segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Isaltinices na Silly Season, ou da tentativa anedótica de achincalhamento da justiça

com a bênção dos média por causa das audiências e, por conseguinte, com a bênção dos cuscos dos portugueses. Então o senhor autarca é condenado a 7 anos de prisão efectiva, perda de mandato e indemnização de uma pipa de massa ao fisco e marca uma conferência de imprensa comentando a decisão, garantindo que nenhum facto se provou e apesar disso foi condenado? E vai ser top de audiências. Garantido. Em directo para todas as televisões. Interessante mesmo, ele recandidatar-se, como garantiu, a sentença ser confirmada em todas as sedes e Isaltino vir a governar autarquia a partir do xadrez. Seria sublime!
Se o homem garante que é inocente, há que acreditar na palavra dele, como é óbvio. É o patinho feio, o bode expiatório. O colectivo de juízes não tem qualquer competência nestas coisas do íntimo. Isaltino é que sabe do Direito e dos factos. E, repete sobranceiro, até à exaustão, que nenhum facto contra ele foi provado. Os juízes são tolinhos, além de incompetentes, naturalmente. Nem sabem interpretar o comportamento das testemunhas, que não abriram, sequer, a boca para o acusar, apenas abanaram a cabeça, os braços e as mãos, numa linguagem gestual que o tribunal não domina minimamente. A condenação foi boa apenas para motivar a reforçar a determinação de Isaltino: vai empenhar-se nesta campanha como nunca, será uma campanha memorável.
Fátima Felgueiras, condenada em 3 anos e meio de pena suspensa também se recandidata e, à porta do tribunal, se vangloriou porque foi reconhecida a sua inocência e podia começar de novo (resta saber o quê).
Está tudo com os copos, o país foi a banhos, é a Silly Season no seu melhor. E promete.

Porque é que os portugueses mijam

todos os miradouros e afins, porquê este desejo de mijar no alto?
Cá ficam alguns locais belíssimos, sanita dos portugueses, incluído o alto do Sítio, onde nem se consegue reflectir devidamente sobre o milagre do salvamento de D. Fuas Roupinho.

Miradouro do Monte do Faro
Miradouro do Monte da Senhora da Encarnação
Forte da Ínsua
Miradouro de Pedra Bela
Miradouro do Monte de Santa Luzia
Miradouro do Sameiro
Miradouro do Bom Jesus
Parque e Monte da Penha
Miradouro de São Leonardo da Galafura
Miradouro dos Jardins do Palácio de Cristal
Miradouro de São Salvador do Mundo
Miradouro do Fradinho
Miradouro da Serra do Pilar
Miradouro do Penedo Durão
Miradouro da Senhora da Mó
Miradouro do Alto da Serra da Marofa
Miradouro do Caramulinho
Miradouro da Cruz Alta do Buçaco
Castelo do Sabugal
Miradouro da Torre
Miradouro da Senhora do Montalto
Miradouro do Vale do Inferno
Miradouro do Penedo da Saudade
Miradouro do Castelo de Montemor-o-Velho
Miradouro da Vela
Miradouro de Santo António da Neve
Castelo da Lousã
Miradouro do Picoto da Melriça
Miradouros do Penedo Furado
Miradouro do Sítio
Castelo de Belver
Miradouro da Capela de Nossa Senhora da Penha
Miradouro do Cabo Carvoeiro
Miradouro do Pico de São Mamede
Miradouro da Peninha
Castelo dos Mouros
Fortaleza de Juromenha
Serra de Santa Bárbara
Miradouro da Senhora do Monte
Miradouro e Jardim de São Pedro de Alcântara
Miradouro da Memória
Miradouro do Santuário do Cristo Rei
Fajã de Santo Cristo
Miradouro da Fajã das Almas
Miradouro da Ribeira das Cabras
Castelo de Palmela
Miradouro do Monte Carneiro
Miradouro da Ponta da Espalamaca
Miradouro do Monte da Guia
Miradouro do Forte de São Filipe
Castelo de Sesimbra
Fortaleza de Monsaraz
Miradouro do Cabo Espichel
Montanha do Pico
Castelo de Mourão
Miradouro da Torre de Menagem do Castelo de Beja
Ponta da Ferraria
Vista do Rei
Ponta do Arnel
Miradouro de Santa Iria
Lagoa do Fogo
Pico do Ferro
Cabo Sardão
Miradouro de Alcoutim
Miradouro da Fóia
Castelo de Castro Marim
Fortaleza de Cacela-a-Velha
Farol de Vila Real de Santo António
Forte da Ponta da Bandeira
Muralhas do Castelo de Tavira
Miradouro da Ponta da Piedade
Fortaleza do Cabo de São Vicente
Baía de São Lourenço
Miradouro do Pico Alto
Praia Formosa
Ponta do Castelo
Miradouro do Pico Ana Ferreira
Miradouro do Véu da Noiva
Miradouro do Pico Ruivo
Miradouro do Pico do Areeiro
Miradouro do Pico do Facho
Teleférico do Monte
Miradouro do Cabo Girão
Miradouro da Eira do Serrado

Desperadamente à procura do ano que passou

Visitar os amigos de Liceu

a) O abraço dissipou 10 anos de afastamento, tudo igual, aquele à vontade que só se obtêm nas amizades do liceu. Ela tinha agora 3 filhos, que pareciam bonecos de desenhos animados, um marido com um copo de whisky na mão em frente ao LCD, um trabalho além fronteira. Abraçou os meninos como se fossem dele, deixou-lhe uma nota de 50 euros, quase uma retribuição pelos 5 contos que ela lhe deixou antes de partir com aquele mesmo marido, para lua-de-mel em Amesterdão. Ela aceitou, ele prometeu que voltava. Riram, riram sempre.

b) A Titá era agora agrónoma, de camisola pegajosa e ainda com picos do mato, abraçou-o quase a ponto de o deixar sem respiração, o mesmo à vontade. Chorou compulsivamente e disse que o pai morreu. Também o dele, mas ele não chorava assim. Ela tinha tratado do pai até ao fim. A mãe estava finalmente tratada daquela melancólica depressão, que tanto trabalho lhes dava na adolescência. As irmãs gémeas estavam em Lisboa e ela ali, o marido gostava da quinta e ela gostava também. O filho, inquieto com o visitante de óculos de sol enormes, que lhe ofereceu um Ferrari amarelo em miniatura. Despediu-se e prometeu que voltava.

A nova casa, um novo local, uma nova vida

c) Decidiu finalmente a casa que ia adquirir, onde iria viver, mudar mas continuar no Porto, no meu Porto, repetia. O jardim à Poe, o azulejo de Stº António, a cave. Comprou. Foi roubado 6 vezes. As obras ainda decorrem, mas ele não voltou para as conferir.

Compromissos familiares

d) Encomendou um arranjo para o pai, com flores amarelas. Foi ao cemitério e ainda que estranhasse a falta do livro e das letras, pensou que algum daqueles familiares cismáticos o tivessem mandado retirar e pôs as flores ali, flores que envergonhadamente recolheu, depois de no caminho de volta ter encontrado a verdadeira sepultura eterna.
e) Participou em encontros promovidos pela família, como há muito não fazia. Pareciam agora respeitá-lo tanto que pouco se importaram com a estranheza da sua presença e, pior do que isso, a sua pontualidade.

Novas descobertas
f) Fez uma nova amizade, com uma rapariga que parece também estar a viajar à procura do seu lugar no universo.
g) Espatifou o carro contra o da vizinha, que parecia transfigurada num anjo exclusivamente preocupada com a cor da tez dele.
h) Leu mais do que nunca, leu, leu e continua sem encontrar resposta. Vai mais uma vez de férias, desta vez para sítios habituais, vai à procura de algo que perdeu. Como aqueles 200 euros que meteu num livro qualquer, que agora não aparece.

The beer summit: Obama & friends photo

It's a beer, not a summit! , President Obama says. I think it's a beer summit and a very important one. And he knows it.

Anthony Cragg




One of my favourite sculptures is Here Today, Gone Tomorrow

Postre?

O intemporal Sr. Casais, apostador quase a tempo inteiro no tempo áureo do tiro aos pombos, comia que nem um alarve e continuou um parolo simpático enriquecido em tempos como areeiro. Fazia parte da tribo onde eram bem aceites todos os que tivessem a mesma paixão: espatifar pombos saídos de uma aleatória caixa, num campo relvado, fossem doutores, engenheiros, condes, viscondes, comerciantes, latifundiários, agricultores ou industriais...casados, viúvos, divorciados e solteiros, homens, mulheres e nem por isso, a maior parte simultaneamente caçadores, e apostadores que não sabiam pegar numa arma, mas que davam a animação à selvajaria. Pelo Conde de Sória dou 5. E os dedos enchiam-se de pesetas. Falhou, pagavam cinco vezes mais a quem apostara. Matou, metiam as notas todas nos bolsos.
No jantar baile de encerramento do Tiro de Pichón de La Toja (A Toxa), no fausto do Grande Hotel, repetia a cada oferta dos impecáveis empregados:- tudo a que tenho direito. E conseguia comer, não sei como, porque não tinha dentes há anos, mas uma dentadura que não assentava lá muito bem.
O Hotel, com a sua a piscina aquecida de água salgada aveludada era, à época, das poucas construções da ilha, a par com o Campo de Golfe, a Piscina, o Casino, o Centro Termal, a Igreja das Conchas, o Hotel Louxo, meia dúzia de vivendas e, naturalmente, o Campo de Tiro de Pichón.
A ilha ainda não era visitada por dezenas de camionetas por dia, com grunhos e assim assim, que saem do Porto (ou de outras localidades) às 7 horas da manhã, dão a volta à Galiza e estão em casa à hora do jantar, tudo por vinte e cinco euros e com direito a uma surpresa especial que, suponho, será impingirem-lhes um trém de cozinha da Fátima Lopes, um faqueiro do António Tenente, um timesharing em Freixo de Espada à Cinta ou, para castigo mor, na Quarteira ou em Albufeira.
Era um paraíso de sossego dos que iam a termas, quebrado, de onde a onde, pelos folgazões do tiro e do golfe.
O jantar baile de entrega de prémios era de um esplendor à Ancién Regime.
As iguarias e os vestidos de gala atraíam a minha curiosidade entrada na adolescência, com direito a mesa junto dos outros da minha idade. Até tínhamos uma discoteca depois do jantar e baile de gala, onde fazia sucesso o Pedro, uns anos mais velho, lindo de morrer, que veio mesmo a morrer nos seus 19 anos, quando um camião resolveu fazer marcha-atrás numa das madrugadas de nevoeiro na entrada da auto-estrada em Leixões...mas nesse tempo era um adolescente de 14 anos que atraía as atenções das niñas, portuguesas, espanholas e italianas, e estava ali de copo na mão a dançar, como todos nós, e até falava e ria comigo, fazendo-me corar pela honra.
Chegada a hora da sobremesa, o Sr. Casais parecia que rebentava de vermelho empanturrado pelos aperitivos, entradas diversas de marisco, prato de peixe e prato de carne, com todas as repetições a que tinha direito.
O empregado, delicadamente, perguntou:-Postre?
-O quê, ostras a esta hora?

Chena Hot Springs Resort, Saphou's holidays 2008

We recommend.

Privada, deixa-te de actividades radicais com os teus amigos, ainda te magoas


sábado, 1 de agosto de 2009

Agosto é, normalmente, uma merda; espero sobreviver-lhe

Gosto de férias fora de casa em Julho e em Setembro. Agosto é para ficar em casa.
Mas sou pelintra, a trabalhar por conta de outrem, e as altas entidades deste país à beira mar plantado, começando pelas públicas, decidiram que férias só em Agosto. Os burgueses seguiram as entidades públicas e o povo seguiu a burguesia e a partir dos anos 90 do Século passado tornou-se um hábito as empresas privadas fecharem em Agosto. A nobreza não conta porque está arruinada ou desempregada, ou a trabalhar para os estupores das entidades públicas, das empresas dos burgueses, ou do próprio povo. O clero também faz férias em Agosto, mas poucos ligam ao clero.
Para os que ficam, é o deserto. Até a empregada domésticsa, a padeira e a peixeira vão para o Algarve, suponho que para Quarteira, essa metrópole do supremo mau gosto ou, num upgrade, para uma metrópole semelhante, mas no sul de Espanha. Às tantas, vão para outras paragens idílicas, junto com o homem do talho, o electricista e o gajo dos esgotos. Os que têm mais juízo vão para a "terra", para as festas populares. Mas eu nem "terra" tenho. Sou urbana.
Porque é um vergonha confessar que ainda não se foi à República Dominicana, ao Nordeste do Brasil ou a Cancun, a crédito ou em viagem de promoção, sobretudo se se for cabeleireira (o), estudante, profissional liberal ou afim, muita Classe C ou Classe B opta por estes destinos, seguindo a trend que foi em tempos das tias e tios (e ainda é, mas noutra altura do ano).
Para os que vão, optando por um destino a sério, é um preço exorbitante, se queremos evitar a multidão sebenta, suada e em filas intermináveis.
Algumas tias e tios endinheirados já optam pelo Dubai, assim como os que têm pretensão a tios. Mas tia ou tio a sério continua fiel à Quinta do Lago e ao Ancão na época estival, os únicos locais suportáveis do Algarve nesta altura do ano, já que na serra é demasiado quente. À noite há sempre o eterno T-Club e para os tipos das borbulhas a Trigonometria.
Quem opta pelo norte decadente de Portugal (incluindo a tia e tio mofento e a filharada) leva com a ventania de Afife, Moledo ou Caminha. Esposende e Ofir são locais a evitar a tido o custo. Xiça, terras miseráveis...se for mesmo masoquista aconselho que arrende um apartamento num daqueles três estafermos em Ofir, de preferência no último andar. Poderá ouvir uivar o vento todo o mês de Agosto e ainda ter de brinde uma pneumonia vinda dos corredores dos prédios. A implosão seria um acto de misericórdia.
Quem opta pelo sul, leva com a multidão sebenta e os preços altos mais as filas, a menos que esteja protegido num refúgio de cinco ou seis estrelas ou num centro alternativo de terapias orientais.
Há 25 anos que vou para os mesmos sítios. Faço um circuito, sul, norte, centro, sul, ou norte, sul, centro, sul, a ordem é aleatória. Mas ia sempre em Julho e Setembro. Agosto era para ficar por casa, sossegada. Mas agora vejo-me impelida a dividir Agosto com Setembro, nos anos em que a entidade patronal é boazinha e me dá uma semana em Setembro, mas tenho que abdicar de Julho. Não é a mesma coisa. Fica a puta da saudade das férias de Julho que eram as maiores e melhores. Em Julho o sol deita-se tarde e a noite não tem pressa em chegar. A populaça ainda não apareceu e o pseudo jet set de trazer por casa também não. O circuito norte-sul era inesquecível, passando invariavelmente por Évora, a comer no melhor restaurante do país, O Fialho, e prolongando a viagem com estadia nas pousadas de Portugal.
Em Agosto vai tudo de férias, menos a doença e a morte. Como me posso esquecer que ele morreu a 15 de Agosto?
Este ano acho que mudo tudo. Vou de férias para a Finlândia. Uma excitação. O Alasca já me cansa.

Um comentário que é um post, trazido pelo Cuco dos Blogues

Agosto ou desgosto
Publicado por PauloMorais em 1 Agosto, 2009
Estamos em Agosto!O mercado nacional cresce, com a chegada de turistas e emigrantes, de dez para doze milhões. Mas ao aumento da procura, o sistema responde com a diminuição da oferta. É justamente neste mês que a maioria vai para férias.Nos hospitais há mais doentes e menos médicos; nas lojas, há mais clientes e menos funcionários; as férias judiciais vão de vento em popa; muitas empresas privadas suspendem actividade; os equipamentos culturais, teatros e galerias encerram, com medo que o público apareça.Quando os nossos emigrantes nos visitam, as repartições a que se dirigem, os serviços públicos, funcionam ainda pior do que no resto do ano. Se tiverem de tratar de algum assunto, pois que voltem em Outubro… ou nunca!Portugal entrou em estado de coma. Os portugueses estão sentados, junto ao mar, à espera que a crise passe. Portugal combate a crise… com férias.
É Agosto, ao nosso gosto. Ou desgosto.
Publicado em Cretinismo

Ice Cream


sexta-feira, 31 de julho de 2009

Sir Bobby Robson


Nickname 5-0, we, portuguese, will always remember you and your unforgetable smile, you are in a our hearts and prayers. Thank you!


Ai

Estou só, infinitamente só, tão só, que não me resta mais nada, para além de estender a espreguiçadeira na varanda. Onde anda o meu vodka fresquinho com morango, lai lai o meu mp3 , la lai. Tudo arranjadinho, perfeito. Agora tenho que me mandar com classe sem partir isto, caramba, os meus óculos de sol. O Porto é tão bonito, tem um ceú zul, nuvens branquinhas. Cá estão eles, os meus cigarrinhos, o cinzeiro, que livro vou escolher?
Vou agarrar os Nós e os Laços, há dez anos e ainda não consegui terminar. É hoje.
Ahhhhhhhhhh … finalmente, acho que está tudo pronto, posso sentar-me. Musica, que musica escolho, apetecia-me algo completamente novo. Estas coisas da juventude mecanizadas, com ritmo psicadelico. - Sou um psicadelicooooo .... desesperado uh. Um tal Gastão rei do twist e da seduçãooooo uh ei uh ei uh sou um psicadelicooooo desesperado uh uh. -
- Hoje não faço tacho uh uh , psicadelico desesperado, não faço nada, estou sozinho, la la, sou um psicadelico uh uh desesperado ei ei!
- Posso ler o que quiser ninguem vai dizer que estou atrasado uh uh! E tar na net a coçar-me e a rir-me e ninguem vê... uh uh, ninguem interrompe a minha inspiração para post´s . A Mofina está chateada, hih - Sou um psicadelico desesperado uh

Radiohead Revolution

A "Radiohead Revolution" marca o início do fim do poderio da indústria discográfica em matéria de direitos de autor e direitos conexos. A banda colocou o seu álbum In Rainbows on line para downloads gratuitos, com a frase de marketing notável "pague o que achar que merece". Os Radiohead arrecadar somas muito superiores ao 0,99 cêntimos por canção no mercado virtual (preço praticado pelas lojas on line) e ainda foram nº1 do top de vendas no mercado físico de CDS no Reino Unido. Os Radiohead demonstraram o que grande parte da doutrina vinha afirmando: criminalizar o download privado e, ainda por cima, cercá-lo de medidas tecnológicas, cuja retirada também é crime, não é a solução. Uma cópia pirata não é uma cópia perdida e a indústria discográfica tem que mudar a forma de fazer negócio em vez de querer mandar qualquer utilizador privado para a cadeia, por tudo e por nada, e sem resultados em termos de retorno monetário. Todos sabemos que se fecha uma P2P, abre outra de imediato. Vão emtupir os tribunais? Não esqueçamos que há uma grande hipócrisia porque muitas vezes as editoras são multinacionais que no departamento de hardware colocam os dispositivos que permitem as cópias, desde os leitores de MP3 aos CDs virgem, passando pelos telemóveis, etc....e esquecem, como convém, o negócio altamente lucrativo dos phone ring tones. Nunca nenhuma outra indústria viveu tanto à custa dos direitos de autor e dos dos direitos conexos, e nunca uma indústria se vitimizou tanto face ao utilizador e fez tanto lobbying junto das Instituições Comunitárias. A crise desta indústria, veio a demonstrar-se ex abundanti, não se deve às P2P, mas ao facto de não saberem fazer o negócio no ambiente digital. O CD tem que ser um objecto de culto e o download privado deve ser descriminalizado. Os royalties devem ser cobrados em função da publicidade da página.
Os Radiohead deram o pontapé de saída...Curioso que a reacção tenha vindo dos próprios titulares de direitos, também eles já fartos dos intermediários que ficam com a grande fatia do lucro. Os utilizadores limitaram-se a continuar a fazer downloads e uploads, sem ter qualquer remorso ou consciência de estar a cometer um crime punível com até 3 anos de cadeia.
A tendência continuou e muitos se lhes seguiram. Mas eles deram o pontapé de saída. Bem hajam Radiohead!

As férias de um bloguista

Aquele Inglês está a comer ovos mexidos com a mão, bom post!
Uah, deixam as tralhas todas na praia e vazam?! Bom post!
Xi, a Saphou ia passar-se se visse esta cena, a ver se não me esqueço de relatar no blog.
Ei, florzinhas na berma da estrada, vou tirar foto para a Blimunda.
Ei, estás a ver aquilo? Ei pá, dava um bom post.
Escadas? Tanta escada? Mau tempo? Dava um bom post!
Ei, lixo? No Porto não é assim, vou tirar uma foto para fazer um post!
Um foto minha no surf, a malta vai-se passar!
Ei, montes de livros com títulos que davam um poema, como diz o Mestre.

Merda, estou de férias! Cala-te cérebro, cala-te! Não me deixas descansar!


But I'm a creep
eh ehe eh
I'm a weirdooooooooo
What the hell am I doing here?
I don't belong hereeeeee!
I want a perfect body
I want a perfect souuuuul
I want you to notice when
I'm not around
You're so fucking special
So fucking special!
She's running out again
She's running out
She runs runs runs
Whatever makes you happy
Whatever you want
You're so fucking special

ESTRANHO MODO DE SER

Estranho modo de ser este que nos aglutina os sentidos e nos destina a existências que não conhecemos e, ainda assim, nos preenchem e nos entregam àquilo que sempre suspeitamos não ter perdido. Que vidas separadas são estas que tanto se tocam e se imiscuem nos seus mais recônditos jardins proibidos? Como se de nada se acurasse, cuida-se o sentimento, apartado pela distância euclidiana e, contudo, alcançável ao toque da mão que se estica procurando amparo e equilíbrio. Não poucas vezes me questiono sobre a sanidade deste querer, deste sentir. Sei que sou eu que assim me sinto, ainda assim, são eles que conseguem orvalhar a aridez da minha alma com a sua sabedoria e grandeza de espírito. A dor da solidão minorou-se quando me viram sem me olhar e pespegou-se-me a sede insaciável de lhes penetrar na vida que não tenho e que é deles mas que me doam como se doa um sorriso a uma criança. Sei que vos tenho enquanto me quiserem. Sei que sou vossa enquanto mo permitirem. Estarei convosco para onde fôr e ver-vos-ei na beira das estradas que palmilhar. Limparei as lágrimas que se soltarem sabendo que é vossa a dor que me acanha o peito mas levantarei os olhos sem demora porque sei que vos terei quando acordar.