segunda-feira, 18 de maio de 2009

Poema do dia

Chaves na mão,
melena desgrenhada,
Batendo o pé na casa,
a mãe ordena
Que o furtado colchão,
fofo e de pena,
A filha o ponha ali
ou a criada.
A filha,
moça esbelta e aperaltada,
Lhe diz coa doce voz que o ar serena:
– «Sumiu-se-lhe um colchão? ~
É forte pena;
Olhe não fique a casa arruinada...»
– «Tu respondes assim?
Tu zombas disto?
Tu cuidas que,
por ter pai embarcado,
Já a mãe não tem mãos?»
E, dizendo isto,
Arremete-lhe à cara
e ao penteado.
Eis senão quando
(caso nunca visto!)
Sai-lhe o colchão
de dentro do toucado!...

(Nicolau Tolentino de Almeida)

13 comentários:

privada disse...

por acaso ja conhecia é bem estupido, fikei todo aparvalhado kd li.

Mofina Mendes disse...

A Saphou tb viu os Globos de Ouro?

saphou disse...

Ainda apanhei a BG de vestido dourado e cor-de-rosa. Mas fui fazendo zaping.

jg disse...

Aquilo dourado lá era algum vestido?!
Já vi artistas de circo, mais propriamente no poço da morte, com trajes mais decentes.
Depois querem ser levados a sério...

saphou disse...

também achei, no mínimo, estranho, para não dizer pior.Ainda bem que o estilista em causa não ganhou a treta do óscar.

mac disse...

Mas está tudo cego???
(...)Que o furtado colchão,
fofo e de pena,
A filha o ponha ali
ou a criada.
A filha,
moça esbelta e aperaltada,
Lhe diz coa doce voz que o ar serena:
– «Sumiu-se-lhe um colchão?
É forte pena;
Olhe não fique a casa arruinada...»(...)
E mai' nada: como não foi ela que penou por ele, 'tá tudo bem!

privada disse...

Sim, mas kal o significado, nao chego lá ( nao é o vestido o poema) saiu lhe o colchão do penteado, ok e o ke é ke ker dizer

saphou disse...

Naquele tempo, as senhoras usavam penteados em que o cabelo era muito ripado para ficar muito elevado, e punham coisas (postiços) debaixo do cabelo para esse efeitos. Trata-se de uma sátira ao exagero.
Imagine se hoje o tipo escrevesse sobre as rastas e as extensões. daria um hilariante poema.Vou pensar nisso.

jg disse...

Este trolha, como ainda é um puto, não pesca nada da velha guarda, i.e. da selecta literária!!

privada disse...

ah porreiro obrigado, ela não se interessava da falta do colchão porke o tinha usado para o toutiço, fixe, já li este poema tantas vezes não tinha chegado lá, estava inclinado para as heranças coisas do genero, nao conseguia entender . Bahhhhh

privada disse...

OK JG bastava o autor ter feito kk alusao à Maria Antonieta eu chegava lá, e escritor ke se preze deve fazer-se entender no futuro.

Mas voces tem razao, estou um pouco manco nessa materia, o raio do poema ja me tinha lixado a mona varias vezes, tenho sorte por V. os eruditos irem aki desfraldando coisas pelas kais me interesso , mas k nao entendo, espero ke falem a seguir de sexualidade.

privada disse...

Ah o poema fica bem mais porreiro com esta explicação e sim poderiamos fazer um para os novos tempos, onde está o cola e veda? onde se meteu o cola e veda, e eis ke o cola e veda lhe saltou dos labios. saphou es um amor beijocas

saphou disse...

Tu é que és fantástico privada. beijocas.