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sexta-feira, 16 de julho de 2010

Será que os bancos portugueses vão ultrapassar os stress tests?

Perguntem ao Paul, o Polvo. Posso sempre disponibilizar as minhas benziodiazepinas, em caso de muita necessidade. Com juro usurário, claro.
Deixo o pensamento da madrugada de insónia:

Com papas e bolos se enganam meninos e tolos

sábado, 5 de junho de 2010

Totally pissed off,

descobriu que para fugir aos sacanas, ao pelotão de fuzilamento, às doenças, às ameaças de doenças, ao vazio, à tristeza, à desilusão,atingiu esta madrugada o ponto mais baixo da sua intelectualidade. Das 23h h às 5 h da matina esteve em Farmville para bater um recorde de apanha de tomates, atingir a medalha de ouro e obter como troféu um elefante enfeitado e com vuvuzela incorporada.
Só parou por causa da lei de Murphy: quando ia a recolher os 27 últimos tomates, a net foi abaixo.
Hoje, só conseguiu a prata.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Declaração

Declaração:
Estou com insónias. Agora todos têm conhecimento oficial.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Uma constatação e uma interrogação

Constatação:
Saphou, depois de estudos estatísticos validados pelo INE, confirmou que o blogger português tem uma característica única: não bloga aos fins-de-semana, feriados e férias. Nessas alturas coloca música ou fotografias, ou qualquer merdice para encher. Blogger português que se preza também só bloga no horário de trabalho e no computador da entidade patronal. Acaba o trabalho fecha a tasca virtual. Amanhã é outro dia.
Interrogação:
Saphou desejaria saber o que é que leva a humanidade em geral e os amigos, mesmo os mais íntimos, em particular, a nunca devolver um livro que pedem emprestado. É um fenómeno inexplicável porque o comodatário pensa sempre, ouso dizer diariamente até, em devolver o livro cuja restituição já lhe foi pedida dezenas de vezes. Quer mesmo devolver, mas há sempre um impedimento de última hora, um esquecimento permanente que se aloja em algum canto recôndito do cérebro.
Nunca empreste um livro a quem lhe pedir, ofereça-lhe um quando puder, a menos que se queira livrar mesmo do livro em causa, por exemplo, os últimos do Saramago ou os daquela serigaita que se plagia a si própria e tem a mania que é escritora, ou até os do Noddi. Também pode aproveitar a ocasião e oferecer esses livros no Natal ao seu patrão ou outro inimigo de estimação qualquer, ou como partida de Carnaval, lá mais para Fevereiro.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Três da manhã. Hora fatídica

Ela acorda invariavelmente às três da manhã. Hora a que ele, como um elefante a pisar um salão de dança, se vai deitar. As luzes ligam e desligam, vezes sem conta, caem os objectos mais improváveis, tropeça no inimaginável, as portas rangem dezenas de vezes. Ele, finalmente, deita-se. Adormece de imediato. Ela levanta-se, esperam-na, pelo menos, três longas horas de insónias. E amanhã tem que trabalhar cedo. Mais uma semi-directa. O número de comprimidos para dormir permitidos já foi esgotado. Terá que ficar à espera (ironicamente, título de um livro que a impressionou, de um autor chinês cujo nome não recorda). Para acalmar e preparar mais um longa noite acordada, vai fazer um chá, pode ser de verbena desta vez. O mosquito está ali, agarrado ao estore. Observa-o. Não tem as pernas traseiras para cima. Será dos que picam? Pouco provável. Na dúvida, leva uma traulitada e cai esmagado.
Seremos mosquitos do Universo?

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Inquieta, não consigo dormir:

serei de ascendência vainaque?

sábado, 26 de setembro de 2009

Vento leste, por Saphou

Vento leste
Varre a madrugada
Abre a janela
Pendura-se nela
Respira fundo
A ventania
Ouve o som das folhas
caducas das árvores
varridas pelo vento
elevadas em círculos
Sai de casa
Com o vento leste
Deixa-se empurrar
Até onde ele a levar
No meio das folhas
A rodopiar

Vento leste
Odores inesqueciveis
Do antigamente
As noites quentes
de Verão,
As noites mornas
de Outono
O pai, que vai à caça
às rolas e perdizes
que já não existem
Serões ao relento
O gozo do momento
Conversas animadas
Pelo vento

Vento leste
Quente,
Envolvente
Memórias que voltam
O pai que lhe diz
-Não suporto o ar abafado
O que me alivia é esta aragem
Conversa com ela
Vindo do nada
Partilham a insónia
São cúmplices de novo
Entre a morte e a vida
Dá-se o reencontro
O vento leste traz-lhes
Liberdade

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Vi claramente visto

Ela entrou no rio calmo
numa tarde de sol
Os tons alaranjados do fim do dia
reflectiam-se nas águas límpidas

Tinha um vestido cinzento
até abaixo dos joelhos
Encheu os bolsos de pedras
Pedras muito pesadas

Escolhendo cuidadosamente as cores
À medida que as ia colocando
sem pressa
uma a uma
uma a uma

Entrou calmamente no rio
Começou a caminhar
Lenta, mas determinada
Foi caminhando

Caminhando...
passo a passo
passo a passo
Até desaparecer

Ali
Onde hoje o rio
se cobre de flores de lotus

philip glass - the hours

terça-feira, 7 de julho de 2009

Gostava de me sentir livre,

de mim mesma. Aproveitar a tranquilidade da noite, com esta aragem consoladora que entra pela janela aberta. Vestir-me de branco e sair para a rua, seguindo o som dos tambores que ouço rufar algures junto à praia. São os grupos de capoeira que se reúnem e dançam, afastam os maus espíritos, divertem-se. É um chamamento para sair, ser livre, misturar-me na noite, na beira mar, na praia, quase às 3 horas da manhã.
Mas tenho medo, não é prudente, já passei a idade das loucuras. Contento-me com o vento leste que sopra ameno e me abraça com um odor a folhas de árvores centenárias e maresia. Sinto-o sentada na varanda. Estou com mais uma insónia. Mas não importa. O som dos tambores ao longe, o vento leste e este cheiro da noite acalmam-me.
A verdade é que estou farta do lamaçal em que estou metida: é a idade, o medo, a doença, as mortes, a sensação de ter falhado e de já não haver retorno...mas agora nada importa. Só sinto o vento com os seus odores e ouço o som tranquilo dos tambores. Nada de gente, carros, imposições, tarefas para cumprir. Tudo adiado. Nada de doenças, de mortos, de ansiedades. Tudo adiado.
Até adio a saudade, quando passo pelos quartos deles, um nos EUA, outro em Inglaterra, por muito tempo subjectivo.
Começo a chorar, mas é um choro bom, calmo, as lágrimas rolam devagar, demoram o seu tempo. Há muito que estava a precisar deste momento. Apesar de não ir para a praia, vestida de branco, juntar-me ao grupo de capoeira. A tranquilidade começa finalmente banhar-me. Até quando? Pouco importa.
Agora vou apagar as luzes e gozar a tranquilidade que o escuro da noite perfumada me oferece. Agradeço ao Universo. Momentos destes são raros.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Statements

Quando elefantes pisam lagos de nenúfares por volta das 5h da manhã, durante tês dias seguidos, tendo a ficar de mau humor. Dass para as insónias e para quem me provoca as ditas.