva do privada

Vinha a guiar o carro, perdida no passado, quando tive que travar de repente para não bater na traseira de um camião com um desenho enorme de uma garrafa de vinho verde branco "Boca de Sapo". Pensei, que nome estúpido para dar a um vinho. Vai daí, comecei a pensar nos ciganos e no horror que eles têm aos sapos. Explicação, por exemplo, para a estranha decoração que há uns anos atinge a "Gambamar", com horríveis sapos verdes à entrada, atrás dos balcões, e outros mais pequenos em tudo o que é recanto. No princípio, pensei que estavam malucos, mas depois fui-me apercebendo da coisa. Os ciganos começaram a gostar do local e a clientela habitual mais esquisita não gostava dos modos ultra animados deles, porque cantavam e falavam muito alto e, acho eu, sobretudo, porque o grande número a amedrontava.
Então fui mais longe na minha imaginação e pensei no que poderia propor ao Quaresma, se fosse uma ex zangada com ele mas armada em santinha. Mandava-lhe um e-mail qualquercoisa@sapo.pt e convidava-o para um jantar de make up sex, sem compromisso. Ia buscá-lo num carro antigo, "Boca de Sapo", com um longo vestido verde e brincos de esmeraldas e brilhantes em forma de pequenos sapos. O restaurante chamar-se-ia "O Príncipe Sapo". O menú incluiria pernas de rã de entrada, servidas em pequenos sapos de louça das Caldas, a condizer com um grande sapo verde como centro de mesa. Depois, para aliviar, teriamos um prato de lagosta regado com um vinho verde branco "Boca de Sapo". Para sobremesa, sapos de chocolate com natas. Se chegássemos à parte de tirar a lingerie, seria branca com pequenos sapinhos a dizer "amo-te, és o meu Cristiano". Naturalmente, teria que lhe oferecer meia dúzia de boxers da Throttleman com vários motivos de sapos. Se ele ainda não tivesse fugido e começasse a avançar, eu diria:
- "Querido, hoje não posso porque estou com sapinho".
E agora a piadola previsível: acham que ele engoliria este sapo?

7 comentários:

Funes, o memorioso disse...

Um dos insultos que mais gosto deu origem a um processo que correu os seus termos na comarca de Paços de Ferreira. O marido chamou "sapa gorda" à mulher.
O mais engraçado é que quando ela entrou na sala de audiências no dia do julgamento toda a gente pode constatar que ela era, de facto, uma sapa gorda.
O marido não era cigano.

saphou disse...

E não teve casos em que o marido tenha chamado "badalhoca" à mulher?

Anónimo disse...

A declaração de Funes deixou Saphou verde!Hehehe...

saphou disse...

Anónimo, verde never! Funes é que é verde. Eu sou da Ribeira, já nasci Dragom, de brinco na orelha e fugante na mom.

patricia m. disse...

Hahahahahaha muito bom, muito bom. Eu odeio pombos.

saphou disse...

Os pombos são um nojo Patrícia, tb os detesto. Borram-me o carro todo e uma vez borraram-me a mim, na cabeça, quando assistia emocionada a uma serenata em Coimbra na Queima das Fitas. Foi-se a emoção e ficou um cheiro nojento no cabelo. Acabou a festa, tive que voltar de imediato para o hotel. Nem pude curtir um Dr.de Coimbra lindo de cair. Não podia continuar o flirt, naquela figura. Pqp os pombos.

saphou disse...

Funes, isto é que foi aumentar o meu sitemeter! Um amor e um génio.