domingo, 4 de outubro de 2009
JÁ NÃO AGUENTO ESTE AR DE TROVOADA,
Olha-me estes! Já o Major não pode oferecer bilhetes para o concerto do Tony Carreira
sábado, 3 de outubro de 2009
What ?
Um passo mais e uma loja com bolsas de plástico e móveis velhos dos nossos avós.
Os velhos verificam, com surpresa, que aqueles rapazes tocam mal e recebem palmas, os comerciantes percebem que têm que apoiar a iniciativa. Os arrumadores pensam noutra forma de ganhar a vida. As crianças entram noutra realidade, palhaços que sorriem, poemas que caem das árvores, pinturas no rosto. Os pais sentam-se, na rua, nos sofás, cadeiras, candeeiros, que servem a quem passa e fica a apreciar o desfile de estilos, num ambiente calmo.
Há um sino que toca e interrompe os espectáculos. Há Almeidas Garretts entre os transeuntes, Mona Lisas, gente que passa o dia a trocar de roupa e a tirar fotografias. Bandas e fanfarras que nos desafiam, com um novo som desafinado, solto de todos os instrumentos. Máscaras, palhaços, poesia, gente acenar da Torre dos Clérigos.
Muito som. Poucas palavras.
Incrivelmente, no fim da rua tudo se evapora não se vê mais ninguém, um gajo ate fica a pensar se foi verdade.
Se a Rua fosse tua o que fazias?
Trago-vos fotografias, lunáticos das 4 paredes!
the lunatics are in the hall
the paper holds their folded faces to the floor
and every day the paper boy brings more
And if the dam breaks open many years too soon
and if there is no room upon the hill
and if your head explodes with dark forebodings too
I'll see you on the dark side of the moon
The lunatic is in my head
The lunatic is in my head
you raise the blade, you make the change
you rearrange me ' till I'm sane
you lock the door
and throw away the key
there's someone in my head but it's not me
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Uma brejeirice à Sexta-feira à noite: o que decidiria Arlindo do Rego?
Maria José Pau.
Em resposta, recebeu a seguinte mensagem:
Cara Senhora Pau:
Registo Civil de Beja
Antes de Lucy, Ardi; Before Lucy, Ardi

Com 1,20m e 50 quilos, esta fêmea vagueou pela floresta milhões de anos antes da famosa Lucy, nome de baptismo do esqueleto de um outro hominídeo descoberto em 1974, tido até agora como o mais remoto antepassado do Homem.Nova luz sobre a evolução
O estudo de Ardi lançou uma nova luz sobre a evolução do Homem, disse o antropólogo C. Owen Lovejoy da Universidade de Kent, EUA.
Ao contrário do que se pensava até agora o antepassado mais remoto do homem não será um grande símio semelhante a um chimpanzé. Com efeito, os cientistas garantem agora que o Homem e o chimpanzé terão seguido caminhos paralelos a partir de um antepassado comum.
"Ardi não é esse antepassado comum, mas nunca tínhamos chegado tão perto", afirmou Tim White, director do Centro de Investigação da Evolução Humana da Universidade da Califórnia em Berkeley, EUA.
White acredita que essa criatura a partir da qual Homem e macaco evoluíram, terá vivido há cerca de seis ou sete milhões de anos.
Mas Ardi tem muitos traços que actualmente não se encontram nos actuais macacos africanos, o que permite concluir que estes terão evoluído consideravelmente desde de que partilharam com o Homem o tal antepassado comum.Das árvores para o solo
O estudo de Ardi, que começou em 1994, ano em que foram descobertos os primeiros ossos, permitiu concluir que viveria na floresta e que poderia subir às árvores usando os membros superiores e inferiores, mas o desenvolvimento dos seus braços e pernas revelou que passariam pouco tempo empoleirados. No solo, eram capazes de caminhar sobre os membros inferiores.
Sob a designação científica Ardipithecus ramidus, que significa "símio do chão", foi esta descoberta cientificamente documentada em 11 artigos ontem publicados na revista "Science".
Para David Pilbeam curador do Museu de Arqueologia e Etnologia de Harvard, "esta é uma das descobertas mais importantes no estudo da evolução da Humanidade".
Bases do discurso político II
Se não percebeste,
faz que percebeste
para que eu perceba
que tu percebeste.
Percebeste?
Conto de sexta-feira : " Elos quixotianos"
Por volta do meio-dia principiava os preparativos para o grandioso almoço a dois. Sabia fazer pratos típicos dos melhores países da Europa e todos incluíam bifes, ovos e batatas fritas. Para o francês cortava as batatas em rodelas e fritava uma a uma, para o Espanhol passava o bife duas vezes no óleo, para o Português enchia o prato por camadas. Sentava o neto no banco de pau, atavam um guardanapo branco ao pescoço e, como se fosse um banquete, comiam por horas a fio, pelo menos o número de horas suficientes para esgotar a garrafa. Para entreter o neto contava historias, histórias da família, histórias de Salazar e, sobretudo, histórias do Porto.
Na sua mente quixotada, até o Mesinha de Cabeceira, que media metro e meio e tinha voltado do Ultramar manco, era um herói tripeiro de gema, que tinha derrotado com uma vara três Mouros que em São Bento o defrontaram para lhe roubar 100 escudos.
- No Porto casou a rainha Filipa de Lencastre, para dar vida à “ínclita” geração, o nosso grande Infante D. Henrique, que organizou com a gente do Norte a expedição para a conquista de Ceuta.
– E conquistaram Ceuta?
- Conquistaram, meu filho, o Porto deu a carne e ficou com as tripas para que isso fosse possível.
- E depois?
- E depois o que?
- Depois o Porto ficou rico, não?
- Rico?
- O que é que o Infante trouxe de Ceuta para o Porto? Castelos, jóias…
- Meu filho, o Porto não é de castelos, é de muralhas, da liberdade. D. Pedro deu-nos o coração…
O neto já sabia a história de cor e salteado, gostava era que o avô inventasse finais perfeitos, o que ele fazia com entusiasmo, não se impedindo dos maiores dislates que faziam das gentes do Porto libertários, poetas, heróis até no jogo da lerpa quando defrontados com Mouros.
Ao fim da tarde passeavam e todas as ruas tinham algo de surreal, desde os crimes sempre em nome da justiça e da liberdade, até actos de pura misericórdia que o Porto fazia pelo país. Quando as histórias eram porcas e envolviam penicos despejados pelas janelas, eram piadolas à Porto, mas sem sotaque, porque o sotaque do Porto não existia senão nos bacalhoeiros e outros pregadores. Os amigos, que iam encontrando pelo caminho, eram todos protagonistas de casos tristes, grandiosos ou mirabolantes, certo é que no Porto todos se conheciam, todos tinham um passado. Do futuro do Porto o avô não falava.
Ajeitava a sua boina à taxista, por causa do frio na careca, comprava ao neto livros do Patinhas e bolas de Berlim. No Águia de Ouro, no Progresso, no Brasileira paravam em todos e em todos ele conversava, não gostava de futebol, só politica, levava o neto para comícios e muitas vezes o sentou na mesa de futuros lideres, a comer como um homem do Porto, tens que acreditar - dizia.
Os outros membros da família criticavam a situação, o avô iria traumatizar o neto, com tanta história de batalhas e crucifixos, mentiras e balelas, politiquices, fé dos falsos diziam, enquanto ele piscava o olho ao educando, o seu suposto anjo da redenção. Acusavam-no de ter uma mulher em cada esquina. Pelo que o neto via, tratava-as bem, mas gostava de conversar com homens e mulheres que fumam em cafés eram perigosas e nada havia de mais pervertido e drástico para a sociedade do que sexo, esse amor fácil da geração dos teus pais, uns trastes, meu filho, sem ideias.
Antes de morrer, já mais manco que o Mesinha, meteu o neto no Mercedes, conduziu pelos passeios com a muleta presa ao acelerador, para não congestionar o trânsito, foram a Viana visitar um velho amigo, com quem conversou largas horas.
No regresso passou no IPO para preencher uma papelada, era respeitado por todos, pareciam conhece-lo de há muito tempo, tinha um cartão de acesso e tudo. O neto não suspeitava o que seria aquela visita, era normal o avô visitar hospitais, era hipocondríaco, diziam lá em casa.
Na semana seguinte, foi internado. O neto foi vê-lo, o homem das histórias continuava a sorrir, entubado, parecia um globo de tão inchado. Chamou o neto e sussurrou-lhe ao ouvido qualquer coisa que o neto não percebeu, enquanto à avó chorava, fez-lhe como habitual uma cruz da testa ao peito em gesto de carícia, não disse como de costume - Deus te abençoe sempre, meu filho.
Morreu na manhã seguinte e na noite do funeral, tal como toda a vida tinha garantido, a terra tremeu. A família gritou e pediu para que os deixasse em paz ao menos na morte. O neto riu e piscou o olho às cortinas que esvoaçavam.
No último sonho, passados dois anos, o avô levou-o pela ribeira num passeio frenético, uma Ribeira suja, pobre e escura, e mandou-o comprar chiclas. Foi a última vez que o neto o viu, assim de forma inteira e composta.
O sorriso e a mão a segurar a pala da boina, naquele ar de casanova o – Até sempre – dito com alegria, está sempre no canto do tecto de qualquer casa do Porto, com tectos de estuque e roda –pés de madeira, que até as casas do pobres têm, meu filho, porque nas casas do Porto há vidas heróicas à deriva e o Porto, o Porto, nunca se acaba, nunca se descobre o quanto vai longe a liberdade dos homens.
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Bases do discurso político
O que eu disse que você disse?
Porque se você disse
O que eu não disse que você disse,
Que disse você?
Efemérides de 1 de Outubro, entre outras
1949 - É criada a República Popular da China.
1960 - O Chipre e a Nigéria tornam-se independentes do Reino Unido
2009- Aníbal Cavaco Silva desafia José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa para um duelo até à morte política de um deles, sendo a arma sorteada o "diz-que-diz", altamente mortífera no que antes se denominava por Portugal, mas hoje está reduzido a "o rectângulo".
Poesia em dia de Indigitação
De voltar pra capital ficou com preguiça
Aceitou o índio pra ministro da justiça
E o ministro chegando na cidade,
Achou aquela tribo violenta demais
E disse: "Índio voltou trazendo novidade
Índio trouxe cachimbo da paz"
Tudo isso pra evitar a concorrência
E o cachimbo da paz deixou o povo mais tranquilo
Mas o fumo acabou porque só tinha oitenta quilos
E o povo aplaudiu quando o índio partiu
E prometeu voltar com uma tonelada
Só que quando ele voltou "sujou"!!!
A polícia federal preparou uma cilada!
Era tanta ocorrência, tanta violência que o índio
Não tava entendendo nada
Ele viu que o presidente fumava um charuto fedorento
E acendeu um "da paz" pra relaxar
Mas quando foi dar um tapinha
Levou um tapão violento e um chute naquele lugar
Foi mandado pro presídio
"Peraí..., vamô
Fumar um cachimbinho da paz"
Eles começaram a rir e espancaram o velho índio
Até não poder mais
E antes de morrer ele pensou:
"Essa tribo é atrasada demais...Eles querem acabar com a violência,
mas a paz é contra a lei e a lei é contra a paz"
Ei ei Ei oh Ei
Estás ver Ei oh
Gabriel, o Pensador
The movement you need is on your shoulder
So let it out
and let it in, make a new begin,
dont carry the World upon your
shoulders!
(A foto vem já a seguir)Bom Dia Porto!You can start to make it better! Hey you, hey
you...



